Kenma, 15 anos, primeiro ano do Nekoma.
- Eu preferia estar em qualquer lugar menos aqui....
Porque primeiros dias de aula são tão estressantes? Parece que todos que me olham estão me julgando... é só eu não olhar de volta. - murmuro para mim mesmo, torcendo para que ninguém tenha me ouvido ou sequer reparado em minha presença. Eu me sento em um canto aleatório do colégio para esperar o horário de ir para sala, tudo ao meu redor parece incrivelmente entediante e ao mesmo tempo assustador.
Pego meu nintendo que estava em minha bolsa e começo a jogar. Estou evoluindo, não entrei no colégio jogando sem reparar ao meu redor, mas aparentemente jogar não está sendo interessante o "suficiente", então eu começo a observar as pessoas ao meu redor (de certa forma julgando-as).
Não muito tempo depois eu avisto de longe um moreno alto... bem alto (na verdade acho nem tanto, mas se comparar a mim contando com o fato que eu estou sentado, é bem alto), sua aparência em geral é o tipo de garoto padrão que mais me assusta, vou colocar na lista de pessoas que preciso manter distância (não sou o tipo de pessoa que gosta de interagir com os outros então meio que todo mundo dessa escola está na lista de certa forma) não vou gostar de sofrer bullying pra esse cara no primeiro dia de aula, além de que ele é inegavelmente meu veterano (bom, inegavelmente é uma palavra muito forte, o semblante de confiança dele e as pessoas ao seu redor, não me parece uma postura de alguém que entrou hoje na escola).
Olhando melhor, ele tem um corpo bem atlético, com certeza faz parte de algum clube de esporte, eu chutaria futebol (também pelo fato de que as garotas estão quase que assediando ele), vôlei ou basquete também seriam cogitáveis... não... por favor universo... que ele não seja do clube de vôlei... é o único clube que eu estava vendo a possibilidade de estar...
Inconscientemente eu observo demais o moreno, e só me dou conta quando fizemos contato visual... porra... onde eu enfio meu rosto?? Esse cara vai achar que eu estou querendo briga com ele ou sei lá... não posso apanhar no primeiro dia de aula...
Eu saio correndo do lugar que eu estava, meu coração quase saindo para fora da boca e eu estou suando quando chego no banheiro, eu apenas lavo meu rosto e tento controlar minhas emoções (o que não está funcionando, mil coisas passam pela minha mente, mas todas elas giram em torno de apanhar ou sofrer bullying no mão daquele moreno... ele me assusta... ).
Estou tentando me acalmar ao máximo para não ter uma crise... não, eu não posso... não aqui... já está ruim o suficiente esse dia, e agora ter uma crise na escola? Eu estou esperando o que para me matar logo??!
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Kuuro, 16 anos, segundo ano do Nekoma.
Mais um ano se inicia, nada de novo (não sei se é bom ou ruim), mas embora eu seja considerado o garoto mais sortudo da escola, sinto que falta emoção na minha vida (mais do que um jogo de vôlei), seja como for, sinto que esse ano vai ser incrível.
Chegando na escola, encontro meus amigos (se é que eu posso chamar de amigos, tirando meus verdadeiros amigos do clube de vôlei, só tenho amigos falsos que nem se importam comigo de verdade, e sim com minha ""fama"" ou o que quer que eles veem em mim). Ficamos rodeando a escola por bons 20 minutos, pelo menos, hoje parece que todos resolveram chegar mais cedo para conhecer os primeiranistas, confesso que estou curioso para conhecer esse novo pessoal, espero que ao menos dois entrem para o time de vôlei, se bem que já temos gente o "suficiente", nunca é o suficiente.
- Interessante... o que aquele cabelo de pudim faz me encarando? Ele é familiar - sussuro para mim mesmo e olho para ele com meu característico sorriso até ver o garoto sair correndo, aparentemente desesperado.
Merda... será que eu fiz algo de errado? Ele ficou tão assustado...
Não que eu me importe tanto assim com ele, mas se eu passo uma imagem assustadora para as pessoas, eu tenho que começar a me preocupar seriamente, mas acho que não é o caso.
O cabeça de pudim era.. diferente. Não sei o que quero dizer com "diferente" digamos que ele chamou minha atenção de um jeito não convencional desde a primeira vez que eu o vi.
Mas tanto faz, qualquer hora a gente se tromba por ai e eu posso me desculpar por ter assustado ele ou o que ter que tenha sido.
A verdade é que eu realmente me preocupei com ele ter saído correndo, e se realmente for minha culpa?
Ele não deve lembrar de mim, mas eu lembro perfeitamente dele, estranhamente, nós já nos encontramos muitas vezes por diversos locais de Tokyo, e em todas as vezes ele tava jogando em um Nintendo sem nem se importar com as coisas ao seu redor.
Confesso que ele chamou minha atenção de um jeito... sei lá, eu só queria ser amigo dele ou algo do tipo.
Eu não sou muito de acreditar nessa coisa de destino e tals, mas porra, vai fazer uns 2 anos que eu encontro ele em lugares aleatórios fazendo coisas aleatórias e agora ele estuda na minha escola.
Sinto que eu preciso falar com ele, aparentemente é isso que o destino quer.
Até porque 2 anos seguidos vendo esse garoto por aí, se eu não for falar com ele o universo vai mandar ele pra minha casa.
Enquanto me perco em meus pensamentos , é hora de ir para sala.
Me despeço dos meus amigos (que são de salas diferentes, com exceção de Yaku) e começo a caminhar até minha sala está um pouco longe daqui.
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Fate's Fault | Kuroken
FanfictionKuroo e Kenma, ambos com problemas mentais paralelos se encontram depois de estranhas coincidências e começam uma relação confusa que se baseia descontarem um no outro de maneiras sutis ou explosivas. Logo, o que eles achavam que faziam apenas para...
