1- Café da manhã em família

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"Mãe, eu não quero ir para a tia." Gritou Luna chorando. 

"Seja obediente minha filha! Logo você estará de volta." Disse ela ao som de gritos e explosões distates, seus cabelos brancos como a neve, um pouco manchados de sangue, balançavam ao vento frio do inverno, lágrimas desciam de seus olhos azuis como o mar... Luna nunca mais a viu, aquela foi a última noite da Família Lysende sobre essa terra. 

Luna acordou assutada e chorando, como todas as manhãs após aquela noite em que deixou sua família para trás para todo o sempre. Ela levantou e Mikaela já a esperava para que ela fosse arumada para mais um dia na Família Souza.

"Você quer que eu faça tranças no seu cabelo, Senhorita?" perguntou ela animada. 

"uhum!" Respondeu. 

"Teve pesadelos novamente, senhorita?" Indagou preocupada. 

"Sim." Respondeu dezanimada, já que era algo que nenhum médico da cidade poderia resolver.  

"A cidade de Itá era enorme e mesmo assim, nenhum dos médicos conseguiu me ajudar a parar com os sonhos repetitivos da noite em que perdi minha família e fui forçada a fugir e me esconder tão longe de casa".Pensou Luna.

"Vamos?" Perguntou ela. 

"Sim, vamos." Todos os dias exatamente às 08h00, a família da tia de Luna se reunia para tomar café da manhã. Mikaela e Luna sairam do patio em que moravam e foram juntas, Luna na frente e Mikaela atrás. Luna usava um vestido longo azul, com detalhes dourados, o vestido tinhas flores brancas nas mangas remotando ao seu elemento, o gelo. Seus longos cabelos brancos, que iam até o seu calcanhar, estavam lindamente arrumados com duas trançinhas que iam da frente até atrás e se juntavam em uma só, apesar das tranças, a maior parte do cabelo, o seu meio, estava ao natural. 

Caminhando apreçadas rumo ao patio do Quarto Ancião da Família Souza, que era marido da sua tia, seu nome era José, o que se adequa bastante a sua personalidade humilde e carinhosa. Sua tia Vanda e ele tinham três filhos, dois homens e uma menina, todos mais velhos que Luna, sendo eles respectivamente Miguel de 19 anos, Sófia de 17 e Luíz de 16. 

"Chegou o fantasma." Disse Sáfia rindo. 

"Incrivel como mesmo depois de tantos anos cultivando você é ainda apenas uma maga vermelha de estágio inicial." Debochou Luíz. 

"Não sejam maldosos com nossa priminha, ela tem pouco talento, mas é bonita... papai pode vender ela por uma boa quantidade de dinheiro." Respondeu Miguel ao olhar lacivamente para Luna. 

"Madame Vanda, não irá gostar nada dessas grosserias de vocês, senhorzinho e sinhazinha" Gritou Miakela brava. 

"Isso é modo de empregada falar com os patrões?" Respondeu Sófia dando uma tapa no rosto de Mikaela. 

"Querendo ou não Mikaela é minha dama de companhia. Você não tem direito nenhum de discipliná-la." Esbravejou Luna com ódio. 

"Olha só para a fantasminha! Quero saber quem te deu tanta coragem? Com sua pouca força, você realmente acha que pode me impedir de fazer alguma coisa?" Respondeu sorrindo ao liberar sua aura de maga do estágio intermédiario do grau laranja, imediatamente fazendo Mikaela sentir arrepios e medo, mas Luna apenas fingia que foi afetada.

"O que está acontecendo aqui?" Perguntou Vanda de longe. 

"Nada mamãe." Respondeu imediatamente Sófia ao recolher sua aura. 

 Todos se sentaram na mesa e logo José chegou, devido ao desentendimento de mais cedo, Luna nãi  participou ativamente do dialogo em família o que foi notado pelos seus tios. 

"Você está bem, Luna?" Perguntou ele. 

"Estou sim, tio. Não se preocupe, só estou pensando em como devo cultivar com mais afinco para não trazer vergonha ao senhor e a minha tia." respondeu. 

"você já traz." disse Luíz baixinho. 

"Você está errado! Luna não nos traz vergonha." Respondeu tia Vanda com raiva.

"Seu cultivo não vai melhorar até que a hora certa chegue, minha filha... Até lá, apenas continue se dedicando, na hora certa você irá surpreender a todos." Respondeu José esperançoso.

"Esse dia não vai demorar." Pensou Luna comigo mesma. 
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"Eu odeio com todas as minhas forças essa fantasminha..." disse Sófia ao caminhar com os irmãos.

"Odiar já é uma palavra forte." Disse Miguel.

"Você não ver o quanto nossos pais a tratam diferente? Ela nem é filhas deles, mas é como se fosse o maior de todos os tesouros." Disse ela indignada.

"Vocês acham que será como papai fala? Que o cultivo mágico dela vai surpreender a todos um dia?" Perguntou Luíz.

"Hahaha! Essa é a maior piada do mundo. Papai só pode estar cego para não ver a realidade, ela não tem talento nenhum para magia." Respondeu Miguel.

"Isso. Foram 4 anos, 4 anos de cultivo e ela só está no estágio inicial do grau vermelho, o que é um absurdo." Argumentou Sófia.

"Enfim! Cuidemos de nossas vidas e deixemos a fantasminha para lá." Falou o mais velho dos irmãos.
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No corredor, Luna escutou tudo o que eles haviam falado e sorriu levemente. Ela tinha cultivado por 4 anos seguidos com muita dedicação, mas só conseguiu chegar no mínimo do mínimo para ser considerada uma maga, o grau vermelho, mas havia um motivo. Luna abrigava um artefato mágico em seu corpo que para começar a funcionar exigiu anos de acumulo de mana, esse aterfato é herdado pelas pessoas da sua família materna, mas só pode ser ativado quando certas condições são atendidas. Quais seriam essas condições? Ela não sabe, pois o espirito de sua ancestral que habita o artefato, não quis revelar.  

As pessoas não sabiam disso, já que ela gardou segredou. O segredo de sua condição fazia com que para o olhar dos outros, ela só tivesse alcançado o primeiro dos nove graus de um mago, e apenas o primeiro dos três estágios do mesmo, assim, todos pensavam que seu talento não era ruim, mas simplesmente quase inexistente.

Voltando para seu quarto, ela se lembrou de um anos atrás quando tentava cultivar, mas sua absorção de mana era muito, muito pouca, até que... Ela ouviu um click vindo do seu corpo.

"Enfim estou livre!" Disse uma voz feminina.

"Quem tá aí?" Indagou chocada.

"Mal consegui me libertar e já ousam ser tão arrogantes assim com essa Rainha?" Disse a voz.

"Rainha? Onde?" Perguntou Luna olhando para todos os cantos e nada.

"Aqui no seu mar da consiência" Disse a voz com raiva.

Feixando os olhos e mergulhando em sua consciência, Luna pode ver que havia uma linda mulher toda de azul, cabelos brancos e olhos azuis cor do mar parada em pé de fente para uma enrome torre branca como um bastão divino que pairava sob a sua consciência. 

"Quem é você?" Indagou assustada.

"Uma ancestral sua." Disse ela sem rodeios.

"Ancestral?" Perguntou.

"Escuta garotinha, quer aumentar seu cultivo rápido? Que tal fazer um trato comigo?" Perguntou a mulher sorrindo.







Rainha de Gelo e LuzWhere stories live. Discover now