fragmento de um sonho perdido

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Quem é você? 

Não sei o seu nome, nem o seu passado, mas você apareceu, como um sonho que se recusa a desaparecer. Seus olhos, profundos como um oceano sem fim, me hipnotizam. Aqueles olhos azuis, como se refletissem não só o céu, mas todo o mistério do universo. Seus cabelos claros, banhados pela luz do sol, pareciam dançar em uma coreografia invisível, com uma suavidade que eu nunca vi antes, mas que, de algum modo, já conhecia.

Sua voz... Ah, sua voz. Era como música que nunca se esgota, uma melodia doce, suave, que faz o tempo parar. Cada palavra sua era como uma onda quebrando na praia, trazendo um mar de emoções que eu não sabia que existiam em mim. E o que me intriga mais é que, mesmo sem saber quem você é, sinto que já a encontrei em algum lugar – talvez em um passado que nunca vivi, talvez em um futuro que nunca será meu.

Você não pertence a este lugar, a este tempo. Seu rosto se desvia da memória como se fosse um reflexo de algo intangível, algo que escapa sempre que tento entender. Você está ali, presente, mas ao mesmo tempo distante, como uma sombra que dança nas bordas da minha mente. Cada encontro parece uma pista, cada conversa, uma revelação incompleta. Mas, por que você aparece apenas nos meus sonhos?

Quem é você?  Talvez nunca saberei. Talvez, se eu soubesse, todo o mistério que você traz se dissiparia, e seria apenas uma história comum. Mas, enquanto o enigma permanece, você continua a me perseguir, como um sussurro entre as brisas da noite, me levando a perguntar: *você é real? Ou sou eu quem sou um sonho?*

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