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CAROL

Ainda estava sendo tudo muito novo pra mim, mas depois de ter comprado o primeiro sapatinho de lã pra contar aos nossos pais, eu estava mais empolgada.

- Amor, como vai ser? Tu vai ficar em Cabo Frio né? Não quero acompanhar a gravidez de longe. Temos que ver lance de casa já e vamos ver se a gente adianta o casamento. Lucas disse preocupado.

- Depois da ultra a gente vai saber com quantas semanas eu to, mas eu acho que da pra eu fazer esse semestre. Tá no começo, eu vou estar em um hospital no estágio e qualquer coisa eu já estou ali. Estamos em maio já, logo eu entro de férias. Não tem porque eu perder esse semestre. Sei me cuidar.

- Eu não concordo. É perigoso, Caroline. Se tu passa mal, como que faz pra ajudar? Não vou deixar você ficar sozinha com gente que nem seu parente é. É nosso filho que tá aí!

- Lucas, você não tem que deixar. É a minha faculdade. Eu não posso dar uma de maluca não. Já está quase acabando o semestre, você tenta ir aos finais de semana, eu tento vir. Mas eu vou adiantar a minha vida. Eu sei que é nosso filho mas não é você que vai ter que parar tudo, que vai se transformar em tudo. - eu disse olhando pra ele que engoliu seco.

- Depois a gente conversa sobre isso, não vamos estragar o momento que a gente tá tendo. - ele disse desviando o olhar e eu concordei.

Realmente não estava querendo briga uma hora dessas.

Almoçamos, pegamos a estrada e resolvemos contar primeiro pra mãe dele, a tia Monique. Minha mãe e meu pai iriam surtar e eu não precisava disso agora.

LUCAS

Chegamos era umas 19:00, minha mãe já estava nervosa porque pedimos pra ela não sair porque queriamos conversar com ela.

- Graças a Deus vocês chegaram! Fiz um macarrão na panela de pressão que vocês amam e pelo amor de Deus, não vão me dizer que terminaram? - Dona Monique perquntou preocupada assim que chegamos.

- Claro que não sogrinha. Mas você ganhou ainda mais meu coração depois de falar desse macarrão.

- Oh, daqui a pouco essa velha infarta aí, a culpa é de vocês. Lore riu e deu um beijo nela.

- Velha é tua mãe, ridícula! - ela deu um tapa de leve em Lore.

- Fala assim da sogrinha não! - Rodrigo defendeu e deu um beijo na cabeça da minha mãe.

- Puxa saco do caralho, puta merda... - eu neguei com a cabeça.

- Gente, depois vocês se xingam, façam o que tiverem que fazer.Mas falem logo, eu to nervosa. Que cacete! - eu era idêntico a minha mãe nesse ponto. Se falarem que querem me contar algo, tem que ser na hora.

- Tá bom, enjoada... Compramos isso aqui pra você, não sei se vai gostar. Não tem como devolver, mas acho que você vai gostar. eu disse entregando a caixinha branca com o sapatinho de lã dentro. Eu abracei a Carol por trás e esperei com que ela abrisse.

Ela abriu e arregalou os olhos

- Para de brincadeira. isso é sério ? - ela disse incrédula e nós balançamos a cabeça que sim. - Eu vou ser vovó? - ela dizia com o sorriso abrindo em seus lábios e os olhos já cheios de lágrimas.

- Vai ser uma vovó muito babona! - Carol disse já querendo chorar também e minha mãe correu pra abraçar a gente.

- Meu Deus, isso é uma benção tão grande que nem sei por onde começar a agradecer! - ela chorava e dava beijos em mim e na Carol. Ela ajoelhou na barriga da Carol e beijou. - Vovó já te ama tanto, você já é muito amado. - nessa hora todo mundo já estava chorando com a reação da minha mãe.

Eu sabia que ela seria a que mais ficaria feliz. Sempre foi meu pai e mãe e sempre deu tudo de si, com certeza eu seria o melhor pai do mundo pra esse bebê me espelhando no que ela foi pra mim.

VOCÊ ACREDITA EM DESTINO? Part II Stories to obsess over. Discover now