Daemon Targaryen estava no salão principal de Pedra do Dragão, ao lado de Rhaenyra, sua sobrinha e esposa, ouvindo-a discutir com os lordes. Embora o destino do trono de ferro fosse o tópico da conversa, sua mente vagava. Ele observava Aemond, seu sobrinho, que estava sentado em silêncio na extremidade da mesa. Havia algo hipnotizante no olhar de Aemond: a determinação fria, o foco implacável e aquela intensidade que era tão familiar.
"Ele é como eu," pensou Daemon. "O mesmo fogo, o mesmo orgulho. Talvez até mais perigoso."
Aemond percebeu o olhar de Daemon. Seus olhos, um dos quais agora escondido por uma faixa de couro devido à cicatriz que ostentava, encontraram os do tio. Havia um desafio mudo ali, como se Aemond soubesse que estava sendo estudado e não se importasse. Daemon desviou o olhar por um momento, fingindo prestar atenção em Rhaenyra, mas sua mente permanecia fixada naquele jovem que carregava tanto da essência Targaryen.
Após a reunião, enquanto os outros lordes e cavaleiros se dispersavam, Daemon se aproximou de Aemond, que estava de pé junto à janela, olhando para o mar tempestuoso.
— Aemond, você é um homem jovem, mas vejo em você a ferocidade de um dragão veterano. — A voz de Daemon era casual, mas havia um tom de curiosidade. — Me diga, o que o motiva tanto? É vingança? Honra? Ou algo mais?
Aemond virou-se lentamente, seus lábios formando um meio sorriso.
— E o que o motiva, tio? Poder? Ambição? Ou seria outra coisa?
Daemon arqueou uma sobrancelha, surpreso com a ousadia de Aemond. Ele riu baixo, aproximando-se mais.
— Talvez um pouco de tudo. Mas não é todo dia que vejo alguém com tanto fogo na alma. — Ele fez uma pausa, seus olhos fixos nos de Aemond. — Você me lembra de mim mesmo.
Aemond inclinou a cabeça, intrigado, mas não respondeu de imediato. Ele sabia que Daemon estava tentando provocá-lo, talvez testar seus limites. Mas, ao invés de recuar, ele decidiu jogar o jogo.
— E isso é algo bom ou ruim? — perguntou Aemond, sua voz fria e controlada.
Daemon deu um passo à frente, agora perigosamente próximo. Havia algo em sua expressão que era ao mesmo tempo desafiador e sedutor.
— Isso depende de você. O fogo pode ser uma arma... ou sua ruína.
Por um breve momento, o silêncio pairou entre os dois, tenso e carregado. Era como se ambos estivessem à beira de algo que nenhum deles ousava nomear.
— Cuide para que não se queime, Daemon. — Aemond finalmente respondeu, sua voz carregada de ironia, mas com um toque de algo mais.
Daemon sorriu, um sorriso que não alcançava seus olhos. Ele sabia que estava brincando com fogo — mas que Targaryen poderia resistir?
*Um tempo depois*
Na calada da noite, a fortaleza de Pedra do Dragão era um lugar de silêncio inquietante. A maioria dos residentes estava recolhida, mas Daemon Targaryen não conseguia dormir. O brilho fraco da lua se refletia no mar revolto, visível através de uma das varandas. Daemon sentia o peso das escolhas que precisaria fazer, mas, para sua surpresa, não eram apenas os assuntos de Rhaenyra ou do trono que o mantinham acordado. Era Aemond.
Decidido a clarear sua mente, Daemon saiu de seus aposentos e vagou pelos corredores até encontrar o salão onde os dragões repousavam. Ele imaginou que estaria sozinho, mas lá, à luz de tochas tremeluzentes, estava Aemond, acariciando o focinho escamoso de Vhagar.
YOU ARE READING
Amor proibido
RomanceNesta narrativa apaixonante, explore o conturbado e proibido romance entre Daemon Targaryen, o Príncipe Rebelde, e Aemond Targaryen, o jovem e destemido guerreiro. Em meio ao fogo e ao sangue que permeiam a dinastia Targaryen, surge uma conexão inte...
