𝓐𝓾𝓻𝓸𝓻𝓪 𝓟𝓪𝓻𝓴𝓲𝓷𝓼𝓸𝓷.
—— Aurora Parkinson! — escutei meu nome na lista de chamadas dos direitos noturnos.
Logo me retirei da sala, indo até o purgatório.
—— Aurora Parkinson, certo? — ela disse assim que sentei.
—— sim. — falei curta e seca, não era justo estamos todos em uma encrenca por conta de um assassino filho da puta!
—— quando foi a última vez que viu Martínez? — Martínez foi a garota morta, eu mal falava com ela, era no máximo um "oi, tudo bem? " Não passava disso.
—— foi antes de ontem, na biblioteca. — me lembro perfeitamente da última vez que a vi.
𝓕𝓵𝓪𝓼𝓱𝓫𝓪𝓬𝓴.
Eu estava andando sob os corredores sem fim, até ir para a biblioteca.
Eu entrei e vi a Martínez, sentada no chão lendo um livro, a mesma se assustou quando me viu.
—— foi mal. — eu disse fria, e fui procurar um canto para descansar.
—— oi, desculpa te incomodar mas, você pode pegar aquele livro para mim? — ela perguntou, apontando pro teu livro, eu me levantei e peguei seu livro, voltando a descansar.
—— obrigada, Parkinson! — eu só a olhei e voltei a dormir.
𝓕𝓵𝓪𝓼𝓱𝓫𝓪𝓬𝓴 𝓸𝓯𝓯.
Terminei de contar para a mulher que anotava tudo.
—— ótimo, vocês não se viram mais depois disso? — eu respirei fundo antes de olhar com um olhar macabro para aquela mulher.
—— não. — depois de 5 longos minutos eu respondi.
—— sinto que está escondendo algo de mim, Parkinson. — ela disse anotando mais algumas coisas.
—— e eu sinto que vou te matar se não sair daqui agora. — eu disse friamente, mostrando meu lado sobrenatural para ela.
—— você é a famosa trindita. — ela disse, me analisando calmamente.
Eu fiquei a olhando com meu lado sobrenatural ainda ativado, até ela me liberar, eu senti seu medo, e eu me senti melhor ainda.
Todos me olhavam curiosos, eu fui liberada antes do tempo, o que causava bastante ruído no pessoal.
—— Maggie kauvinsk. — escutei o nome de minha meia irmã, ela tentava fazer de tudo para que nós ficássemos amigas, mas eu não colaborei.
—— por que foi liberada antes? — uma menina que eu nunca vi na vida perguntou.
Quando ela percebeu que não iria falar, ela ficou sem graça, mas logo escutamos uma voz masculino.
—— ela ameaçou a inspetora. — escutei a voz masculina dizer.
—— mas isso resulta em morte, garota! — ela disse baixinho.
—— quem vai morrer aqui vai ser você se não sair daqui. — eu falei friamente, ativando novamente meu lado sobrenatural.
Ela se assustou e saiu nem mais e nem menos.
—— prazer, me chamo miles. Miles leans. — ele disse estendendo a mão.
Eu só olhei para sua mão.
—— me chamo aurora. Aurora Parkinson. — eu disse sem da muita atenção.
—— bom, por que ameaçou a inspetora? — ele disse sentando do meu lado, me oferencendo um suco de caixinha.
—— não é da sua conta. — eu disse seca, não gostava de pessoas muito perto, uma hora ou outra eu iria machuca-las.
—— não precisa ser fria, ou seca. — ele disse em um tom calmo, virando o rosto para aquela multidão de gente.
E então eu o encarei, e ele me encarou de volta, eu senti mistério em seu olhar.
Nós ficamos se encarando, nem eu e muito menos ele desviava o olhar.
—— então, vai me dizer por que ameaçou a inspetora? — ele disse me encarando, parecia um maníaco, mas eu também não estava diferente.
—— vai me dizer por que assasinou a Martínez? — eu vi seu semblante mudar, eu não sabia que ele tinha a matado, joguei verde.
—— então você realmente a matou? — eu perguntei novamente, com uma voz de deboche.
—— sim. — foi a única coisa que ele disse, antes de desviar o olhar.
—— tô um pouco me fudendo, só estão assim por que ela era filha do diretor. — eu disse fria, já havia matado muitas pessoas naquele lugar, e nunca teve isso que está tendo agora.
—— você também já matou, né? — ele perguntou, me encarando de lado.
—— sim, e irei ter mais um assassinato se continuar me olhando. — eu disse o encarando friamente, eu colocava medo nas pessoas, e adorava isso.
—— sabe que não coloca medo em mim, né?
—— sabe que então eu vou da um motivo, né? — eu disse debochada.
—— ameaças não nos fazem mais fortes.
—— tem razão, o meu poder que faz. — eu disse e logo ativei meu modo sobrenatural.
—— e o meu também. — ele também ativou o lado dele, e nós iríamos se matar ali se os guarda não tivessem impedido.
—— ela me ameaçou. — ele disse tranquilo, mas com raiva, dava para vê em seu semblante.
—— e irei tornar realidade. — eu disse mais tranquila ainda, o que causou bastante raiva nele.
—— os dois para os quartos finais, agora! — gritou o diretor, ele estava muito nervosinho.
—— vamos. — os guardas disseram e eu andei sozinha, sempre fui assim mesmo.
—— por sua culpa.
—— por nossa culpa. — eu disse e ele me olhou.
—— ok então. — ele disse e se sentou no chão.
E agora era a hora perfeita, eu peguei a chave e enfiei em seu pescoço.
—— s-sua maluca do caralho! — falou sem voz.
—— eu disse que iria tornar realidade. — eu vi ele fechar os olhos levemente e, desmaiar, ou morrer.
Eu sai da sala normal, no meu inferno não tem demônio pior que eu.
