Pai
O conceito de pai pode ser muitas coisas com muitos valores, e o principal é: Assumir a responsabilidade de cuidar dos filhos.
Na visão científica, o pai é: O conceito de ação e realismo, a saber, iniciativa e dinamismo enraizados na realidade e não no sonho.
Na psicologia é: Dar exemplo, é transmitir segurança, é estar ali na hora do choro. É muitas vezes ser duro sem ser rígido para ensinar que limites existem e que são necessários e estruturantes. É introduzir a lei, é mostrar através de exemplos o que é certo e o que é errado.
Às vezes as diferenças podem ser presentes, por exemplo: Um pai que não tem o seu sangue, mas marca sua presença todos os dias. O que muitos tem.
No caso de meninas, o que dizem é que são mais apegadas ao pai, mas não é assim, pelo menos não comigo. Meninas tendem a perceber sua situação mais rápido, por causa dos hormônios então...
Uma menina que não é apegada ao pai deve o amar?
O que fazemos em uma situação onde nós temos um pai de sangue, que vemos todos os dias passando por nossa frente pelo menos por 5 minutos, que não fala conosco ou que não demonstra amor? Eu tenho um pai, mas ele não é meu pai. Pai é quem cria!? Mais pai que meu pai são meus amigos, tios, dindos.
Na psicologia, "dar o exemplo", me vem à cabeça que eu não tenho um pai. Medo de seguir uma carreira que me coloque contra esse assunto de uma vez só. Ter que enfrentar uma dor de criança.
A cada ano eu falo menos com o cara que eu chamava de pai aos 5 anos. Eu era pequena, não entendia o que entendo hoje.
Ainda sou muito nova! Que saco.
Infelizmente tive que crescer rápido para não cair do penhasco ao crescer em um ambiente assim. Eu precisava de um pai, aos 5 aninhos, hoje eu não preciso mais...
Eu achava que a função de um pai era dar amor, conversar, ensinar e aprender, cozinhar quando se sentisse feliz, tirar fotos juntos em momentos bons, ler antes de dormir, acompanhar a nossa vida e muito mais. As vezes penso que seria um por cento mais feliz se tivesse dado um abraço no cara que se diz meu pai. Que seria um por cento mais feliz se ele tivesse acompanhado minha vida desde pequenininha. Que seria um por cento mais feliz se eu tivesse ao menos uma foto com ele. Acho que seria um por cento mais feliz se fosse amada pelo cara que se diz meu pai.
"Não é culpa dele, ele..." São desculpas que escuto ao dizer que sinto falta. Então tá, se não adianta falar com a mãe na relação eu vou direto no cara.
Pai, eu sinto sua falta!
Eu nem sei do que eu sinto falta em si, nunca nem tive a experiência. E eu que nunca fui uma pessoa invejosa me via admirando o jeito que os pais que passavam por mim tratavam suas filhas. Mas, será que se o cara que se diz meu pai falasse comigo ou me desse um abraço quando eu me sentisse triste, seria melhor? Eu sentiria menos esse aperto no peito quando falam sobre os pais perto de mim? Esse vazio acabaria? Eu me veria como uma pessoa normal?
25/10/24
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Deixa eu te contar uma história?
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