O Último Amanhã da Vila

6 1 0
                                        


Asriel Usathana se escondeu atrás de um arbusto espesso, observando a vila em chamas. O som do fogo crepitando e os gritos distantes preenchiam o ar. Seus olhos roxos refletiam a intensidade das chamas.

"Não, tudo está queimando," murmurou Asriel, a voz rouca e carregada de desespero.

Ele viu a chefe da CPI com sua espada flamejante, dando ordens aos soldados. "Certifiquem-se de que não reste um único demônio," ela ordenou com frieza.

Asriel sabia que precisava agir. A destruição de seu lar não podia continuar sem resistência. Ele se movia pelas sombras, utilizando cada sombra e cada pedaço de escombro para se aproximar dos inimigos. Com um movimento ágil, se escondeu atrás de uma pilha de madeira, observando a chefe e seus soldados.

Seus pensamentos estavam concentrados em como poderia interromper os planos da CPI. Com um último olhar para a vila em ruínas, Asriel se preparou para fazer sua jogada. Mas, enquanto se preparava, um dos soldados o viu e gritou, "Tem alguém se aproximando!"

Os soldados cercaram Asriel rapidamente. Ele lutou com bravura, mas a desvantagem numérica foi evidente. Enquanto tentava se defender, um golpe de um dos soldados o derrubou. A chefe, com um olhar impassível, ordenou: "Deixe-o. Ele não é uma ameaça."

Com dificuldade, Asriel viu a chefe e seus soldados se afastarem. A vila continuava a arder, e ele, exausto e ferido, fechou os olhos. A luta estava apenas começando, e ele sabia que a jornada por vingança ainda estava distante.

Asriel estava caído no chão, lutando para manter a consciência. O calor das chamas parecia se intensificar ao redor dele, e o som dos escombros e do fogo se misturava com seus pensamentos confusos.

Com dificuldade, ele tentou se levantar, mas a dor era intensa. Cada movimento era um esforço e, ao olhar ao redor, viu a destruição total da vila. As casas que ele conhecia e amava agora eram apenas cinzas e fumaça. A realidade de sua perda o atingiu com força, e ele sentiu uma onda de desespero.

"Eu... eu preciso continuar," ele pensou, seu corpo tremendo enquanto tentava se erguer. "Não posso deixar que isso seja o fim."

Ele se arrastou lentamente para longe do campo de batalha, a dor em cada movimento. Asriel sabia que a CPI não havia acabado com ele apenas por misericórdia; era uma chance para ele se reerguer e se preparar para o que estava por vir. A sobrevivência agora era sua prioridade.

Em meio ao caos, ele encontrou um esconderijo improvisado entre as ruínas. Sentou-se ali, sua mente cheia de pensamentos confusos e o corpo dolorido. Ele sabia que precisaria se recuperar e encontrar uma maneira de enfrentar seus inimigos. A dor era intensa, mas havia uma chama de determinação dentro dele que não se apagaria facilmente.

O vento soprou suavemente, carregando consigo o cheiro da vila em chamas e o som distante dos últimos ecos de destruição. Asriel fechou os olhos, tentando focar sua mente na próxima etapa de sua jornada. Ele sabia que o caminho à frente seria árduo, mas também sabia que não podia desistir. Havia algo mais em jogo, algo que ele ainda precisava descobrir.

Com um último olhar para os escombros da vila, Asriel fez um juramento silencioso: ele retornaria, e sua vingança seria implacável. O mundo estava vasto e cheio de perigos, mas ele estava decidido a encontrar respostas e justiça. A aventura estava apenas começando, e Asriel estava pronto para enfrentá-la, independentemente das dificuldades que surgissem em seu caminho.

Entre Sombras e LuzStories to obsess over. Discover now