Aaron
Eu não trocaria nada por acordar ao lado da mulher da minha vida. Lauren dormia de bruços, seus cabelos claros cobriam parte das suas costas, seu pescoço marcado com chupões que deixei na noite passada...
Levantei da cama e fui tomar um banho, deixando-a tranquila descansando na minha cama. Era assim que eu queria acordar todos os dias, com a minha mulher... Mas... A ideia de casarmos ainda era uma hipótese, ela nunca mais tinha tocado no assunto e nem eu, preferi deixá-la passar por esse trauma sem querer prendê-la a mim.
Já fazia um mês sem notícias do Diego, o mais irônico era que ele tinha contratado um dos advogados da Davies.doc para defendê-lo, e eu pedi para que ele não me desse notícias daquele filho da puta. A mãe dele só chorava, vez ou outra ia na casa dos pais da Lauren pedir perdão pelo filho, mas todos nós sabíamos que a culpa não era dela e sim da mente doentia do Diego.
Me perdi na ideia de que poderíamos nos casar, queria tê-la para mim, mostrar a todos que aquela mulher era minha e que ficaríamos juntos para sempre, que ela era quem me fazia feliz. Minha imaginação me levou a uma Lauren vestida de branco entrando numa igreja e nossa pequena Sophia na sua frente com as alianças. Meu sorriso bobo estava evidente...
-Moreno?- sua voz foi ouvida do lado de fora do banheiro, muito baixa
-Oi, amor! Estou terminando!- desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha abrindo a porta- Bom dia.
Ela estava com o cabelo extremamente bagunçado, nada igual àquelas modelos que dormem e acordam impecáveis. Minha blusa ia até o início de seus joelhos e seus olhos estavam levemente borrados de preto. Mas ainda assim, ela era a mulher mais linda de todas, e eu a amava mais que tudo.
Fui beijá-la mas ela me impediu.
-Me deixa escovar os dentes, estou com um bafo horrível!- ela sorriu tapando a boca
-Intimidade é uma merda- gargalhamos juntos
Enfim estávamos na cozinha, ela ainda vestia minha blusa e eu estava com uma camisa rosa básica e uma bermuda, era um típico fim de semana em que queria estar o mais próximo dela. Eu esperava que ela tentasse pela última vez fazer ovos mexidos apoiado no balcão, e Lauren xingava pela milionésima vez o fogão.
-Puta que pariu!- ela gritou
-Que boca suja, mocinha- sorri
-É essa mesma boca suja que te chupa e te faz gozar!
Gargalhei ainda mais com sua resposta. Eu a amava mesmo, não tinha jeito. Queria aquela mulher e a teria. Pensei em passar em uma joalheria durante a tarde, mas lembrei que ontem sem ninguém ver, minha mãe me entregou uma pequena sacola de papelão.
A deixei xingando a comida e segui para o quarto onde estava o presente. Abri-o e vi que era uma caixinha de veludo preta, com um anel de noivado dentro. Ele era dourado com um singelo brilhante no meio.
-Que clichê, mãe- murmurei pra mim mesmo
Dentro tinha uma carta, abri-a e li:
"Jamais imaginei que daria isso para você. Do jeito que era, pensei que seu irmão seria o primeiro a se casar, mas parece que mãe se engana de vez em quando.
Meu filho, você é meu maior orgulho, junto com seu irmão. Hoje eu sei que posso descansar em paz pois vocês têm mulheres fortes que vão cuidar de vocês e estar ao seu lado sempre que precisarem. Sim, basta seu irmão enxergar isso.
Este foi o anel de noivado que seu pai me deu quando tinha a sua idade, nada mais justo que entregá-lo a você nesse dia especial. Eu já não preciso disso, seu pai sabe que mesmo com sua partida, sempre fui dele.
Espero que seja muito feliz, meu filho. Amo você. Beijos.
Mamãe."
Aquela Dona Angela era uma figura...
Resolvi que faria uma surpresa para a Lauren, um jantar. Se já estávamos clichês, porque não continuar? Só que esse jantar seria igual ao de três anos atrás, quando transamos pela primeira vez, e ouviríamos a nossa música. All of Me.
-Moreno! A comida chegou!- ela gritou da sala
-Como assim "chegou"?- perguntei depois de ter escondido o anel nas minhas gavetas
-Desisti e liguei pra padaria aqui do lado. Vamos, sirva-se!- ela sorria enquanto a comida estava na mesinha da sala e ela fitava a TV
-O que está assistindo?
-Friends! Você sabe que amo essa série...
-Não vejo nenhuma graça
-Tudo bem, amor. Você pode conviver com isso- ela sorriu e beijou minha bochecha
Me sentia um adolescente de 15 anos ao seu lado, beijinho na bochecha era tão clichê. Aquele dia estava clichê demais, e eu estava adorando isso, era como nos filmes.
-Amor, eu vou sair agora de tarde, resolver uns problemas na empresa, mas é algo rápido, viu?- avisei pegando as chaves do carro
-Vai vestido assim para a empresa?- ela perguntou
-É que... É na casa de um amigo, nada formal.
-Entendi. Bom, vou te esperar aqui então, acho que vou visitar a Soph e volto pra cá, pode ser?
-Sim, fechado.
Saí e fui pela cidade procurando uma floricultura perfeita. Encontrei um buquê de rosas vermelhas que estavam deslumbrantes.
-Pedido de casamento, senhor?- perguntou a atendente
-Sim, deu pra perceber?- perguntei sorrindo
-Está suando e tremendo. Acho que é perceptível
-Acha que essas flores vão agradar?
-Sim, são muito bonitas, mas essas- me levou até um buquê ainda mais lindo de tulipas vermelhas- Terão mais significado. Tulipas vermelhas significam amor eterno, acha que consegue entregar algo assim a ela?
-Com toda certeza- sorri e levei o buquê comigo
O trânsito de São Paulo estava um caos, como sempre. Minha paciência já estava esgotando, quando resolvi ligar para um japonês e pedir que entregasse a comida no meu endereço, com sorte, a comida chegaria alguns minutos depois de mim e daria para arrumar tudo.
Liguei o rádio para ouvir algumas notícias, e meu coração quase parou quando escutei:
"-O ex advogado Diego Rocha está sendo procurado pela polícia. Segundo os policiais, o detento iria cumprir regime fechado até o dia de seu julgamento que seria dia 23, próxima quinta-feira."
-Lauren.
Acelerei o carro, quase batendo nos outros. Eu precisava chegar na minha mulher antes daquele fodido!
Buzinas eram ouvidas atrás de mim, pessoas quase seriam atropeladas, mas eu precisava encontrar Lauren, ela estava correndo perigo.
Cheguei no meu prédio e sequer consegui estacionar o carro direito, fui entrando no elevador e batendo os pés na esperança que o tempo passasse rápido pra mim e devagar para o Diego. E assim que cheguei em casa, estava tudo em silêncio, as luzes fosforescentes ligadas e a mesa do jantar posta do jeito que ela sempre fazia, mas em cima do meu prato tinha um bilhete.
"Você perdeu, bastardo.
Sua mulher é minha.
-D"
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Excitante - Série Irmãos Mitchell
RandomCONTEÚDO INADEQUADO PARA MENORES DE 18 ANOS! PLÁGIO É CRIME! ______________________________ Vol. 2 Agora com Lauren e Aaron separados, o destino parece querer brincar com eles novamente, unindo-os em um só país mais uma vez. E como se não fosse o...
