capítulo 1

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Oi gente espero que gostem

Era uma vez uma cidade pequena, aninhada entre colinas verdejantes e campos de flores silvestres. Nessa cidade, havia uma casa antiga, com janelas de madeira e um telhado inclinado coberto de musgo. Essa casa pertencia a uma mulher chamada Isadora.

Isadora era uma alma solitária, com olhos que guardavam segredos profundos. Ela vivia reclusa, passando seus dias cuidando do jardim que rodeava sua casa. As flores ali eram suas únicas companheiras, e ela as tratava com carinho, como se cada pétala escondesse uma história.

Um dia, enquanto podava as roseiras, Isadora ouviu uma melodia suave flutuando pelo ar. Era como se o vento estivesse sussurrando uma canção que só ela podia ouvir. Intrigada, ela seguiu o som até o bosque próximo.

No coração do bosque, encontrou um piano de cauda, coberto de folhas e teias de aranha. Parecia abandonado há anos. Isadora hesitou por um momento, mas então, como se guiada por uma força invisível, sentou-se ao piano.

Suas mãos trêmulas tocaram as teclas empoeiradas, e a música começou a fluir. Era uma melodia triste, cheia de saudade e lembranças. Isadora fechou os olhos e se deixou levar pela música, como se estivesse dançando com um amor perdido.

À medida que os dias passavam, Isadora voltava ao piano, sempre na mesma hora da tarde. A música se tornou sua companheira, sua confidente. Ela não sabia quem a tocava, mas sentia que era alguém que também carregava o peso das lembranças.

Uma noite, quando a lua estava cheia e o céu estrelado, Isadora viu uma figura à distância. Um homem alto, com cabelos escuros e olhos tristes. Ele se aproximou lentamente, e Isadora soube que ele era o pianista misterioso.

Ele não disse uma palavra, apenas a conduziu de volta ao piano. Juntos, tocaram a melodia que os unia. As notas pareciam dançar no ar, como se estivessem contando a história deles dois. E Isadora percebeu que ele também só via ela.

Eles continuaram a se encontrar no bosque, compartilhando suas histórias através da música. As lembranças dolorosas se transformaram em algo belo e etéreo. E, assim, Isadora aprendeu que a saudade não precisa ser um fardo, mas sim uma ponte entre o passado e o presente.

Até hoje, dizem que, se você visitar a casa de Isadora durante o crepúsculo, poderá ouvir a melodia triste ecoando pelo bosque. E lá, entre as árvores e as flores, duas almas solitárias continuam a se encontrar, tocando o piano que os uniu para sempre.

E assim, a cidade pequena guarda o segredo de Isadora e seu pianista invisível, onde a saudade se transformou em amor através da música.

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