Numa tarde alaranjada, quente e envolvente,
O sol beijava a pele, de um jeito indecente.
Meus olhos, sedentos, seguiram a paisagem,
Mas foi o corpo feminino que roubou a viagem.
Curvas desenhadas com precisão divina,
Como a terra que se molda, suave e fina.
Seios que parecem montanhas sob o céu,
Enquanto o vento brinca, suave, como um véu.
A cintura, estreita, desenha um caminho,
Que leva ao ventre, fonte de carinho.
Quadris que dançam com graça e vigor,
Exalando o mistério, a força, o calor.
Pernas longas, que caminham com paixão,
Como rios que fluem em pura sedução.
E a pele, quente, dourada pelo sol,
Ecoa o desejo, em um doce arrebol.
Na fusão desse corpo e do calor do poente,
A beleza feminina é fogo ardente,
Queima devagar, mas com intensidade,
Misturando-se ao céu, à pura sensualidade.
