O Começo do Mal..

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Poxa, como poderia começar a contar essa história? Ela não é das mais bonitas, mas é muito boa. Sempre gosto de contá-la.

Que tal começar com "O Começo do Mal..."?

[1985, Setembro, Dia 10]

Era o dia mais chuvoso que Diadema já tinha visto, um verdadeiro caos, literalmente. Mas havia uma criança naquela cidade que via beleza em tudo no mundo. O nome dela? Minny. Minny amava a chuva mais do que amava o sol. Como em todos os dias de chuva, ela saiu para brincar na rua.

Sua irmã, Manu, não gostou muito da ideia. Estava acontecendo a pior chuva que Diadema já presenciara, então Manu recomendou que ela não saísse. Mas Minny ignorou o conselho de sua irmã.

Lá fora, ela brincava com seus brinquedos quando, de repente, sua boneca favorita foi levada por um vento muito forte. Sem pensar, ela correu atrás dela.

Mal sabia que seria melhor esquecer e continuar sua vida normalmente...

Minny passou por casas estranhas, que não eram as mesmas de sua rua. Em vez das casas coloridas que ela sempre amou, estas eram negras e abandonadas. Quanto mais ela pensava estar se aproximando de sua boneca, mais ela parecia distante.

O vento a levava, literalmente, pelo ar. Quando menos esperava, a boneca entrou em uma loja de doces no último instante, antes da porta se fechar. Era uma loja que Minny nunca tinha visto naquela rua. Mesmo assim, decidiu entrar, afinal, sua boneca estava lá, a salvo.

Ao entrar na loja, ela se deparou com um jovem vendedor.

— Olá, doce criança — disse o vendedor. — O que deseja da minha humilde loja de doces?

— A-ah... bem...

— Ah, bem... Vamos, criança, diga o que você deseja.

— É que minha boneca entrou voando na sua loja, e eu vim buscá-la de volta. O senhor pode me devolver?

— Você está falando desta boneca? — Ele lhe mostrou uma boneca com vestido rosa, super fofa.

— SIM! É essa mesma! Pode me devolver, por favor?

— Claro que posso, mas estou um pouco ocupado. Estou preparando um doce neste exato momento.

— Ah, não vai lhe atrapalhar, ela está bem na sua mão. Só me devolva, por favor.

— Você é uma menina muito teimosa. Hum... Tive uma ideia: você pode me acompanhar aos fundos da loja para me ajudar a terminar o doce.

— Hum, não vejo por que não, mas minha irmã mais velha me disse para não andar com estranhos...

— Mas não somos estranhos, somos amigos.

— Mas eu nem sei o seu nome.

— Claro, claro. Meu nome é João Alvo Severo Black. E o seu?

— M-meu nome é Minny.

— O prazer é todo meu, Minny.

Ela deu um sorriso fraco, demonstrando insegurança ao vendedor. Ela sentia... medo.

— Pequena garotinha, não sinta medo de mim. Sou apenas um jovem vendedor de doces e amo crianças, nada mais.

— Co-como você sabe que eu estou com me-medo?

— Dá pra ver no seu rosto. Além disso, você está gaguejando de medo. Por favor, venha fazer doces comigo e, no final, eu te dou sua boneca... e um balão.

A menina demonstrou animação ao ouvir sobre o balão.

— De que cor é o balão?

— Bem vermelho, igual ao seu sang... quer dizer, aos meus famosos doces de morango.

— Tudo bem, então. Vou fazer doces com meu amigo João.

— Ótimo. Venha, me acompanhe, Minny.

O vendedor dizia essas palavras, aumentando o tom de voz de alguém doce para o de um psicopata louco.

Mas a menina nem percebeu e entrou com ele pela porta dos fundos.

O lugar era escuro, mal se via algo, exceto por uma máquina fazendo chocolate — algo aparentemente inocente.

A criança foi se aproximando cada vez mais da máquina, pois o local ao redor dela estava iluminado.

Mal sabia ela que o perigo estava ali...

Quando ela chegou perto da máquina, o vendedor começou a falar de forma estranha.

— Minny, você gosta de circo?

— Eu amo circo — disse ela, provando o chocolate, que tinha um gosto estranho.

— Você sabia que eu já trabalhei em um circo?

— Sério?!

— SIM, eu era palhaço. Um palhaço dançarino.

— Mas... qual era o nome do seu palhaço? — perguntou Minny, virando-se para olhar nos olhos de João.

Nesse momento, João apareceu atrás da pobre garota, vestido de palhaço, e disse as seguintes palavras:

— Pennywise, o palhaço dançarino.

A garota não conseguiu dizer nada, pois, nesse instante, o palhaço arrancou um de seus braços, fazendo-a cair e se arrastar pelo chão.

Logo, o lugar todo se iluminou, revelando um espaço octogonal, com paredes cobertas de espelhos que refletiam apenas o palhaço ensanguentado.

— SOCORRO, SOCORRO, MANUUU, SOCORROOO!!!

— NINGUÉM PODE TE AJUDAR, MENINA — disse ele, com uma voz totalmente distorcida, seguida de uma risada maléfica. — VOCÊ AGORA É TOTALMENTE MINHA! VAMOS FLUTUAR JUNTOS, E VAMOS MORRER JUUUNTOOOOS!!!

Antes que a garota dissesse qualquer coisa, o palhaço simplesmente devorou sua cabeça inteira, deixando apenas o cotoquinho do pescoço, parecendo um tronco de árvore. Logo em seguida, o palhaço se abaixou para devorar o resto da menina...

It a coisa: O novo começoStories to obsess over. Discover now