O paranormal não vem para essa realidade de maneira fácil, existe uma barreira, uma "membrana" por assim dizer, que impedem tais criaturas de atravessar para essa realidade, fazendo com que apenas os mais sensíveis, nos locais mais específicos, possam se encontrar com tais aparições.
Porém a membrana pode ser enfraquecida, permitindo o impossível se tornar real, o medo traz à vida o terrível, e todos na área passam a presenciar o que antes eram apenas contos e pesadelos. Diversos grupos pelo mundo cometem esse ato, seja apenas para espalhar o terror, ou para atingir objetivos muito maiores...
Paralelamente, para impedir o horror do outro lado, grupos surgiram para lutar contra o paranormal e manter a membrana intacta!
Uma luta constante pelo equilíbrio acontece nas sombras da sociedade, com os civis vivendo na maravilhosa ignorância, sem perceber o perigo que paira à cada esquina...
Os ventos frios da madrugada ressoavam pelas janelas de vidro fechadas, diversos civis dormindo na segurança de suas casas, sem imaginar que alguém corria do lado de fora, cabelos pretos confundindo-se com a noite caindo em cascata sobre os ombros ofegantes do homem, contrastando com olhos cinzas hipnotizantes que refletiam sua aura misteriosa.
Movendo-se com agilidade e destreza, desviando-se dos golpes da besta de sangue que o perseguia, os dedos alongados em pontas afiadíssimas, similares a lâminas nas garras. Determinação fria e implacável emanava de seus olhos, a única parte visível de seu rosto, o resto sendo obscurecido por uma máscara e capuz negros, uma fita carmesim nas bordas do capuz sendo o único indício de cor em sua vestimenta. Em contrapartida, a fúria avassaladora do Zumbi Bestial de sangue era quase palpável, rodeando o homem enquanto rosnava alto, conflitando com sua determinação.
Ele sabia que não podia cometer um único erro. Um descuido, e a criatura o alcançaria com suas garras afiadas e dentes pontiagudos. O homem vira-se rapidamente, a capa alongada de seu capuz seguindo o movimento de seu corpo, os olhos afiados analisando de cima à baixo a figura do monstro à sua frente, já cambaleando e movendo-se sem equilíbrio. 'Não vai demorar muito mais agora'. O zumbi solta um rosnado gutural, lançando-se na direção do homem com um salto, impulsionando-se com as pernas traseiras, a boca cheia de dentes prontos para o ataque.
A figura mais alta utiliza as duas mãos para segurar a criatura, uma delas forçando sua mandíbula fechada, e a outra agarrando seu pescoço, seu corpo sendo empurrado para trás com o peso do monstro, os pés deslizando na areia e seus joelhos dobrando levemente com o esforço físico. Um suspiro trêmulo escapa de seus lábios partidos, sentindo o tremor da garganta da criatura sob suas mãos. O zumbi bestial balança os braços cegamente, afim de acertar o homem com suas grandes garras, tendo o primeiro dos ataques desviado, mas atingindo-o nas costelas com o segundo.
Um grunhido abafado ecoa por detrás de dentes fortemente cerrados, a sensação das garras perfurando suas roupas e rasgando a pele por baixo fazendo-o segurar a respiração momentaneamente, por sorte não sendo empalado pelas mesmas.
Com o impulso de adrenalina do ferimento, o homem usa de sua força para empurrar a mandíbula da criatura mais ainda para trás com um grunhido, expondo completamente a jugular, onde utiliza sua outra mão para fazer um movimento em arco com o braço, deslizando as garras ritualísticas com tudo pela garganta do monstro, empurrando-o para trás após o ataque, observando ofegante enquanto a criatura se engasga no próprio sangue, contorcendo-se no chão numa poça de líquido viscoso e vermelho, até parar completamente de se mover...
Após algumas horas quase se arrastando, o mascarado chega até a frente do estabelecimento onde sua casa se encontrava e, virando a esquina, depara-se com as escadas. Com seus degraus gastos e pouco enferrujados, parecia mais íngreme do que nunca enquanto ele subia, apoiando-se no corrimão.
O luar lançava uma luz prateada sobre a fachada da casa, iluminando as inúmeras plantas que a locadora punha em volta do local. O cheiro familiar de waffles escapava pelas frestas da porta e adentrava suas narinas, seu filho provavelmente ficara com fome e decidiu preparar algo simples para comer, e aproveitando a falta do responsável, decidiu comer algo doce.
Ele parou por um momento, ofegante, e olhou para cima. Os degraus se multiplicavam, parecendo uma escalada impossível.
BINABASA MO ANG
Ordem paranormal: vínculos de sangue
Paranormal"O paranormal não vem para nossa realidade de maneira fácil, na verdade, as pessoas tendem a evitá-lo ou nem mesmo acreditam em tais histórias. Um erro, mas um erro que queremos que cometam. Mas... e se essas pessoas quisessem ir além, aprofundand...
