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Prólogo - A Promessa

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Dês de quando eu me conheço por gente, eu  vagamente consigo me lembrar de minha mãe e meu pai.

Minha memória pode estar falha por eu não pensar nisso há algum tempo, então eu só não consigo me lembrar do rosto, e nem nada muito importante dos meus pais...

Dês de quando eu me lembro, eu sempre vivi naquele orfanato, e honestamente, eu não tenho do que reclamar, todos me tratavam bem naquele lugar, exceto um garoto, um intrigante garoto que parecia ser excluído de todos, mas que ainda assim, parecia não se importar.

De todas as crianças naquele lugar, ele por algum motivo, puxava mais a minha atenção...

Talvez fosse a determinação, de sempre tentar, e mesmo falhando, continuava a tentar enquanto aperfeiçoava suas estratégias

Acredito que talvez tenha sido isso que tenha me feito ficar tão aficcionada a ele...

Foi aí que eu resolvi me aproximar dele... Foi quando ficamos amigos...

-HEY!! HEY!!! OLHA!OLHA! UM DINOSSAURO!

-Isso é um lagarto... - Dizia ele

-É um dragão!!

-Lagarto... - Ele insistia

-É claramente um dinossauro dragão das profundezas de um inferno terrível!!!

-... É só um lagarto... Você tem problema? - O garoto apenas responde num tom de voz neutro

-Nossa, que chato! Você não tem imaginação não?

-Imaginação é coisa de quem é fraco demais pra fazer alguma coisa pra mudar a própria realidade de maneira decente, e que usa isso como desculpa pra poder ficar pensando em um futuro onde tudo da certo sem um pingo de esforço ou merecimento - Ele discursa

-Nossa... Mas você é um chato mesmo ein!

-Se tá incomodada vai embora, não é minha culpa se você é tão medíocre... - Diz ele

-"Me" o que?

-É disso que eu tô falando... - Ele diria acertando um tapa no próprio rosto

-O que é essa palavra? Me fala!!!

-Primeiro aprende a falar, e depois eu penso se te falo - Ele diz enquanto colocava as mãos nos bolsos da bermuda jeans e saia andando

-O que? Como assim...? EI!!! ME ESPERA!!!!

Esse foi um dos dias mais memoráveis como ele que eu tive... Ele era muito esperto, e ele me "obrigava" a aprender também... Como um irmão mais velho...

Isso fora aquelas vezes...

-Eae rosinha... Vai me passar o teu almoço, ou vai querer apanhar? - Diria uma das crianças enquanto se aproximava com uma faca

-A-Ah... E-Eu...

-A resposta dela é não... Agora larga isso antes que alguém se machuque

-Hahaha, olha só! O namoradinho veio proteger! - Diria o garoto armado

-Julie... Como você se põe nessas situações, sua infeliz? - Perguntava

-E-Entao né.... Hehe... - Ela ria de nervoso

-Ora seu... Não ouse me ignorar! - Diria o armado indo atacar Julie

-Não ignorei, imbecil! - Diria o outro, enquanto puxava seu estilingue, e acertava uma pedrada na cabeça do armado, que logo começa a chorar

-Você tá bem Julie?

-Tô sim... Ah, inclusive, já tem um tempo que eu queria te perguntar, qual o seu nome afinal de contas?

-Daniel, eu me chamo Daniel...

-Ah, okay então... Dani-Senpai

-A-aH? O que? - A voz de Daniel trava

-Dani-Senpai!!

-P-PARA COM ISSO, GAROTA!!!

Eu me lembro dele ficando todo vermelhinho... Igual ele sempre ficava depois de eu chamar ele assim... Eram tempos tão bons... Até...

Até o fatídico dia chegar...

-O que você está fazendo, Daniel?

-Ah... É você Julie... - Ele resmungou -Não é nada, eu só to arranjando um jeito de sair daqui...

-Sair? Mas porque você vai sair? - Ela perguntava, confusa.

-Eu tô cansado desse lugar, tudo aqui é tão chato e monótono... Eu vou voltar pra casa - Ele diz.

-Mas você já está em casa... Aqui é a sua nova casa, junto com os inspetores, cozinheiros, com os outros... E comigo... - Diria ela, logo em seguida de o abraçar.

-Francamente... Eu já disse pra você que eu não gosto que me abraçe! Me solta! - Diz ele, ficando vermelho de vergonha.

-Eu adoro te ver bravo... Dani-Senpai - Ela diz, o provocando.

-PARA DE ME CHAMAR ASSIM Ô - Ele cora violentamente.

-Tudo bem, tudo bem... Só promete que vai voltar pra mim? - Ela diz, ainda o abraçando.

-V-voltar pra você?! O que carambas você quer dizer com isso?!! - Diz ele corando mais.

-Eu ainda não ouvi uma resposta... - Ela continua.

-T-Tá... - Diz ele sussurrando.

-Desculpe eu não ouvi... - Ela diz.

-AAAAAAH! TÁ! TÁ BOM! EU VOLTO TÁ? SÓ ME DEIXA EM PAZ! - Ele diz ficando muito vermelho.

-Tudo bem, mas só porque você foi muito educado - Ela então, solta ele.

-Obrigado... - Ele diz baixo, envergonhado.

-Só uma última coisa... - Ela dá um beijo na bochecha dele - Eu vou ficar te esperando...

E então eu fui embora e deixei ele ali... Hoje eu me arrependo amargamente de não ter o impedido quando eu podia... Aquele dia, foi o último dia que conversamos...

Por anos eu o esperei, mas de nada adiantou...

-Entendo... Deve ser realmente difícil você perder alguém que você ama...

Eu não acho que ele tenha morrido, eu conheço o Dani, ele não pode estar morto, isso não faz o estilo dele

-Você não acha que deve estar um pouco equivocada por estar avaliando ele com base no passado?

GARGLAD, EU SEI QUE ELE AINDA TA VIVO, EU CONSIGO SENTIR NAS MINHAS VEIAS!!!

-Certo... - Garglad suspira - Então vamos fazer assim, vou fazer o meu melhor para fazer buscas e garantir que você o reencontre, se ele estiver vivo, tudo bem?

Garglad... Você... Faria isso por mim?

-É o meu trabalho, Srtª... É por isso que sou seu secretário, não é?

Obrigada....
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A Odisséia - Volume 2: JuliettBağımlısı olacağınız hikayeler. Şimdi keşfedin