É sexta-feira. 2023.
Começo da copa feminina no Brasil, o bar brava está estranhamente quieto para um dia como este, talvez pela derrota logo no primeiro jogo? Todavia, Lydia Taylor limpava os últimos copos de seus clientes fiéis que não se abalaram com a perda - Ou ao menos não deixaram transparecer - Ela estava aliviada na verdade, afinal a copa do mundo para os brasileiros é um quase como um feriado, o que significa que Alice teria voltado a sua cidade natal para comemorar com seus familiares. A jovem albina está cuidando de tudo sozinha, é de certa forma reconfortante visto que ela é uma maníaca por controle.
Quando ela apagou as últimas luzes do salão e se dirigiu até o portão, uma vespa se aproximou buzinando, aquele som insuportável.
"Opa, Isabella Montes?" - Perguntou o rapaz na motocicleta
"O que?"
"Você é a Isabella Montes?"
Ela se questionou por alguns segundos, mas por quê? Por quê você está se perguntando se você É Isabella Montes?
"Não..." - Disse INCERTA, minha filha você NÃO É a Isabella Montes. Mas não tiro a sua razão de se questionar, você não se conhece mesmo.
O garoto por sua vez, suspirou cansado.
"Nó, mas você é a quinta pessoa que eu pergunto nessa rua. Você não conhece nenhuma Isabella Montes?"
"Pior que não, eu não conheço muita gente pra falar a verdade."
"Você também não é daqui?"
"Sou."
"E não conhece Isabella Montes?"
"Eu conheço Alice Martinelli só."
"Ai caramba."
Enquanto isso, do outro lado da cidade. O jovem estudante de arte caminhava pelo aeroporto, perdido em seus pensamentos e nos seus próximos passoas para seus trabalhos com a caridade. Valentim Du Pont viajou sozinho para trazer a arte aos cidadãos menos favorecidos e para resgatar o amor das pessoas pela arte. Carregava consigo apenas uma grande mala de rodinhas e uma bolsa com algumas releiruras de grandes obras que o mesmo havia pintado. Enquanto ele caminhava pelo aeroporto, ele recebe uma ligação de seu professor Havier.
*"Valentim? Tá ouvindo?"*
"Oui! Em alto e bom tom"
*"Perfeito, e como está o clima?"*
"Tá quente, mas eu meionque já esperava isso, hemisfério Sul né?"
O homem do outro lado da linha soltou uma risada nasal.
*"Sim sim, bom, eu espero que você possa descansar tranquilo. Tome cuidado com o centro da cidade viu?"*
"Pode deixar, obrig-"
Ele é interrompido por uma jovem loira que esbarra nele com tudo.
"Ai, me predoa" - Ela tinha um forte sotaque russo e usava óculos escuros redondos
"Tudo bem, eu que tava distraído..."
"Me desculpa a pergunta, mas por acaso você não viu um cachorro perdido?"
"Você anda com um cachorro no aeroporto fora da caixa de transporte? Que antiquado."
"Não, ele é um cão guia."
"..."
"..."
"Eu te ajudo a procurar o seu cachorro, senhorita..."
"Svetlana Lagunov!"
"Svet-o-que?"
"Svetlana Lagunov."
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A soneca dos escolhidos
FanfictionOnde os escolhidos nunca despertaram, e estão vivendo suas vidinhas normais na copa do mundo Baseado no RPG "O Despertar dos Escolhidos" por AnnaGMack
