Num local semi-desértico, conhecido como Abismo das Sombras - morada de demônios de todas as espécies -um espírito de coruja que havia adquirido forma humana observava de perto o ser celestial caído em uma das muitas piscinas aquecidas pelo calor dos vulcões estruturais.
A jovem, fascinada, observava o rapaz mais lindo que seus olhos já tinham mirado.
Com certeza, veio do Mundo Celestial. -- com pele tão translúcida, em tons que misturam púrpura, lilás, azul e branco... -- nunca seria daqui sua essência, quase etérea. Tal criatura é pura demais para esse reino.
Apesar da queda, o jovem permanece desacordado. Após uma breve energia, Elowynn constatou que nada de grave havia acontecido com o rapaz, o que provou que também era alguém poderoso.
Por precaução, atou seu corpo com três voltas de suas vinhas demoníacas - descobriria quem ele era quando acordasse.
Gael acordou atordoado, com o corpo dolorido. Não se lembrava de onde estava, nem como havia parado ali - apenas que tinha algo importante a fazer.
Viu-se amarrado, tentando libertar-se, usou uma rajada de sua energia quebrando as amarras que o cercavam.
Elowynn, sentindo sua magia se desfazer, surgiu à frente do desconhecido pronto para aniquilá-lo.
Empunhando seu Leque Ceifador de Mundos, derrubou-o com dois ataques.
"Parece que vocês, celestiais, são bem fortes... Dissipou meu feitiço tão facilmente."
Gael olhou para a jovem à sua frente: cabelos acobreados e longos, olhos cor de mel, vestida de vermelho e negro. Sem dúvida, algum tipo de demônio.
Mas o que percebeu em seu olhar o baqueou por um instante - apesar da atitude feroz, havia certa curiosidade ali... e uma chama indecifrável.
"Bruxa-demônio... O que quer de mim?"
"Eu? Nada. Você que invadiu o Abismo das Sombras."- disse, pausando apenas para lançar dardos com uma lufada do leque. Um o golpe acertou no pescoço, próximo à jugular, mesmo com o salto de Gael para esquivar-se - "E dentro de instantes, você me contará exatamente o que veio fazer aqui."
Gael sentiu um ardor atravessar o corpo a partir do local atingido, os músculos do pescoço, braços retesaram, o ar queimava em seus pulmões, caiu contorcendo-se.
Elowynn ocultou a arma mágica em uma nuvem de fumaça negra e vermelha, caminhou até ele, agachou-se, agarrou seu maxilar com a mão, erguendo-lhe a cabeça.
Selou levemente seus lábios cheios com os dele, esperando a reação.
No mesmo instante, a dor lancinante e sufocante amenizou. Surpreso, Gael arregalou os olhos, mirando-a.
"Isso é..."
"... veneno. Sim, feito com meu sangue. Como pode ver, eu sou seu antídoto.
Então, agora me diga o que veio fazer aqui ou nunca mais poderá se livrar de mim. Serei sua única salvação . . . e cárcere."
Ainda com a mão em seu rosto, Elowynn moveu-se, lambendo e sugando o lábio inferior dele, que ememo com odo o infortúnio tentou corajosamente afastar-se.
"Continuará resistindo? Será mais doloroso... ou não."
Passeou os dedos pela sua face, pescoço, peitoral.
Olhava-o fixamente nos olhos, via quando os efeitos do veneno amenizavam e sua respiração quase normalizava.
Porém, vendo-o relaxar, afastou-se.
Seu olhar agonizou de novo, contorceu-se. Em uma pequena pausa, quando o toquei novamente, pude falar:
"Não sei como, nem por que estou aqui... ou se invadi. Como pode ser tão cruel assim?" -- com esforço monumental questionou-a penas na inteção de distrai-la
"Quase me compadeci de você, já que não se recorda.
Então... tenho de tirar essa informação direto da fonte. O que acha?" -- com sorriso mquiavélico, arqueou a sobrancelha ao proferir a última sentença
"Talvez, se me curar, eu lembre."
Elowynn ainda obsrvou-o se retorcendo, cansou e tentou distanciar-se..
Porém, num movimento abrupto, Gael agarrou-lhe o pulso e a suspensão para si.
Ela se desequilibrou, caindo sobre ele.
Gael a girou, pressionando-a contra o chão.
"Se você é meu antídoto... então beberei até a última gota."
Ele já não tinha mais a fisionomia frágil, muito menos submissa de instantes atrás.
Depois que ela o beijou e lambeu os lábios, a energia dela se manteve pelo seu sistema como se o regularsse, fundindo-se à dele, libertando-o do veneno.
Agora, seu objetivo era provar mais dela - descobrir por que reagiu assim.
Elowynn ainda tentou se livrar, mas ele a prendia firmemente contra o chão.
Foi a vez dele atacar-lhe os lábios com fome.
Um braço segurava suas mãos acima da cabeça, enquanto o outro percorria seu corpo - dos ombros à cintura, até as coxas.
Mesmo surpreendida, ela não o parou.
Ao contrário, respondia avidamente aos beijos.
E, quando ele descia pelos lóbulos, colo e curvatura do pescoço, era recebido com gemidos e murmúrios liberados.
Na verdade, a luxúria era base do veneno.
Mas o maior mistério residia justamente, em de quem o ingrediente havia sido retirado: da própria Elowynn.
Sempre teve sucesso com essa arma, pois nunca foi dominada por ela.
Mas, que ironia... um anjo tentou um demônio, dessa vez.
Ali, naquele chão rochoso e úmido, um anjo descobriu a pureza de um demônio.
E ela descobriu o desejo daquele anjo.
As roupas sumiram como mágica.
Os corpos, entrelaçados, dançaram o ritmo mais primitivo.
Nunca se ouviu antes um anjo gritar tantas blasfêmias...
ou um demônio quase choraringar o santo nome.
Provaram o sabor e o odor um do outro.
Elowynn tocou o céu pela primeira vez nos lábios de Gael.
Ele se queimou nas labaredas do submundo, envolto nas asas da coruja.
Em meio a êxtases e urros, um revelou sua verdadeira forma ao outro - assim como disseram seus nomes.
"Isso... me queima nesse fogo sagrado, Anjo." - ela murmurou, com as pernas envoltas na cintura dele, quase o içando.
"Gael." - parou um micro-instante para encará-la -- "Se vai clamar por mim, bruxa... chame meu nome. Gael!"- enterrando o rosto em seus cabelos, enquanto se enterrava nela mais fundo com força, fazendo-a inclinar a cabeça para trás.
"Elo... aah, Elowynn... é meu nooome... Gaahaael..."
"Siiim, Elowynn... hunf... Aaaarh..."
Nesse instante, Elowynn gritou um nome que estava confinado nela:
"Yelün-Raaaaahhhhh..."
O clarão se fez e ambos foram transportados a um lugar sublime, mas não era celestial nem demoníaco, era outro plano.
Surpreendentemente ambos tinham outra forma, a dela não era mais demônio coruja e nem ele um anjo, era seres transcendentais.
Que ao se olharem novamente em um leito feito de estrelas, com mantos de poeira cósmica cintilante, abraçaram-se reconhecendo que estavam em casa.
Lúmina, era a dimensão original deles, foram lançados naquele mundo de dualidade como uma escola ou experimento, mas enfim retornaram ao lar, inde a chave era cada um deles e ambos.
YOU ARE READING
O NOME QUE ARDE
FantasyNo Abismo das Sombras - um território inóspito onde demônios sussurram segredos antigos entre o vapor dos vulcões - Elowynn, um espírito de coruja em forma humana, encontra um ser celestial caído, tão puro que parece não pertencer àquele mundo. Desc...
