1~ decepção

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Odeio ser eu, tenho que vestir a farda feminina, não posso cortar o cabelo, tenho que ser muito magro, ter educação,  me sentar direito (segundo elas e "como uma dama deveria").

Porém, quando estou nas minhas fugitivas eu faço missões como sniper.
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Estou com o meu alvo na mira, cabelos grisalhos, olhos verdes, 1,83 de altura, com a pele tão pálida quanto a neve. Espero ele sair do alojamento e atiro.
*barulho de tiro*
Escutos gritos de desespero e várias pessoas se aglomeram ao redor do cadáver, porém recebo o comando de voltar para a base.

- K.S, quero você na base em 10 minutos.

- Certo comandante.

Ele lembrou? Que pai incrível que eu tenho, lembrou.
...

Chego na base da marinha que tem na aldeia, entro na sala do comandante e sento na cadeira, quando me viro para ele, o mesmo me olha por um tempo e suspira.

Conheço essa reação, o que ele quer me dizer?

... - Kyamy, eu tenho que te dizer uma coisa importante.

Curioso , me pergunto por que?

Comandante Sunskier - Seu casamento com ele já foi marcado.

- Ele quem pai?

Pergunto meio aflito.

Comandante Sunskier - Você terá que se casar com um tenryuubito, Kyamy.

- Não, por favor, eles são monstros pai.

Comandante Sunskier - Eles tem muito dinheiro, você vai ser rica.

- Pai, não, por favor.

Eu digo com meus olhos se enchendo de lágrimas.

Meu pai me olha com ódio e impaciência  e diz.

Comandante Sunskier - Chega de drama, você foi preparado para isso pela sua vida inteira, sua vadia dramática.

Ele cospe as suas palavras que me atingem como um tiro de bazuca.

- Eu vou ser um escravo dele.

Comandante Sunskier - Quem liga para o que você vai virar, eles são superiores, se quiserem te matar, estuprar, escravisar, vai ser problema seu, quem ele quer é você.

Ele pega um vaso e joga em minha direção e corre em mim para me atacar.

- Como pode fazer isso comigo?

Eu digo recuando de seus golpes, começo a chorar enquanto falo.

- Pai, por favor, não faz isso, eu não quero.

Tento implorar para ele.

Comandante Sunskier - Esse é o seu dever, você nasceu para servir a eles.

- Você é um monstro, vendendo seu próprio filho para eles, eu te odeio!!!

Pego um pedaço do caco de vidro do vaso que ele jogou em mim. Começo a avançar nele e com um vacilo seu, eu pulo nele e o ataco com o pedaço de vidro.

- EU TE ODEIO...EU TE ODEIO...EU TE ODEIO.

A cada palavra gritada por mim, era um corte profundo que o caco de lhe dava, meus olhos estavam tão vermelhos que se comparação a tomates maduros.

Me deito ao lado de seu corpo recém morto e digo.

- Me perdoa papai.

Um vaso de vidro quebrado, vários cacos de vidro no chão, eu deitado ao lado do corpo morto do meu pai, foi nessa situação em que fiquei por duas horas.

Escuto o barulho dos soldados chegando e pulo a janela.

[...]

Entro em uma loja de bolos e compro um cup-cake e uma vela, me sento no lugar mais alto de um prédio e canto.

- Parabéns para mim, nessa data querida, muitas felicidades - canto em meio à lágrimas tristes - muitos anos de vida.

Continuo chorando e olhando o nada, até  ver pessoas da marinha me procurando.

Vagando pelas ruas da cidade, ainda com cacos de vidro em meu corpo, vário hematomas e olhos marejados, está um caos por causa da chuva, vejo meu reflexo no espelho de uma loja, com raiva eu pego um dos cacos de vidro que está perfurando a minha perna e corto o meu cabelo o deixando na altura das orelhas.

Ainda pelas ruas em uma noite chuvosa, eu continuo fugindo dos soldados da marinha, até eu chegar na praia e desmaiar perto de um navio.

...

Acordo em um tipo de quarto de hospital, escuto muitas vozes desconhecidas para mim. Olho para eles e reconheço seus rostos.

- O que vocês querem comigo?

Eu pergunto sendo direto com todos eles.
Zoro - Encontrei você desmaiada na praia, deveria agradecer por isso.

Um homem ignorante fala.

Luffy - Tivemos que lutar com vários soldados que queriam você.

O Chapéu de Palha fala olhando para mim.

- Merda.

Tento me levantar, porém eu sinto uma dor insuportável na minha coxa.

Choper - levanta, eu não retirei todos os cacos de vidro do seu corpo.

Uma espécie de rena fala.

Sanji - O Chopper, eu trouxe o chá que você me pediu para fazer, quando que ela acor...

Um homem alto entra na sala do Dr. Rena falando, porém para de falar ao me ver.

- Eu tenho a impressão de que te conheço de algum lugar.

Eu falo para o tal homem que entra.

- Seu rosto não me é estranho.

Digo olhando fixamente para o loiro a minha frente.

Zoro - Lógico que você o conhece, somos Piratas, todos nos conhecem.

O homem ignorante fala novamente,  na real, não gostei dele.

Luffy - Eu gostei de você, com o tanto de gente que tinha lá fora te procurando, você deve ser bem forte né?

O Chapéu de Palha fala.

- Se querem me matar, me matem logo, minha vida não faz mais sentido nenhum.

Digo tudo o que eu queria dizer a horas atrás quando eu estava fugindo.

Luffy - Que isso, garota doida, você agora é do nosso bando.

Ele fala.

- Eu? Pirata?

Luffy - Sim.

Já sou procurada de qualquer forma, a diferença é que agora terei companheiros, por quê não?

- Eu tenho escolha?

Pergunto e por incrível que pareça, todos me olham com uma cara de reprovação.

- Ok, eu entro.

Brisas CalmasWhere stories live. Discover now