A chuva caía fina sobre a floresta encantada que cercava a Academia Elemental. As árvores, mais antigas que qualquer civilização humana, se curvavam ao vento, como se sussurrassem segredos esquecidos aos ouvidos do mundo. A névoa cobria os portões altos da escola, feitos de ferro negro e gravados com símbolos dos Sete Elementos.
Mas naquele dia, algo mudou.
O céu rugiu.
Não como uma tempestade comum. Era um som profundo, ancestral. Um trovão que parecia vir do próprio coração da Terra.
Minho apareceu no portão envolto em chamas negras. Seus olhos brilhavam como brasas vivas, e a aura demoníaca ao seu redor fazia as sombras se arrastarem para longe. Ele não pediu permissão para entrar. A magia do portão se abriu sozinha, como se reconhecesse quem ele era: um descendente direto dos Dragões Vermelhos, marcado com a maldição de um demônio antigo.
Do outro lado do pátio, Jisung observava em silêncio. Sentado sob uma árvore com folhas cristalinas, ele lia um grimório de magias aquáticas. Seu semblante era calmo, mas os olhos azuis se estreitaram. Anjo de linhagem pura, Jisung sentia o desequilíbrio. E ele vinha de Minho.
— Isso não vai acabar bem… — murmurou.
No alto do telhado principal, Felix flutuava com suas asas translúcidas batendo suavemente. Seu cabelo dourado dançava com o vento, e ele sorria como se soubesse de algo que ninguém mais sabia.
— A tempestade chegou — sussurrou. — E não estou falando só do clima.
E ele tinha razão.
As nuvens se abriram com um estrondo, e Hyunjin surgiu. Raios cruzaram o céu atrás dele, como se o escoltassem. Um trovão acompanhava cada passo que dava. A expressão era fria, os olhos sombrios. Um segundo demônio, mas com o poder da tempestade ao seu lado. O vento mudou. Até mesmo o fogo de Minho recuou um pouco.
— Finalmente — disse Bangchan, aparecendo entre eles, braços cruzados, postura firme. — Estavam demorando.
Líder nato, Bangchan também era um dragão do fogo, mas diferente de Minho. Seu poder não vinha da raiva, e sim da determinação. Era o guardião dos novos, o pilar da Academia.
— Isso tá ficando interessante… — disse Changbin, surgindo com um estrondo baixo, como um tambor de guerra. Ele sorria. O som parecia vibrar ao redor dele, moldando o ar. Dragão do som. Perigoso. Letal. Leal apenas àqueles em quem confiava.
Logo atrás, pisando suavemente na terra molhada, veio Seungmin. Pés descalços, olhos atentos. Onde ele passava, flores brotavam. Era a força silenciosa da natureza. Um duende sábio, mesmo sendo um dos mais novos.
Por último, o tempo parou.
Literalmente.
O vento congelou, as gotas de chuva ficaram suspensas no ar. E então Jeongin apareceu. Caminhando como se estivesse em outra dimensão. Fada do tempo. Pequeno, gentil... mas com o poder de parar o mundo com um piscar de olhos.
Os oito se reuniram no centro do pátio. Nenhum deles se conhecia completamente, mas todos sentiram. Algo antigo havia despertado.
Foi quando a pedra central do pátio brilhou com uma luz azulada. Rachou. E uma voz antiga ecoou no ar:
> "Quando o céu quebrar em sete cores e o oitavo brilhar no tempo esquecido..."
Eles se entreolharam.
> "Oito almas se erguerão dos quatro cantos do mundo oculto..."
A voz parecia vir de todos os lados, e de dentro deles ao mesmo tempo.
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elemental School
FantasíaO Colégio Elemental não era como os outros. Escondido entre montanhas e florestas encantadas, ele era invisível para humanos comuns. Apenas aqueles com sangue mágico e uma conexão com os elementos podiam atravessar seus portões de ferro antigo. Era...
