Seis séculos a.C., os Nabateus construíram uma cidade esculpindo palácios, templos, casas e monumentos nas rochas do deserto da Jordânia. Por séculos, persas, árabes e romanos dominaram a região, porém sempre dando uma certa autonomia ao povo nativo, que transformou o local num grande centro de trocas e comércio. Após os períodos áureos, veio o declínio e com isso o esquecimento. Até 1812, ano em que o suíço Johann Ludwig Burckhardt descobriu para o Ocidente uma das novas sete maravilhas do mundo: Petra.
A "cidade de pedra" está entre os lugares mais peculiares do mundo. Suas ruínas, que já sobreviveram a dois terremotos, formadas por construções como o Tesouro, o Monastério e o Siq, são um belo e bem preservado enclave arquitetônico. Excursões podem ser feitas diariamente partindo tanto de Amã, capital da Jordânia, como de Jerusalém. Para desfrutar de todas as atrações, era necessário passar uma noite no vilarejo de Wadi Musa, não se esquecendo de que por ser deserto, o calor poderia chegar de 40°C durante a época de verão (de junho até setembro), porém, isso no passado.
A melhor forma de se conhecer Petra é caminhando ou cavalgando. Beduínos da região ofereciam passeios de camelo ou bode àqueles que não conseguiam lidar com os inúmeros degraus e com as altas temperaturas acabavam desfalecidos no caminho.
Al Khazneh, ou O Tesouro, era uma mistura de templo e túmulo da realeza, e era talvez o grande símbolo de Petra. A construção de 40 metros, era moldada a partir de uma rocha nua, tinha esse nome por conta de uma lenda criada pelos árabes afirmando que o local guardaria riquezas de um faraó do Egito. Para se chegar lá, teria que se passar pela entrada da cidade: Siq, um caminho estreito, longo e rodeado por enormes muros feitos de pedras. Além disso, nas suas laterais há canais que foram pavimentados como forma de transportar água aos Nabateus, porém novamente dito, isso no passado.
Seguindo norte de Al Khazneh, chegava-se ao Amphitheater e posteriormente aos Túmulos Reais. Acreditava-se que o primeiro teria sido construído pelo romanos, porém, hoje a teoria mais aceita é que o povo local teria esculpido esse teatro com pedras de cavernas e túmulo de pessoas, porém logo após a grande eclosão, não se sabe mais o que dizer ou se restaram alguma coisa em pé por lá.
Já os Túmulos Reais, que se destacavam por sua grandeza em relação aos outros, eram divididos em três. O Urn Tomb, construído em cima de uma camada de cofres, o Corinthian Tomb, praticamente uma réplica de um palácio romano e Palace Tomb, que era um dos maiores monumentos de Petra.
Antes de conhecer as partes mais afastadas da cidade, não deixe de passar por Qasr AL-Bint. Era uma das construções mais abertas, esse local era considerado como o bairro central da cidade de pedra. Lá, encontrava-se o Templo ao Dushara, principal Deus dos Nabateus, e com a invasão de Roma transformou-se em uma casa de moeda.
Para os mais dispostos, as trilhas poderiam levar para lugares mais isolados e não por isso menos belos. O Monastério, era uma hora caminhando de Qasr, e era o maior monumento de Petra e não mais apresenta uma vista formidável. O nome era em consequência do lugar ter sido usado como Igreja durante o período de dominação bizantina. Outro treking interessante era seguir rumo ao Lugar dos Sacrifícios. Localizado no topo de uma montanha, precisava-se subir cerca de 800 degraus para atingir o objetivo final, hoje somente uns 300 degraus é necessário. Ele era esculpido para ficar plano, lá, existem dois obeliscos, altares com lugares para escorrer sangue de animais sacrificados e igualmente uma visão privilegiada de Petra.
Muita coisa mudou desde a eclosão, 2.500 anos se passaram desde que a terra fora devastada pelo aquecimento global e os hecatombes que inicialmente foram causado pelas ações dos humanos, os sobreviventes, chamados de pós-humans, repovoaram a terra aos poucos porém foram reduzidos novamente depois que uma era glacial à 300 anos atrás, que nada mais era do que o grande resfriamento global, ainda causados pela primeira eclosão, estamos quase no final do século XLIX (49), e ainda não vimos uma mudança boa no solo da terra, viramos o planeta Marte dois e agora os que sobraram vivos lutam por sua sobrevivência e lutam constantemente por encontrar o lugar cujo nome foi abençoado como Casa de Gaia, seria mais como um enorme vale onde ainda teria o verde que nunca vemos, água, alimento e sombra. Mas porque dessa história toda?, talvez porque nosso principal personagem herdou de seu pai o deserto de Wadi, mesmo não sabendo o que há por lá ou o futuro que lhe foi reservado. Mas será que este, descobriria o destino de sua vida?
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Wadi Rum - Pelos Caminhos Antigos
FantascienzaO silêncio era total, mas afinal para que ter som numa extensão sem fim de areia... Som brutal, e calor infernal, ele só queria uma sombra para que ele é seu cavalo descansasse. É nisso que dá herdar uma terra desconhecida, Por onde olhava só veria...
