Desespero é a palavra.

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–  Jackson, eu preciso dessas xerox rápido, ou o meu pescoço não fará mais parte do corpo.  

Falei, com medo de que o Senhor Louis me decapitasse, ou até pior, me demitisse. 

– Deixa de agonia menina, você mau chegou aqui, eu não sou o flash. 

Sendo o flash ou não, preciso de rapidez. Me apressei a pegar todas as xerox que estavam prontas, faltando apenas duas. As organizei em uma pasta. 

–  Você fala isso, porque não é você lidando com ele. Eu queria ver!

Jack revirou os olhos me achando ridiculamente dramática. Quem me dera fosse apenas drama.

– Pronto maluca, estão prontas.

Corri, sem nem ao menos me despedir. Maldito seja Louis e seu habitual ódio pela vida.

Arrumei a minha postura, novamente alisando a minha saia lápis. Não gosto de estar desarrumada na frente do meu chefe, na verdade na frente de ninguém. Respirei fundo e antes que eu pudesse pensar em algo, ouvi o a voz do Senhor Cruel no telefone.

– As xerox, na minha sala agora Susie Marrie.

Respirei fundo, novamente conferindo minha roupa. Tudo estava ok. Bati na porta e ouvi um entre cansado, ou seria um "Anda logo", irritado?

– S.r., aqui está as xerox que me pediu, eu coloquei elas nesta pasta, assim fica bem mais fácil de encontrar o que precis..

Louis me olhava de um jeito estranho, não era como todos os dias, olhar mortal. Era um olhar diferente. Gaguejei, sentindo o olhar pesar em mim enquanto falava. 

– Senhorita Marrie, sente-se, quero conversar com você. 

Apontou para cadeira em frente a ele. Eu sorri um pouco hesitante, porém fazendo o que "pediu".

– Senhorita, você trabalha comigo a exatamente 8 anos, correto? Sabe de coisas minhas, que nem a minha própria família sabe. Confere?

Balancei a cabeça e me permiti falar, mesmo que poucas palavras.

– Sim, Senhor. 

Olhou para janela, respirou fundo e novamente me encarou.

– Preciso de um favor seu, porém, preciso de discrição total.

Encarei os seus olhos, eles pareciam que iam saltar de suas órbitas a qualquer momento. Enquanto ele falava, os olhos dele arregalavam, a respiração aumentava, os batuques na mesa (Uma mania). Algo estava errado.

– Pode pedir Senhor, se estiver ao meu alcance. 

Juro que não queria hesitar, mas eu percebi, ele percebeu, qualquer um perceberia. 

– Não precisa me olhar assim Susie Marrie. O que eu vou pedir, não vai exigir muito de você, apenas a sua presença, claro. 

Porque eu acho que vai em? E como assim, a minha presença? 

– Ok Sr Louis, pode falar. 

Respirei fundo, dando permissão para que ele falasse de vez. 

– Eu vou ser breve, até porque não gosto de rodeios. Preciso que finja ser a minha namorada durante 7 dias, na casa dos meus pais, e antes que recuse, será muito bem paga por isso.

Arqueei a sobrancelha e juro por Deus, eu só não gargalhei por não querer partir desta para melhor. Dei tudo de mim para que não fizesse isso. Eu merecia aplausos pelo esforço. 

Encarei os seus olhos e foi quando eu percebi. Não se tratava de uma brincadeira, ou uma aposta que ele havia perdido com o Mike, ou o irmão. Levantei da cadeira em um rompante, ajeitei minha blusa, olhei para janela, para as plantas que estavam ali, olhei tudo da sala, para então retornar ao seu olhar. Ele continuava sério, uma postura intimidante, como se fosse o rei do mundo.

Deslize PerfeitoOnde histórias criam vida. Descubra agora