Prólogo

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Narrator - 2008

A música alta reverberando pelas paredes chegava a ser incomoda, assim como as luzes fortes que piscavam em uma frequência que deixava qualquer um tonto. Taylor deslizava aos tropeços por entre uma multidão de pessoas embriagadas que aglomeravam-se pela sala espaçosa e indiscutivelmente bagunçada para conseguir chegar a área externa da casa onde seu namorado a tinha levado, mais como uma imposição de sua vontade do que uma vontade realmente dela, para uma festa de algum colega da faculdade.
          Sua cabeça girava de tal forma que a garota jurava ter sido dopada em algum momento durante as brincadeiras idiotas que viu os colegas de classe se submetendo a fazer. Varreu o quintal quase vazio da casa com o olhar embaçado e encontrou Matty em meio a uma nuvem densa de fumaça, revirando os olhos em uma insatisfação transparente ao perceber que deveria ter imaginado que não seria difícil encontrar o moreno se tivesse procurando de primeira na área dos fumantes.

          A loira sequer pensou em se aproximar daquele círculo horrendo onde a única coisa visível além dos contornos dos corpos dos rapazes era a bituca alaranjada dos cigarros, o ódio que ela nutre pelo cheiro de tabaco foi forte o suficiente para se juntar ao conhecimento de que ser fumante passiva era ainda pior do que realmente fumar e contribuiu para que ela decidisse simplesmente deixar o local e ir direto para o carro. Pensou algumas vezes, talvez vezes demais para alguém que sente a cabeça girar, e então se distanciou do veículo do namorado e do barulho mais forte, pegando o celular e discando o número do irmão mais novo.

          — Taffy? Aconteceu alguma coisa?- a preocupação na voz do Swift mais novo era evidente mesmo na rouquidão sonolenta que se fazia audível em sua fala, Taylor dificilmente ligava, era do tipo que achava que mensagens eram mais práticas e evitavam os rodeios que surgiam durante ligações, e quando o fazia era durante o dia, não perto das duas da manhã.

          — Não, nada demais, eu acho.- as palavras se atropelavam. — Eu preciso que me busque naquela festa que te disse que iria, pega a habilitação falsa que eu sei que você comprou e meu carro... Mas, por favor, vem me buscar.

           — Me manda sua localização agora!- o tom desesperado de Austin, agora bem mais desperto, reverberou nos ouvidos da loira. — Você bebeu alguma coisa? Alguém te deu alguma coisa? Aceitou algo que estava num copo que não era seu?

— Só um copo de água e alguns, acho que uns três, de refrigerante, Matty quem pegou pra mim quando foi pegar cerveja pra ele.- apoiou o corpo cansado numa árvore na calçada. — Vou te mandar minha localização, vem rápido, por favor. Eu quero ir pra casa.

          A ligação foi encerrada antes que o mais novo tivesse a chance de argumentar ou perguntar qualquer coisa e a garota pareceu se encolher um pouco abraçando o próprio corpo onde estava, o frio a atingia aos poucos conforme ela notava a fumaça que se formava com o contraste da temperatura do ambiente e sua respiração. Seu carro surgiu em sua frente poucos minutos depois, como uma rota de fuga para a mente que começava a se embolar, Austin abriu o vidro com pressa e sinalizou para que a irmã entrasse no carro quase que no mesmo instante em que parou próximo à calçada. Não poderiam demorar muito ou os pais notariam a movimentação quando chegassem.

          — Esse lugar parece um pandemônio...- foi tudo o que o loiro conseguiu dizer quando a irmã fechou a porta. — Como você tá?

          — Tonta... Minha cabeça dói.- fechou os olhos e se aconchegou melhor no banco de couro do carro.

          — Você vai tomar um remédio quando chegar em casa, ok? E um bom banho antes de dormir.

          O resto do caminho foi silencioso, tão silencioso que ele presumiu que Taylor estava cochilando. Não demorou muito mais que vinte minutos para que os dois estivessem entrando em casa, fazendo o mínimo barulho que conseguissem para que não acordassem os pais. Algo que foi em vão, já que os dois tinham acordado com Austin tirando o carro da garagem.

          — Onde ela estava que você, que ainda é um menor perante a lei, precisou ir busca-la?- a voz severa de Andrea preencheu o ambiente fazendo com que o filho mais novo sentisse um arrepio na espinha.

           A postura rígida do casal mais velho foi pelo ralo ao ver sua primogênita vir apoiada no irmão. Se tinha algo que qualquer um que conhecesse minimamente a filha mais velha dos Swift sabia era que ela detesta até mesmo a ideia de que um menor ingerisse qualquer tipo de bebida alcoólica ou droga não medicinal, fossem ilícitas ou não, mas agora ela estava sendo praticamente arrastada para conseguir sair do lugar.

O rosto da garota empalidecia um pouco mais a cada passo, os olhos ameaçavam se fechar a cada pequeno movimento que a loira fazia.

          — Ela tá bêbada?- o choque cruzou o rosto de Scott quando foi ajudar os filhos a se acomodarem na sala, mas o nervosismo se intensificou quando viu que sua menina estava mole, grogue.

          — Quando perguntei o que ela tinha bebido ela me disse que foi água e refrigerante... Mas não foi ela quem pegou a bebida.- quando o garoto falou aquilo os pais suspiraram em descontentamento. — Acho que colocaram alguma coisa pra dopar ela no meio.

          E tinha mesmo algo no refrigerante, mais tarde, em um hospital e com uma Taylor completamente adormecida tomando soro, descobririam que tinha o equivalente a quatro comprimidos de flunitrazepam circulando pelo organismo da loira.

          —  Se eu descobrir que tem dedo daquele merdinha nisso, eu acabo com a raça dele.

          Scott estava certo em desconfiar de Healy... Muito do que ele faria lhe deixaria a beira de um homicídio qualificado.

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Não aguentei segurar o prólogo até amanhã, vou começar o primeiro capítulo definitivo ainda hoje e vejo se consigo lançar antes da semana que vem

Ain't My Falt - Tayvis AUCerita yang bikin terobses. Temukan sekarang