Capítulo 1

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— Eu vos declaro, marido e...

A ponta de uma flecha atravessou o peito de Cian, fazendo com que ele caísse de joelhos, aos pés de Ríona.

— Não! — Ela gritou, ajoelhando-se, sem saber o que fazer.

—Meu... Amor. — Ele disse, antes de perder a consciência. Ríona estava desesperada demais para se ater ao que se passava ao redor dela. Tudo o que ela podia focar era no corpo sem vida de seu noivo.

Um puxão a fez se levantar e ver aqueles olhos verdes intensos, como esmeraldas, queimando dentro dela.

— Vamos para casa! — O homem de cabelos escuros disse, erguendo Ríona e colocando-a no cavalo dele.

Ela tentou se desvencilhar, mas o aperto dele era forte demais.

Logo, o cavalo ganhou velocidade e Ríona deu uma última olhada para trás. Só o que ela podia ver era caos, através da revoada dos próprios cabelos vermelhos.

Uma vez no castelo, ela foi levada por um largo corredor.

— Me solte! Seu monstro! — Ela chorava e se debatia, mas o homem, que era muito mais alto e forte do que ela, continuava a levá-la.

— Você vai voltar a si! Tudo o que você precisa é de tempo. — O homem falou como se ela fosse uma criança.

— Feargus Mac Tire, eu o odeio! — Ela gritou e foi possível ver um brilho diferente nos olhos do homem, mas ele continuou andando, até que chegaram a uma porta escura.

Feargus abriu-a e colocou Ríona lá dentro, sem jogá-la.

— Você logo vai ver que o que tinha com ele não passou de uma ilusão. É a mim que você ama. — Ele falou e suspirou, enquanto Ríona chorava. — Logo tudo se resolverá e nós nos casaremos.

Ele saiu e deixou a ruiva sozinha. Ela chorou até que não havia mais lágrimas nos olhos dela.

— Ele não passa de um bruto. — Uma voz melodiosa soou de trás de Ríona, que levou a mão à boca, a fim de não gritar.

— Quem... Quem é você? Como entrou aqui? — Ríona perguntou, olhando em volta, cheia de esperanças. Se aquela mulher tinha entrado ali, então havia uma saída!

— Eu sou Morana, às suas ordens. — A mulher de cabelos e olhos escuros falou, fazendo uma reverência. — Agora, vejamos... Como eu posso ajudá-la, menina?

— Como entrou aqui? — Ríona varreu as paredes do aposento e, fora os móveis, só havia uma pequena janela, ali.

— Isso é importante? Prefere que eu fale sobre mim ou que eu te ajude? — Morana perguntou e observou enquanto Ríona pensava.

— Meu noivo foi morto. Eu o quero de volta, eu quero sair daqui! — A prisioneira finalmente falou, após alguns momentos de silêncio.

— Calma, calma... Morto? — Morana perguntou e abanou a mão em direção a Ríona. — Esqueça, magia não traz mortos de volta à vida. Você pode se transformar através da morte, mas precisa estar vivo antes. Corpos que não falam, não tem jeito. Eles não podem aceitar e nem recusar nada.

— Mas então... — Ríona se deixou cair de joelhos, para depois recostar-se nos próprios calcanhares. — Então não sei o que você pode fazer por mim.

Morana se aproximou, com as vestes escuras arrastando-se atrás dela, até que parou em frente a Ríona, levantando o queixo desta com o dedo indicador.

— Posso te dar algo melhor.

A testa de Ríona se franziu.

— Melhor? O quê? — Ela perguntou, sentindo que estava entrando em algo perigoso, ali.

SOMBRIO AMOR - DEGUSTAÇÃODes histoires addictives. Découvrez maintenant