Veste a Noite

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Esquece um segundo nossa história
De quem somos, nossa amizade
Não almejamos criar mais memórias
Mas temos uma oportunidade

Sei que não queres mais aventuras
Tu sabes, não sou qualquer homem
Que cultiva intenções mais impuras
E em doces palavras escondem

Mas esta noite alheia ao mundo
Que a vida nos dar resolveu
Há dois corações moribundos
Com a chance de encontrar Orfeu

Sente as pontas dos dedos em tua pele
Esquece um átimo que são meus
Sente os lábios quentes no pescoço
Como se o pescoço não fosse o teu

Despe a roupa, mas não se exponha
Veste a noite até que passe
E com ela leve a vergonha
Com o sol a razão renasce

Veste a noite sem cuidado
Que a aurora vem depressa
Abraça agora teus desejos
Amanhã deles se despeça

Ao sol se esvai a magia
Qual torre de areia na vaga
A mão, que volta a ser minha,
Não mais teus seios afaga

As luzes se apagam nas ruas
O dia clareia ainda jovem
As pernas, que agora são tuas,
Não mais o meu corpo envolvem

Mas volta só amanhã ao mundo
Cada dilema a seu tempo
Pois dois corações moribundos
Ainda precisam de acalento

Veste a NoiteNơi câu chuyện tồn tại. Hãy khám phá bây giờ