Terça-feira. 9h da manhã.
Meu nome é Antonella e tenho dezoito anos.
Minha rotina nunca mudava: saía de casa para a faculdade, da faculdade para o trabalho e, no fim do dia, voltava para um apartamento silencioso que nunca pareceu um lar. Eu acreditava não ter família. Nunca conheci meus pais e cresci aprendendo a não esperar ninguém.
Às vezes eu me perguntava se realmente pertencia a este mundo.
Era uma sensação estranha. Como se eu estivesse apenas existindo, e não vivendo.
Naquela manhã, enquanto caminhava pelas ruas movimentadas de Nova York, tudo o que eu queria era que acontecesse alguma coisa para não precisar ir trabalhar. Eu estava cansada... cansada da rotina, do vazio e da solidão.
Esperei o sinal abrir e comecei a atravessar a rua.
Foi então que ouvi alguém gritar.
- Antonella!
Olhei para os lados procurando quem tinha me chamado.
E, de repente...
Tudo ficou em câmera lenta.
O barulho de uma buzina ecoou tão alto que parecia rasgar meus ouvidos. Quando virei a cabeça, vi um carro vindo na minha direção.
Não houve tempo para correr.
Nem para gritar.
Só senti um impacto violento contra o meu corpo.
Depois... escuridão.
BẠN ĐANG ĐỌC
ESCOLA DAS ALMAS
Kỳ ảoE se a morte não fosse o fim, mas apenas o vestibular para algo muito pior? Aos 18 anos, a vida de Antonella é interrompida por um trágico acidente de carro. Mas, em vez do descanso eterno, ela desperta nos corredores cinzentos e enigmáticos da Esco...
