Honra

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É com grande entusiasmo que compartilho meu primeiro livro de romance! Com carinho e dedicação, mergulhei nessa história única, esperando que cada leitor se envolva com a jornada da Arquiduquesa Amélia e o Conde Höffler. Sua jornada tem sido uma aventura emocionante e espero que todos encontrem tanto prazer em ler este livro quanto eu tive ao escrevê-lo. Que essa história ofereça uma fuga para um mundo de paixão e intriga, e que o amor presente nesta narrativa toque o coração de cada leitor. Espero que vocês desfrutem da leitura.

P.S. Beijos da autora!

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"Já se sentiu como se estivesse caindo de algo sem fim e rezasse para que logo seu corpo tocasse o chão e a angústia então... acabasse? É assim que me sinto."

— Amélia! — Josefa berra pelo meu nome. — Amélia! Apareça menina!

Desfruto dos momentos de reclusão, dedicando-me a atos proibidos que me fazem sentir uma sensação de liberdade inebriante. Recentemente, deparei-me com um volumoso manuscrito cuidadosamente oculto sob a copa de uma árvore, cuja autora, por razões inescapáveis, optou por permanecer no anonimato. As páginas revelam uma narrativa profundamente comovente sobre a infindável luta da mulher na sociedade, uma leitura que se revela tanto cativante quanto esclarecedora.

— Te achei! — exclama Josefa afastando a cortina e muito animada por ter me encontrado.

— Pelo visto achou meu esconderijo secreto. — digo com um enorme sorriso. — uso ele para fazer coisas proibidas.

— Vossa Alteza, admiro o seu humor, mas agora avante pois o seu banho está pronto, vamos vamos!

— Tudo bem, tudo bem. — digo acompanhando ela.

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— Alteza, tem certeza de que deseja fazer isso? — Josefa fala com uma expressão de preocupação.

— Tenho absoluta certeza Josefa, agora me ajude com esta capa.  

— Ela caiu perfeitamente bem na senhorita, ninguém irá te reconhecer, uma perfeita plebeia! — ela faz os últimos ajustes em mim pois preciso realmente parecer uma plebeia, caso contrário os verdadeiros plebeus irão me reconhecer, e minha paz acabará. Saímos do palácio pelo portão dos fundos e seguimos em direção a floresta.

— Aqui está escuro, não está? acho que deveríamos voltar.

— Pare de ser medrosa Josefa! Eu preciso encontrar aquela moça e a agradecer, se não fosse por ela eu nem sei se ainda seria a futura imperatriz. E nem está tão escuro assim, são só nuvens mais escuras.

O dia foi chuvoso, e o tempo nublado deixou a floresta mais escura e úmida que o normal, a chuva tinha dado uma trégua mas as gotas caindo das folhas das árvores deixa a floresta ainda mais amedrontadora.

— Vossa Alteza... — diz Josefa como se estivesse com medo de se pronunciar.

— Pode falar, e por favor, quando estivermos longe do castelo e longe de pessoas... Só Amélia. — digo com um sorriso de canto.

— A senhorita se lembra de quando choveu tanto por aqui que muitas das árvores do palácio foram derrubadas pela força do vento? A senhorita devia ter por volta de quinze anos.

— E como me lembro, você apareceu no meu quarto perguntando se eu me sentiria melhor com você me fazendo companhia. — digo entre risos.

— Eu fui uma tonta de achar que a senhorita estava com medo, sempre foi mais corajosa que eu, e agora enxergo isso perfeitamente. — diz ela me acompanhando na risada.

E quando estamos quase chegando a vila, vejo ela, a garota na qual estou a procurar, se preparando para montar em um cavalo.

— Josefa! É ela! — Josefa não consegue dizer nem uma palavra e eu já estou correndo em direção a moça dos cabelos cor castanho claro.

— Ei, ei! — clamo para que a garota da qual não lembro o nome me escute, mas acabo tropeçando em uma pedra e tombando no chão. A única palavra que lembro antes de me esborrachar no chão é Josefa chamando pelo meu nome.

Minhas mãos doem, e estão cobertas de lama. Por sorte no momento uso uma capa, oque faz com que meu vestido não fique arruinado.

— Amélia, minha querida. — diz Josefa me amparando. — e antes que eu possa pronunciar sequer uma palavra a garota surge em minha frente.

— Vossa Alteza. — fala a garota se curvando ante mim. — Se me permite... — ela inicia a fala se aproximando como se pretendesse ajudar-me.

— Não toque na arquiduquesa! — Josefa berra colocando a palma de uma das mãos na frente da garota, com a outra ela me ajuda a levantar.

Percebo o temor nos olhos da pobre garota, que se afasta de mim. — perdoe-me. — ela contempla Josefa.

— Qual o seu nome? — pergunto um tanto curiosa.

— Teresa, Vossa Alteza. — ela sorri e retribuo.

— Gostaria de lhe agradecer pelo outro dia, e quero que aceite isto. — olho para Josefa que me entrega as moedas que estão guardadas em uma pequena bolsa.

— Vossa Alteza, eu agradeço... mas não posso aceitar, a senhora é a arquiduquesa, a ajudei sem pensar em receber nada em troca, servi a meu país.

— Não recuse. — passei as moedas para suas mãos.

Ela assentiu com um sorriso. — fico honrada Vossa alteza.

— Você é preciosa, Teresa. — digo me aproximando. Ate que ouço uma voz masculina chamando por Teresa, olho por cima de seus ombros e vejo uma estatura alta.

Teresa imediatamente se vira para trás e acena com empolgação. Se vira novamente para mim e diz: — É um grande amigo meu Vossa Alteza, Conde Höffler. Talvez já tenha o conhecido.

Me esforço para tentar recordar o sobrenome, mas sem sucesso. Continuo observando o rapaz se aproximar cada vez mais devagar, e quando enfim reconhece a mim, se curva.

— Mas oque... — ele começa o pronunciamento, abismado, mas o interrompo. — estávamos entediadas. — dou de ombros.

O homem realmente chamou minha atenção, ele era alto, cabelos dourados com ondulações que o deixavam ainda mais esbelto, os olhos transmitiam uma mistura intrigante de mistério e paixão, lindos olhos azuis. Sua postura altiva e confiante refletia a um homem de educação refinada.

— Precisamos ir Alteza!  Os passarinhos já pararam de aparecer no céu! — diz Josefa, apreensiva.

— Espere Josefa. — digo me virando para trás para encara-la, mas oque vejo atrás de mim não é ela. E sim a fúria de meu pai nos olhos de Barão Moritz.

Josefa olha imediatamente para trás e quase caí para trás, seu medo por Moritz é claramente visível. E então ela abre espaço para que ele possa fazer a referência.

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⏰ Last updated: Oct 22, 2023 ⏰

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AmyWhere stories live. Discover now