Ecos da Traição
O ar frio da noite cortava como lâminas, cada respiração um lembrete da dor. Harry estava exausto, seu corpo lutando para se manter em pé enquanto o sangue escorria de cortes profundos em suas pernas e torso. Seu braço esquerdo pendia inutilmente ao lado do corpo, deslocado, e cada movimento fazia seu peito arder. Ele estava sozinho em uma floresta desconhecida, cercado pela escuridão que parecia pesar mais do que nunca.
O feitiço de aparatação fora imprudente e desajeitado, mas eficaz. Ele conseguira fugir da emboscada, embora o custo de mais do que sua força física. As palavras de traição de Rony e Hermione ainda ecoavam em sua mente, mais dolorosas do que qualquer ferimento.
Ele cambaleou até o tronco de uma árvore, deslizando até o chão com um gemido de dor. A varinha permanecia firme em sua mão ensanguentada, a única coisa que parecia uma constante em um mundo que o havia abandonado.
"Bem," ele murmurou para si mesmo, com uma risada amarga. "Eu realmente sou um ímã para desgraças, não sou?"
Seu peito subia e descia em respirações irregulares, mas ele forçou os olhos a permanecerem abertos. Dormir seria perigoso. Ele sabia que eles estavam atrás dele. Eles sempre estavam.
Então, um ruído.
Harry congelou, os músculos tensos apesar da exaustão. Seus olhos vasculharam a escuridão, mas o movimento era sutil – galhos quebrando, folhas farfalhando.
"Se for algum idiota com uma varinha, posso garantir que não tenho paciência para duelos hoje," ele murmurou, sarcasmo preenchendo sua voz.
Outro som, mais próximo desta vez. Então, ele o viu. Dois olhos brilhantes, amarelos, selvagens, o encarando na escuridão.
"Ah, claro," Harry sussurrou, a exaustão em sua voz misturada com irritação. "Porque minha noite não poderia ficar pior."
A figura saiu das sombras, alta e imponente. Fenrir Greyback.
O lobisomem parecia mais selvagem do que nunca, com o rosto marcado e olhos que brilhavam com uma intensidade animalesca. Ele se aproximou lentamente, como se saboreasse o momento.
"Bem, bem," Fenrir rosnou, com um sorriso que mostrava dentes afiados. "O Menino-Que-Sobreviveu, sozinho e ferido. Um presente deixado na minha porta."
"Que poético," Harry retrucou, levantando a varinha com esforço. "Você quer terminar logo ou prefere um monólogo dramático primeiro? Estou tentando decidir se você é mais irritante ou previsível."
Fenrir parou, os olhos estreitando-se enquanto analisava Harry. "Você ainda consegue ser insolente, mesmo com um pé na cova."
"É um talento," Harry respondeu, com um sorriso fraco e sarcástico. "Agora, diga logo o que quer. Eu tenho um cronograma cheio de 'não morrer' para cumprir."
O sorriso de Fenrir se alargou, mas havia algo estranho em seu olhar – algo que fez Harry estremecer, embora ele não soubesse o motivo.
"Você não entende, não é?" Fenrir deu um passo à frente, seu tom mais baixo, quase reverente. "O que você é para mim."
Harry ergueu uma sobrancelha, a varinha ainda apontada. "Se isso for algum tipo de proposta estranha, vou precisar de uma explicação melhor. Ou talvez só um banho."
O lobisomem riu, um som gutural que ecoou na floresta. "Você está machucado, quebrado, e ainda assim, não sente o peso disso. Impressionante."
Harry revirou os olhos, a exaustão e a dor tornando mais fácil ignorar o perigo. "Se quer um elogio, peça para outra pessoa. Tenho certeza de que há um fã-clube de lobisomens assassinos em algum lugar."
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Sob a marca do lobo
FanfictionApós ser traído por seus melhores amigos e acusado injustamente, Harry Potter se refugia na Mansão Black, ferido e isolado. Lá, encontra apoio em Fenrir Greyback, um lobisomem com quem descobre ter um vínculo profundo e inquebrável. Enquanto luta pa...
