— Eu vos declaro, marido e...
A ponta de uma flecha atravessou o peito de Cian, fazendo com que ele caísse de joelhos, aos pés de Ríona.
— Não! — Ela gritou, ajoelhando-se, sem saber o que fazer.
—Meu... Amor. — Ele disse, antes de perder a consciência. Ríona estava desesperada demais para se ater ao que se passava ao redor dela. Tudo o que ela podia focar era no corpo sem vida de seu noivo.
Um puxão a fez se levantar e ver aqueles olhos verdes intensos, como esmeraldas, queimando dentro dela.
— Vamos para casa! — O homem de cabelos escuros disse, erguendo Ríona e colocando-a no cavalo dele.
Ela tentou se desvencilhar, mas o aperto dele era forte demais.
Logo, o cavalo ganhou velocidade e Ríona deu uma última olhada para trás. Só o que ela podia ver era caos, através da revoada dos próprios cabelos vermelhos.
Uma vez no castelo, ela foi levada por um largo corredor.
— Me solte! Seu monstro! — Ela chorava e se debatia, mas o homem, que era muito mais alto e forte do que ela, continuava a levá-la.
— Você vai voltar a si! Tudo o que você precisa é de tempo. — O homem falou como se ela fosse uma criança.
— Feargus Mac Tire, eu o odeio! — Ela gritou e foi possível ver um brilho diferente nos olhos do homem, mas ele continuou andando, até que chegaram a uma porta escura.
Feargus abriu-a e colocou Ríona lá dentro, sem jogá-la.
— Você logo vai ver que o que tinha com ele não passou de uma ilusão. É a mim que você ama. — Ele falou e suspirou, enquanto Ríona chorava. — Logo tudo se resolverá e nós nos casaremos.
Ele saiu e deixou a ruiva sozinha. Ela chorou até que não havia mais lágrimas nos olhos dela.
— Ele não passa de um bruto. — Uma voz melodiosa soou de trás de Ríona, que levou a mão à boca, a fim de não gritar.
— Quem... Quem é você? Como entrou aqui? — Ríona perguntou, olhando em volta, cheia de esperanças. Se aquela mulher tinha entrado ali, então havia uma saída!
— Eu sou Morana, às suas ordens. — A mulher de cabelos e olhos escuros falou, fazendo uma reverência. — Agora, vejamos... Como eu posso ajudá-la, menina?
— Como entrou aqui? — Ríona varreu as paredes do aposento e, fora os móveis, só havia uma pequena janela, ali.
— Isso é importante? Prefere que eu fale sobre mim ou que eu te ajude? — Morana perguntou e observou enquanto Ríona pensava.
— Meu noivo foi morto. Eu o quero de volta, eu quero sair daqui! — A prisioneira finalmente falou, após alguns momentos de silêncio.
— Calma, calma... Morto? — Morana perguntou e abanou a mão em direção a Ríona. — Esqueça, magia não traz mortos de volta à vida. Você pode se transformar através da morte, mas precisa estar vivo antes. Corpos que não falam, não tem jeito. Eles não podem aceitar e nem recusar nada.
— Mas então... — Ríona se deixou cair de joelhos, para depois recostar-se nos próprios calcanhares. — Então não sei o que você pode fazer por mim.
Morana se aproximou, com as vestes escuras arrastando-se atrás dela, até que parou em frente a Ríona, levantando o queixo desta com o dedo indicador.
— Posso te dar algo melhor.
A testa de Ríona se franziu.
— Melhor? O quê? — Ela perguntou, sentindo que estava entrando em algo perigoso, ali.
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SOMBRIO AMOR - DEGUSTAÇÃO
Roman d'amourNÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS Esperar séculos por um amor perdido? Lyla Haynes guardou ressentimento por seiscentos anos, até que uma reunião de negócios mudará tudo. Faolán McKay assumiu o posto de Alfa após o pai morrer em um incêndio...
