—Você tem cinco minutos, antes que eu te deixe!
Dois anos e nove meses sem ver Harry, Rony e Gina. Hermione esperará ansiosamente pelo Natal, o primeiro Natal onde ela e o marido estariam livres ao mesmo tempo, o Natal onde seu pequeno tesouro conheceria aqueles que foram sua família por tantos anos.
–Sua mamãe está muito nervosa dragão, diga a ela que assim ficarei com ciúmes— disse Malfoy beijando Scorpius.
Hermione revirou os olhos esperando impacientemente que o marido terminasse de arrumar o próprio cabelo. Amava seu marido e todo o cuidado que o mesmo tinha com a própria imagem se deliciando com os olhares invejosos de outras mulheres todas as vezes que iam a algum tipo de evento social, Draco era belíssimo e completamente seu, mas haviam momentos, momentos como aquele em que ela daria tudo para que ele pudesse se arrumar mais rápido, ignorando todos os mil e um rituais de beleza diários.
—Afinal, temos mesmo que ir? — Ele questiona, indo atrás de Scorpius que engatinhava buscando Órion, o grande, gordo e amarelo gato de Hermione.
Tão temperamental quanto bichento ela precisava pontuar todas as vezes que Draco reclamava dos pelos sobre seus ternos, usando o a saudade que sentia do antigo gato como defesa para Órion.
Draco estava relutante em ir, sabia que isso deixaria Hermione brilhando de alegria durante dias mas não podia deixar de temer pela reação daqueles que sua esposa considerava como família. Foram longos meses de espera e flertes entre reuniões do hospital e do ministério bruxo francês para que os dois patetas colocassem tudo em risco assim que descobrissem. Em uma única noite.
Por mais apaixonada que Hermione fosse por ele, e ele sabia que era, o medo de como as reações de Potter e Weasley pudessem influenciar seu casamento pairava sobre sua cabeça.
— Você sabe que sinto falta deles Draco e não é como se fossem fazer algo com você— disse ela passando os braços em volta da cintura dele.
Scorpius riu feliz no colo de Draco sentindo Hermione apertá-lo em pequenas cosquinhas.
Draco duvidava de toda a passividade jurada por Hermione, mas a morena apenas repetia "eu avisei que levaria alguém" como se essa fosse a solução de todos os problemas existentes no mundo.
Mas Draco Malfoy não era, alguém. Era seu marido, pai de seu primeiro filho, amor da sua vida e o homem que infernizou seus anos de estudante e, vergonhosamente lutou junto ao lado errado da guerra. Passividade era a última coisa que ele esperava indo a toca, mesmo na noite de natal e Hermione sabia disso, só esperava que os meninos e toda a família Weasley entendessem que agora aquela era a família dela. Hermione era uma Malfoy, e não permitiria que ninguém, nem mesmo aqueles que amava como irmãos, destratassem Draco.
— Poderíamos ao menos ir aparatando não? — Draco resmunga se virando em direção a Hermione— Não suporto o pó de fluo e Scorpius espirra com se tivesse uma pena cutucando o nariz. Além do mais seria bom ter a oportunidade de me preparar em uma longa caminhada ao invés de surgir no meio da sala de estar— ele para de falar, entregando a Scorpius uma pequena chupeta verde e finalmente erguendo os olhos para sua esposa.
Hermione sorri, levando as mãos ao próprio cabelo ao vê-lo dar passos para trás com a boca aberta, a olhando como se fosse a mulher mais linda do mundo.
E para Draco era, era e sempre seria, não importava quantas vezes a olhasse, sempre haveria algo novo, algo estonteante. Hermione era estonteante. E ele não podia acreditar, mesmo após dois anos do tão almejado sim, que aquela mulher havia escolhido ele para amar. Não que se achasse feio, pois sabia com clareza o efeito que causava tanto em mulheres quanto em homens mas, Hermione em sua concepção não era só bela, não era apenas um corpo ridiculamente gostoso, era mais, muito mais e não importava quantos idiomas conhecesse, ele tinha certeza de que nunca haveria palavra boa o bastante para descrevê-la.
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Joyeux noël
FanficO ministério bruxo francês, esconde mais segredos entre suas grossas paredes do que os bruxos ingleses podem imaginar.
