Here Without You

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N/A: Como eu vim parar aqui meu deus eu só tenho 6 anos! Zoeira a parte eu queria começar dizendo que eu NUNCA escrevi fanfic Steloisa, e que nem sei como comecei está aqui, eu só fiquei muito obcecada com o casal e uma ideia começou a surgir na minha cabeça e eu precisava compartilhar, se é que alguém irá ler essa aqui. Pois muito que bem, a fic vai ser intercalada entre as realidade dele e a dela, terá alguns pov's de ambos e os títulos são músicas que acho parecida com eles. No mais é isso, espero que gostem!!

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A vida dele era todos os dias a mesma, a mesma rotina. Ele acordava, tomava seu café, verificava se tinha alguma notícia dela e ia para a ONG que havia descoberto há 1 ano atrás, era uma organização que oferecia serviços para todos os tipo de pessoas em situação de vulnerabilidade, se tivesse alguém precisando de alguma ajuda seja ela qual fosse, lá era sem dúvidas um lugar para ir, ele conheceu passando um dia e ficou intrigado com a quantidade de crianças e começou a ir regularmente, logo depois viu que algumas vezes nescessitavam de orientações jurídicas, e assim o fazia. Os casos quase sempre se concentravam em mães em busca de pensões alimentícias e aposentados precisando de auxílio com aposentadoria,  ele gostava de passar o tempo la, mesmo quando não tinha ninguém precisando de um advogado, será que ainda poderia se considerar um advogado? Ele não assinava nenhum dos casos que ajudava ali, geralmente dava os conselhos e a diretora da ONG resolvia o que vinha a seguir. Stenio por muitas vezes se viu inserido em atividades que pouco tinha a ver com a advocacia mas era melhor que ir para aquela casa sozinho, no começo de tudo isso o enlouqueceu um pouco. A restrição dessa nova realidade, não ser visto ou se ser visto não chamar atenção, Stênio sempre foi alguém que gostava de circular livremente em qualquer lugar que fosse, sempre gostava de estar rodeado de pessoas e em festas badaladas, ele gostava da atenção, era vaidoso e nunca imaginou sua vida como agora. Ali naquela pequena cidade no interior da Bahia onde tudo não poderia ser mais diferente do Rio de Janeiro ele tinha começado outra vida.

No começo as pessoas não fizeram muitas perguntas, talvez por perceberem que ele estava quebrado e sem nenhuma condição de partilhar nenhum detalhe da sua vida, depois ele deu umas respostas aqui e outras ali, sem detalhar muito e sem se afastar da verdade, como advogado ele entendia que o quanto mais você se afastava dos fatos verídicos mais poderia se enrolar na mentira, no fim todo mundo entendeu que ele era apenas uma pessoa "muito reservada", viram que ele era gente de bem, só não era de muita conversa pessoal, então o acolheram a melhor forma possível.

Tomou a decisão mais difícil da sua vida há 3 anos atrás, no momento não pareceu algo tão desafiador, era a vida dela que estava em risco e entre a vida dela e a dele a escolha era simples e sempre seria Helô. Se fosse sincero ainda que nessa vida de exílio e solidão quando pensava nela segura tudo parecia mais fácil. Ele recebia notícias dela e de Creusa, havia montado um esquema pra que conseguisse saber se elas estavam bem, se Helô ainda continuava segura. Nada disso seria possível sozinho então com a ajuda de Laís ele havia pensado em tudo, quebrado algumas várias leis e lidaria com isso em algum momento da sua vida. Ele não queria envolver ninguém nisso, já tinha feito isso uma vez e quase viu o amor da sua vida morrer, mas Laís tinha descoberto tudo e sendo bem sincero era quase impossível realizar todo um plano desse sem nenhum apoio. Então contava com a ajuda da amiga em lhe mandar notícias de Helô a cada 2 meses e juntamente uma quantia em dinheiro que o escritório rendia, esse chegava através de uma conta poupança utilizada somente para esse fim, além do trabalho na ONG Stênio ainda auxiliava Laís com alguns clientes mas de forma que seu nome não entrasse em lugar algum e que em nenhum momento isso colocasse a carreira da amiga em risco, Stênio passou muitos anos da vida investindo, e isso também lhe gerou uma vida confortável agora. Ele tinha poucos gastos, a vida que levava agora não exigia ternos sob medida, roupas de grife, nem carros de luxo e muito menos apartamentos milionários.

Hoje era o dia que Laís lhe mandava notícias, elas sempre chegavam através de um email codificado e seguro que ele havia lhe passado, Oto fazia a segurança da rede do escritório e um dia explicou tudo a Stênio como funcionava, o contato de Laís era esporádico pois evitavam riscos mas sempre muito detalhado, ele poderia dizer que era o ponto alto dos seus dias naquele lugar. Ela lhe contava como estava Helô e essa era a maior parte dos emails, mas também contava de algum cliente particularmente difícil e quando precisava pedia ajuda, falou quando Oto e Brisa tiveram seu primeiro filho o que deixou Stênio feliz e emocionado, o casal merecia ser feliz, Laís falava também da sua vida particular e de como sentia a falta do amigo, todas as mensagens ela terminava lhe dizendo isso, e Stênio também sentia, ele sentia falta das pessoas que amava e isso era a parte mais difícil de tudo aquilo.

O e-mail de hoje não começou diferente dos outros, as palavras de Laís parecendo na tela do notebook do ex advogado prendiam sua atenção.

"Caro amigo, espero que esse e-mail chegue até você com segurança.
As coisas nos últimos meses tem sido estranhas, mas não se preocupe, estamos todos em segurança, ela principalmente!! O motivo da estranheza é a própria Helô, ela tem estado aérea, tentei perguntar mas você conhece muito bem Heloísa Sampaio, e ela não me deu nenhuma abertura! Sempre que tento trazer algo referente aos sentimentos dela ela se afasta e fica aproximadamente 1 semana sem responder minhas mensagens ou ligações. Mas no mais, ela está bem, teve novamente uma grande prisão e apareceu no Jornal Nacional." — Aquilo tirou um sorriso de Stênio, ele poderia ver os olhos dela enquanto dava entrevista, a expressão séria e orgulhosa de quem sabia fazer muito bem seu trabalho— "Drika tem visitado com mais frequência, acho que a presença do neto de vocês afaga o coração da delegada, gostaria de encaminhar uma foto dele para você mas não sei se é seguro. Ah, a Creusa passou uns dias no Maranhão, voltou toda corada e sorridente, ela diz que sente falta da terra dela e consigo trouxe um carregamento de comida típica.
O escritório está indo bem, no último mês pasme você, não tive nenhum cliente que me deu dor de cabeça e conseguimos aquele habeas corpus que você me ajudou na petição, você nunca perde seu jeito. Stênio gostaria de poder dividir tudo isso pessoalmente ou por sequer uma ligação, não vou me acostumar nunca com isso, sei que você faz para protegê-la mas me preocupo igualmente com você! Sinto sua falta meu amigo!

Com saudades, Laís."

Como sempre acontecia nos dias em que recebia o e-mail de Laís Stênio ficava pensativo, absorto nas imagens que a amiga descrevia, de Helô principalmente, os primeiros e-mails tinham sido doloridos demais, certa vez Laís chegou a dizer que sentia que o estava torturando dizendo o estado da delegada, mas ele insistia em saber, precisava saber dela como precisava respirar, sem qualquer notícia de Heloísa ele enlouquecia, e isso quase aconteceu nos primeiros meses daquela nova vida. Agora lendo que ela estava passando mais tempo com a filha e com o neto o mantinha ali, imaginando aquela cena, com os olhos marejados, ele necessitava que Helô fosse feliz, que reencontrasse a paz, mesmo que não fosse ao lado dele.

Mas como Stênio desejava que algum dia aquilo pudesse ser novamente uma realidade para os dois, como sonhava em tê-la novamente... Junto desse desejo vinha o medo, o medo dela nunca mais ser capaz de perdoa-lo.

Ele sabia o quanto tinha errado com aquela mulher, ele mais que ninguém sabia o quanto já tinha lhe feito sofrer, mas em nenhuma daquelas vezes a vida dela estava em jogo, nunca foi uma questão de vida ou morte, e ele tinha visto a morte de perto, tanto a dele quanto a dela. Preferia nunca ter o perdão de Heloísa do que imaginar ela sendo torturada ou pior...

No momento iria se contentar em imagina-la, em sonhar com ela, sonhar que poderia estar em seus braços, sentindo o cheiro que tanto amava, Deus como sentia falta dela!

My Way Back To You Stories to obsess over. Discover now