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Existência Poética

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Eu sou o Sol...
Sou o Outono...
Sou também o Amor,
E a Paixão...
Sou a dor de amar que fere o Coração...
Sou a Morte que surge como uma fria solução...
Eu sou o que não posso ser...
Intensidade há no meu viver...
Ser e não ser...
Ler e escrever...
Viver e morrer...
Eis o que sou...
O nada...
E para alguns o tudo...
Para outros o quase...
E ainda assim,
Para aqueles sou alguma coisa.
Mas minha existência não é em vão...
Não é!!!
Pois eu brilho na escuridão,
E por isso me tornei o Sol.
Eu aqueço os dias frios,
Me tornei a Paixão...
Sou belo e terno,
Podendo ser quente ou gélido...
Me tornei o Outono.
E por amar com intensidade...
Por defender essa habilidade,
O dom natural do amor...
Me tornei seu Guardião.
Eu sou muita coisa...
E ao mesmo tempo sou coisa alguma.
A minha essência é a metamorfose...
O ideal que persiste,
E irá permanecer,
Mesmo depois que eu me for.
Pois sou o que sou...
A alma de artista,
E o coração de um poeta...
Dessa forma minha vida nunca estará vazia...
Tenho a arte por companhia..
E é assim que termina.
Sou a Arte da Dor.
A Arte da Alegria...
Do amor...
E da agonia.
Sou o que sou.

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