A raíz do amor

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Dia ensolarado de um domingo qualquer, Francesca sai de casa após um faniquito do senhor Alfredo, seu pai e da senhora Antônia, sua mãe, para que ela fosse comprar pães para o café da tarde. Na volta pra casa, Francesca se depara com uma carta no chão em frente sua casa, aparentemente seria jogada fora, ela não aguentou, muito curiosa e logo abriu a carta para ver o conteúdo, já que não haviam remetentes e nem destinatários, afinal, a carta podia ser de um admirador secreto dela.Ao abrir a carta, se deparou com nomes, o de sua mãe e de seu pai, com um poema lindo em seu interior, que dizia

Querida, não há um dia sequer que eu não pense em você
Cada dia que passa aumenta o meu querer
Querer te ter por perto
Quererte além do estrépito que tu faz
Pois tudo que remete a um detalhe seu me traz paz
A paz que eu preciso pra sobreviver
A paz que eu jamais teria sem você
Tu és a razão do meu sossego
Como terei guerras internas se tu me traz aconchego?

Francesca estava boquiaberta e surpresa, tanto que esqueceu os pães do lado de fora da casa, ainda bem que seus pais não perceberam, logo voltou e trouxe-os pra dentro.

-PAI, MÃE, QUE ISSO AQUI? - disse Francesca com tom de perplexidade
-Isso o quê? - retrucou Antônia
-Essa menina tá cada vez mais doida, não é possível que ela tá falando nesse tom de voz com seus pais, se fosse no meu tempo... - disse o senhor Alfredo, o escritor da carta poética.

Após a fala do senhor Alfredo, as mulheres da casa se calaram por um momento, já que o homem da casa deu uma bela patada em sua filha.

-Desculpa, pai, é que eu encontrei uma carta do lado de fora da nossa casa e o conteúdo é muito lindo, o senhor que escreveu.
-Eu escrevi? Hahahahah você só pode estar brincando, minha filha.
-Não, eu não estou, o...- Francesca foi interrompida com um grito de sua mãe
-FRANCESCA, VOCÊ NAO COMPROU A QUANTIDADE CERTA DE PÃES, VEM AQUI AGORA! - Dona Antônia estava enfurecida

Então Francesca foi até a cozinha e sua mãe disse que ela estava enganada, a quantidade de pães estava certa, porém, quando ela tentou voltar pra falar com seu pai, dona Antônia a pegou pelo braço, tremendo bastante e então disse:

-Minha filha, não mostre a carta pro seu pai, fui eu quem a escrevi desejando que ele escrevesse assim pra mim
-Nossa, mãe! Perdão, não irei mostrar, mas me diga mais, a senhora escreve tão bem, eu me apaixonei pelo homem que a senhora tem na cabeça hahaha

As duas estavam gargalhando muito e tendo um momento mãe e filha lindíssimo, mas o senhor Alfredo tinha que chegar e dar alguma patada

-Vocês estão rindo de quê? No meu tempo mãe e filha não eram amigas confidentes, compartilhem a risada comigo ou então não há graça alguma.
-Não é nada querido, eu errei ao chamar nossa bebê, desculpa, a gente tava rindo de bobagem
-Que bobagem é essa que eu não posso saber? - O senhor Alfredo estava desconfiado de alguma coisa
- Pai, eu contei uma piada pra mãe, quer ouvir?
-Não, me poupe, deixa quieto, mulheres são estranhas demais. -enfim o homem da casa saiu e elas puderam conversar um pouco mais.
-Mãe, quem é esse homem que a senhora idealiza? Meu pai não é! - Francesca não poupou sua inquietude na fala
-Filha, é seu pai, sim! Confesso que o homem que conheci lá atrás não é mais o mesmo hoje em dia. - Dona Antônia estava triste e cabisbaixa
-Perdoa, mãe, eu fui rude e insensível, o pai devias ser um homem maravilhoso no passado.
- Ele era doce e atencioso, parece que ele não se importa mais e age com total saudosismo, esquecendo que nosso amor está aqui no presente também - O descontentamento da dona Antônia era visível
-Mãe, como vocês se conheceram? Há alguma coisa que eu não sei? Onde a senhora aprendeu a escrever tão bem?
-Entao, filha, longa história...

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NOTAS DO AUTOR

Espero que esteja gostando até aqui, um beijo enorme no seu coração, caro leitor.

A Poesia do Amor Stories to obsess over. Discover now