Atrasada.
Essa era a palavra que definia Izzie, completamente atrasada.
Era a terceira entrevista de emprego que ela teria que fazer naquela semana. Ela sentia que suas falas já estavam sendo copiadas e pronunciadas automaticamente pelo seu cérebro.
Pensando em como se sentia uma completa idiota, correu para o banheiro para tomar um banho rápido e se arrumar formalmente para sua entrevista.
Aos dezessete anos de idade, Izzie sentia como se tivesse 27, por mais que pensasse que não passaria dos seus 25 anos.
O fato de ter ido morar sozinha ainda nova, fez com que a morena se amadurecesse cedo para a vida, mesmo que sua mãe tenha lhe criado sem liberdade alguma.
Foi algo difícil.
Ela se sentia presa às vezes, pensava que dependia da mãe para tudo. Mas o alcoolismo da mãe fez com que ela raciocinasse sobre sua vida e percebesse que seu lugar não era ali.
Com a morte de seu pai aos 12 anos de idade, Izzie ficou tão abalada que poderia dizer que estava deprimida. Ela não tinha consolo. Sua família não lhe amava e muito menos lhe apoiava em algo, ela teve que ser o seu próprio ombro amigo.
Com as bebidas exageradas e o consumo de drogas por parte de sua mãe, Izzie decidiu que se mudaria para longe e nunca mais voltaria. E foi isso que ela fez.
Ela tinha 16 anos de idade, uma pequena herança deixada por seu pai e um sonho de tentar recomeçar sua vida.
Ela se sentia egoísta na maior parte do tempo, sentia como se tivesse traído sua mãe. Algumas noites ela chorava por saudades, mas em algumas noites ela se sentia leve.
Acordava de madrugada por alguns sonhos ruins, mas na maioria das vezes sonhava com seu pai e acordava feliz.
Izzie começou a viver sua vida sozinha, sem ninguém, tendo que ser sua própria responsável.
Depois de concluir seu ensino médio, se deu conta que não podia continuar vivendo na base do dinheiro que seu pai lhe deixou. Ela precisava pagar sua faculdade e, o principal, precisaria de um emprego pra isso.
- Alexa, põe uma música animada aí, por favor - Falou depois um bocejo.
Izzie se arrumou enquanto Bet u wanna tocava no fundo, lhe dando um pouco mais de ânimo para continuar aquele dia sem que ela se deitasse na cama e começasse a chorar por qualquer coisa que fosse.
Izzie ouvia sua gatinha, Daisy, miando do outro lado da porta de seu quarto, implorando para que fosse aberta.
- Oi, minha bebê - Pegou a gata branca nas mãos - A mamãe vai sair hoje de novo, mas te dou petiscos depois por ter te deixado sozinha, hm? - Lhe encheu de beijinhos.
A gata apenas miava e roçava sua cabeça nas mãos de sua dona, aproveitando o carinho que era feito.
- Tenho que ir agora, Daisy, a mãe tá atrasada.
Izzie deixou sua gata no chão e pegou sua bolsa, passando pela porta de seu quarto e indo até a cozinha e pegando uma maçã.
O transporte público estava cheio por conta do horário, Izzie se praguejava mentalmente por ter perdido o horário.
Quando finalmente chegou no local que faria sua entrevista, teve que esperar alguns minutos.
- Senhoritas, a senhorita O'Connell não pode vir hoje por problemas pessoais, então eu mesma vou entrevistá-las, ok?
Izzie revirou os olhos. Ela não se importava com nada aquilo, ela só queria que lhe dissessem que ela iria ser paga no começo do mês e poderia pagar sua faculdade tranquilamente.
Ela teve que esperar que 10 moças fossem entrevistadas em sua frente, ela se sentia muito idiota.
Muito idiota.
- Izzie Margaret - Engoliu em seco e se levantou - Me acompanhe, por favor.
Ela fez prontamente o que a moça lhe havia pedido. Izzie se sentia nervosa como das outras vezes, mas por algum motivo sentia dentro de si que dessa vez iria dar certo.
- Você teve sorte, a senhora O'Connell disse que vai chegar daqui a 10 minutos, pode esperar para ser entrevistada por ela?
- Na verdade, eu não sei qual vai ser a diferença, eu só preciso mesmo desse emprego.
- Então, por favor, espere nessa sala. Já já ela chega.
Izzie assentiu.
Sua mente estava barulhenta demais para que ela pensasse em não ficar ansiosa, ela buscava por silêncio em sua cabeça.
As vezes pressionava os olhos afim de tentar acalmar seus pensamentos, suas pernas tremiam e suas mãos suavam sem razão alguma.
Em alguns momentos se sentia tonta, seu medo era desmaiar e bater a cabeça. Ela tinha medo de morrer, por mais que pensasse naquilo mais do que deveria.
A verdade era que Izzie tinha medo de várias coisas, sentia medo de si própria as vezes, principalmente se seus pensamentos.
Ela tinha certeza que seus pensamentos eram a chave para a qualquer coisa, e tinha medo de fazer algo por impulso por culpa deles.
Ela sentia seus lábios arderem de tanto que os mordia, mas não havia nada que pudesse ser feito. Era a única maneira de tentar conter a ansiedade que sentia dentro de si.
- Atrapalho seus pensamentos?
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oii, voltei.
sei que tirei "What is love?" do ar, me perdoem. como eu tinha dito, aquela fanfic era exatamente o que eu estava passando no momento, e eu estava me sentindo até mais leve por estar compartilhando de alguma forma. mas depois eu senti como se eu estivesse me expondo demais e resolvi tirá-la do ar, me desculpem.
mas enfim, eu espero que vocês gostem muito dessa.
se caso tiver erro ortográfico, me avisem porque eu sou lerda!!
se cuidem e beijinhos 🎀
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Stars in Your Eyes - Billie Eilish
FanfictionROMANCE | CONTEÚDO SENSÍVEL Izzie nunca foi vista. Até ela entrar no escritório errado, na hora errada, e cruzar com aqueles olhos. A chefe não deveria olhar duas vezes. Mas olhou. E agora Izzie sabe: quem é notada pela primeira vez nunca mai...
