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CAP I - Dejavú

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" O multiverso é uma hipótese científica e filosófica que sugere a existência de múltiplos universos além do nosso próprio. Esses universos, chamados de "universos paralelos", podem coexistir com o nosso, mas operam de acordo com diferentes leis físicas, condições iniciais ou até realidades alternativas. "

*

Aquele dia foi difícil para todos os feiticeiros de Tóquio, oque Satoru fez foi imperdoável, o Alto Escalão sentenciou sua pena de morte e expulsou permanentemente da Escola Jujutsu.

Eu descia as escadas com a maior velocidade que eu podia, Riko Amanai havia morrido na minha frente, foi baleada na cabeça por Toji Zenin, que usou ela para receber uma recompensa enorme em dinheiro do Culto da Estrela, foi triste ver que seus sonhos internos não foram correspondidos, aquela menina tinha uma vida boa pela frente. Porém, recebi notícias que seu corpo havia sido resgatado por algum feiticeiro. Por um instante, quando finalmente abri as portas, me deparei com um cômodo enorme e muito iluminado, que fez com que meus olhos ardessem por um instante, o que eu ouvia eram apenas aplausos de várias pessoas que estavam reunidas ali.

Depois que entrei, congelei por um instante após ser envolvido pela luz brilhante e pelo som estrondoso dos aplausos. O ambiente, repleto de rostos sorridentes e emocionados, parece pulsar com energia. Eu hesito, tendo os olhos arregalados em choque, claramente surpresa com a recepção repentina. O uniforme da escola que usava agora brilha sob a iluminação, mas minha expressão era de incredulidade, como se eu estivesse tentando entender o que estava acontecendo naquele local.

De repente, quando algumas pessoas abriram o caminho, Satoru apareceu com o corpo de Amanai, coberto por um lenço. A primeira coisa que pensei foi: "Ele ainda está vivo?" Reportaram pra mim que ele tinha sido morto, mas lá estava ele, na minha frente, se aproximando com os passos escoando pelo salão, até que finalmente sua cabeça se levantou.

— Satoru, tá tudo bem? — Eu disse por um instante, eu me preocupava com ele, ora, ele era meu amigo... Seus olhos brilhavam como um lago cintilante, enquanto encarava a mim com o sangue seco debaixo do seu olho esquerdo, e seus cabelos brancos, agora tinham um tom mais avermelhado, era sangue? Era dele? Eu não sei...

Ele se aproximava lentamente, com uma expressão cansada, o sangue tingia seu cabelo branco em um tom vermelho. Contudo, seus olhos azuis brilhavam intensamente, como duas faíscas luminosas em meio à escuridão, cheios de uma energia inexplicável que contrastava com o resto de seu rosto.

O corpo de Amanai estava envolto em um lençol, que Satoru segurava nos braços como se fosse um abrigo contra o mundo. A maneira como caminhava, apesar da fadiga, transmitia uma delicadeza e uma determinação sutil. Cada passo parecia ponderado, quase como se ele estivesse se esforçando para encontrar o equilíbrio entre o peso do cansaço e a luz que emanava de seu olhar. Mesmo com a expressão de desgaste, havia algo magnético nele, uma força que atraía a atenção e fazia com que todos ao redor sentissem sua presença singular.

— Tá tudo bem sim...mas. — Enquanto Satoru falava, um dos braços de Amanai balançava, ficando amostra, dando um minuto de silêncio enquanto tentava achar as palavras certas, até que ele voltou a falar:

— Sabe...Suguru, essas pessoas estão me irritando um pouquinho...do jeito que eu tô agora eu não sentiria nada se eu matasse eles... — Ele parou um pouco para poder ver minha reação, eu claramente estava chocado, mas seu rosto ficava tão sério que me fazia crer nas palavras dele.

As palavras dele ecoaram na minha mente, e é difícil processar. Ele, com aquele jeito estranho de se expressar, me surpreendeu de uma forma que eu não esperava. Fiquei paralisado por um instante, como se tivesse recebido um choque. Ainda tentava processar a situação, mas a raiva e a incredulidade se misturam. Por que ele falou isso de repente? Sinto meu estômago revirar só de lembrar.

Uma mudança, mil diferençasStories to obsess over. Discover now