Conto: A carta.

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Em um reino próspero e pacífico, vivia o guerreiro rei Rogger e sua esposa, a rainha Amélia. Juntos eles tinham um filho, o príncipe Netheyan, que era querido por todos e conhecido por seu espírito aventureiro e generoso.

No entanto, a paz do reino foi abalada quando a Rainha Amélia adoeceu gravemente e faleceu. O rei, devastado pela perda, começou a se isolar nas dores de sua alma.

O príncipe Netheyan tentou consolar seu pai, mas sentia a dor da perda se intensificar.

Para restaurar a estabilidade no reino e proporcionar ao rei um novo começo, meses depois o príncipe aconselhou o rei a se casar novamente. Rogger escolheu uma mulher chamada Stella Vancruz, uma nobre conhecida por sua beleza e generosidade.

Embora a intenção fosse nobre, Netheyan logo sentiu algo inesperado crescer dentro dele: uma atração profunda pela esposa do rei havia se instalado nele.

A cada dia que passava, Netheyan encontrava maneiras de se aproximar de Stella, e com o tempo, seus sentimentos se transformaram em uma paixão ardente. Stella, apesar de não sentir o mesmo pelo príncipe, começou a correspondê-lo, e a cada ação dela Netheyan aumentava suas expectativas sem mesmo perceber o que estava fazendo.

O amor proibido de Netheyan para Stella se tornou um segredo cuidadosamente guardado, mas a tensão entre eles só aumentava.
Netheyan já não dormia tão bem a noite, seus sentimentos de amor e culpa misturavam se como aquarela em seu peito, causando lhe sensação de sufocamento.

Então, numa noite sob a luz da lua ao canto da janela do quarto, Netheyan resolveu ter com a rainha e falar sobre seus sentimentos. O que aconteceria a seguir? Não foi bem-planejado, talvez ele pudesse ouvir que era recíproco, ou talvez um "eu sinto muito" calassem os gritos de sua alma, mas manter seus sentimentos trancados em seu coração estava matando-o aos poucos.

A rainha provavelmente dormia no quarto, enviar uma carta solicitando sua presença não era arriscado, já que o rei estava fora o dia todo.

Foi o que fez, escreveu lhe uma carta breve pedindo por alguns minutos de conversa, era importante o que tinha para lhe dizer. Escreveu ainda um pouco de seus sentimentos, e como ela o deixava louco.

No quarto da rainha, uma carta escorreu por baixo da porta seguido de dois toques na madeira.

O príncipe apressou seus passos para o jardim ao ouvir guardas reais no corredor ao lado.

- Será que ela iria? - pensou ele aguardando ansiosamente enquanto mirava uma flor vermelha.

Ao olhar para o alto, seus olhos dilataram ao ver a face do rei caminhando em sua direção, do corredor que acabará de sair. Ao outro lado, num campo de flores, a rainha papeava com duas damas dos reinos vizinhos.

O rei numa ação bruta e enriquecida de raiva, lançou uma espada em direção aos sentimentos do príncipe, arrancando lhe tudo o que havia ali. Culpa, desejos, e amor não lhe tirariam mais o sono às noites, mas o acompanharia para um sono eterno.

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Autora: @akan_Akan ~

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