Há dias, nado sem parar
Em busca de um lugar no mundo
Sem me habituar em círculos humanos
Tento me aconchegar nas crateras da lua.
Em suas fases
Segue padrões que ela mesma ditou
Sem receios e hesitações Expõe os rombos causados pelos que por ela passaram.
Há dias tento tocá-la
Braçada após braçada,
Num mar prateado, doce e salgado
Antes que ela desça às águas.
Como a escuridão é a ausência de luz
Como o frio é a ausência do calor
Algo velejou para além da vida
E por isso existo.
Sonho em tocar a lua
Para que a vida não perca o sentido
E entre tantos entretantos
Ainda sinto que é possível.
~ Ana Rijufeal
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Antes que eu afunde
PoesíaUm eu-lírico que se inspira na lua por não conseguir inspiração no meio humano.
