Capítulo Único!

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As nuvens cinzentas haviam coberto o céu faziam algumas horas, as gotas caíam tranquilamente em meio a madrugada.

Cellbit estava em seu carro, dirigindo para algum lugar que nem o mesmo sabia, estava completamente sem rumo. Apenas apreciando a vista, dirigindo devagar e com cuidado, ouvindo música no rádio.

O brasileiro costumava fazer isso quando coisas estressantes decidiam surgir em sua vida, servia para pensar, arrumar soluções, ou até mesmo apenas para esvaziar sua mente.

Nesse exato momento, passava em frente à um playground infatil. Enquanto cantalorava a melodia da música que saia do rádio - tired (beabadoobee) -, sua feição mudava, percebendo a pessoa que acabara de reconhecer.

Era seu amigo Roier, se balançando no balanço do playground, em meio à uma madrugada chuvosa.

A preocupação veio quase de forma imediata, o perigo de uma gripe invadir a vida do mexicano era alto e provável. De instinto, o mais velho foi logo estacionando o carro perto do local, chamando a atenção do rapaz no balanço.

Ele desce do carro, e vai em direção à Roier, completamente preocupado. O mais novo coloca os pés no chão, parando o leve balançar.

- Guapito, é você? O que você tá fazendo aqui tão tarde? - Cellbit questiona o rapaz, chegando mais perto.

- Eu que te pergunto, gatinho! Por que estás aqui? - o mexicano fala com um forte sotaque e força um sorriso, limpando as maçãs do rosto com as costas das mãos.

Antes de qualquer coisa, o brasileiro tira seu casaco e o coloca envolta do corpo do mais novo, ficando apenas com a camiseta branca no corpo. Logo após, o puxa pelo braço delicadamente, direcionando o mexicano ao carro.

O brasileiro abre a porta para Roier, empurrando de leve o corpo do rapaz para dentro do carro, e fecha a porta. Cellbit faz o mesmo, entrando no veículo cinza prata.

- O que aconteceu, guapito?

- Nada. - a voz trêmula saía com difiduldade, o garoto mirava o chão do carro, como se fosse a coisa mais incrível e interessante do universo.

O mais velho entendeu o recado, Roier não queria falar sobre. E estava tudo bem! Apesar da preocupação e curiosidade, iria respeitar o espaço do amigo.

Ligou o carro e começou a dirigir, fazendo o mais novo dar um leve pulinho.

- Aonde vamos? - ele coloca o casaco corretamente, ficando levemente maior do que suas roupas convencionais.

- Nenhum lugar em especial; só indo, sabe? É bom para pensar e ficar mais leve. - Cellbit vira o rosto para o rapaz no banco ao seu lado, dando um sorriso gentil, seus olhos quase totalmente fechados, fazendo Roier desviar o olhar.

O mexicano pega a gola da vestimenta, aproximando do nariz e exalando o aroma que havia no casaco; era doce, e tinha exatamente o cheiro de Cellbit. Olhou para o rapaz ao lado com olhos marejados, ele estava totalmente concentrado dirigindo, apesar de não terem pessoas na rua.

O silêncio era confortável, as gotas de chuva batendo no capô do carro era um dos sons mais altos, além do seu coração que estava batendo freneticamente. Conseguia escutar até mesmo a serena respiração de Cellbit, que volta e meia era interrompida com o som da língua passando entre os lábios do rapaz.

Espera, por que tinha prestado tanta atenção nos detalhes? Merda, estava sentindo suas bochechas ficarem ruborizadas, estava prestes a rezar para que o mais velho não tenha percebido, afinal, por que estaria prestando tanta atenção em si?

- Guapito? 'Tá tudo bem? 'Tá me encarando faz um tempo.

Ah, o universo realmente não estava ao seu lado, não é? Como faria para explicar, se nem ao menos havia como?! Nem ele mesmo sabia o motivo!

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⏰ Última actualización: Jul 01, 2023 ⏰

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