Eu não lhe entendo, você mudou tanto desde a primeira vez que te encontrei. Você cansou de mim e eu me condenei. Você me ligou, eu apenas atendi e fiquei em silêncio, ouvindo suas palavras:
— Eu vou aí, preciso te ver agora.
Pedi para o porteiro não abrir a porta. Enquanto meu celular tocava repetidamente, tentei me distrair com a TV, mas ela estava sem conexão. Se passaram duas horas; você já tinha ido embora, assim como meu coração.
Silenciei meu telefone junto com a minha voz. Eu não conseguia comer, dormir; apenas olhava para aquele teto rachado. Somos parecidos, ambos temos cicatrizes abertas para se fechar, a diferença é que a minha está sangrando.
O sol já estava nascendo. Era um novo dia, um novo recomeço, não para mim, e sim para você. Eu estava sozinho; meu medo vinha de dentro e não tinha como correr. Não há como fugir de si mesmo, e naquele momento, era impossível lidar com ele.
Lucas Silva
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05 de novembro, 02:35 da madrugada
PoesíaÉ difícil se afastar de alguém importante para você, perceber que aquela pessoa está lhe matando aos poucos, e você diz para si mesmo: -Eu preciso melhorar.
