Nothing... is... real?

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"Não, isso não pode ser real... COMO QUE ISSO FOI ACONTECER?!" - disse L0C4s, assustado, com sua euforia presente.

"Cara, nada... nada... nada é real?" - a euforia de L9C6s se contorce novamente, sob o brilho âmbar de seus belos, agora completamente marejados olhares noturnos.

O tempo passa pra cerca de quatro anos à frente. Nos demos de cara com uma garota alegre, com cabelos rosas bebês, olhos azuis como um sereno mar mais brilhante de todo o oceano, baixinha, e no terceiro ano. Seu nome é Sayori.

Ela sempre teve uma depressão bastante severa ao longo de sua vida inteira, mas não se deixou levar ao extremo por causa de suas amigas que sempre estiveram lá para o que der e vier. Pelo menos era o que a pobre Sayori imaginava...

Ela caminhava reluzente como a luz da manhã nos corredores de sua escola, logo no segundo andar. Mas ela não esperaria que veria suas "amigas" debochando dela, como se fosse algo engraçado. Elas apenas mantinham papo com Sayori por conta que seus pais eram os mais poderosos em questão de fundos de todo o país. Então, obviamente qualquer um que aparecesse em seu lado, tinha segundas intenções por detrás dos panos...

Para alguma pessoa normal, este acontecimento seria um distúrbio, mas o máximo que fariam seria denunciar os "conhecidos", já que não eram mais amigos, aos asseguradores da escola por conta de seus atos. Mas Sayori, Sayori tinha uma condição mental bastante instável e desfavorável para si. Além da depressão, coisa boa não viria.

Chegando em sua casa, cacos de vidro foram quebrados, uma corda pendurada em seu quarto, e apenas um pensamento vinha em sua mente...
"Now, everyone can be happy..." (Agora, todos podem ser felizes...)

Esse pensamento não saia de sua cabeça, todos poderiam ser felizes, todos poderiam ser felizes, todos poderiam ser felizes, ToDoS PoDeRiAm SeR FeLiZeS, tOdOs pOdErIaM sEr fElIzEs...
"Todos poderiam ser felizes... se eu desaparecesse... todos serão felizes, se eu desaparecer." - Diz Sayori completamente nocauteada por seu pensamento que lateja sua cabeça, sabendo o que precisa ser feito. Mas na hora da ação...

"Sayori, chegou visita pra você!" - Diz a mãe de Sayori (seu nome - Natasha)

Sayori acreditava não ter amigas, não ter amigos, não ter família, não ter ninguém. Então por alguns segundos ela se manteve estabilizada com um caco de vidro apontado em seu pescoço, ela apertava tão forte esse caco que a mão dela rasgava e sangrava incondicionalmente.

Mas quando ela decide dar as caras e ver quem é a tal "visita" que Natasha se referia, ela deu de cara com um rosto não tão familiar, Lucas.

Um homem pardo de olhos obscuros como o mais negro diamante, cabelos levemente ondulados como uma tormenta maré salvadora.

Ele era bastante amigo de Sayori, mas se separaram ao fundamental por questões desconhecidas da parte de Lucas. Mas parece que seu reencontro não foi tão bom quanto ambos gostariam.

Sayori o vendo fica perplexa por dez segundos, e depois volta a falar novamente com um tom forçado de "Seja Bem-vindo"

"Nossa Lucas! O que te trás aqui depois de tantos meses fora?" - Diz Sayori tentando ter um tom amigável, mas claramente errando abruptamente.

"Não." - Diz Lucas com um tom sério, sabendo que tem algo errado sob Sayori.

Sayori claramente entra em dúvida sobre a resposta amarga que recebeu de um velho convidado que não via a muito tempo.

"É o qu-" De repente Sayori é interrompida.

Lucas de forma abrupta leva Sayori correndo pela escada de sua casa e vai levar ela pro quarto. Assim que eles entram, Lucas olha na cara da Sayori e vê a corda no teto, depois olha pra Sayori, depois vê o caco de vidro manchado com sangue, e depois pra Sayori, e depois olha pra mão rasgada ainda ensopada de sangue da Sayori, e depois de volta pra ela.

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