De sua eterna, Capuleto

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"23 de Maio de 1591

Talvez... Talvez pudesse ter sido diferente.

Talvez poderia ter sido melhor se tivessemos nos atrevido a fugir logo após trocarmos nossos votos naquele altar.

Agora, enquanto escrevo, fico pensando que deveríamos ter aproveitado mais do nosso tempo juntos. Me lembro, que durante aquelas manhãs, eu deixava minhas crenças de lado para amaldiçoar aqueles raios solares que te espantavam, para então, passar o resto do dia rogando pela misericórdia do meu senhor, esperando que tal força superior fizesse o dia passar mais rápido, para então, nos encontrarmos novamente.

Mas, agora que já não posso o reencontrar durante as noites, cá estou eu, sem ti, Romeu, agora que sabe que meu coração é teu, o que farei me rendendo a um casamento em que jamais encontrarei minha felicidade?

Agora devo apagar as velas do meu quarto, e enquanto levar o conteúdo daquele frasco até minha boca, me questionarei se meu coração já amou antes de agora, e durante meu profundo sono, terei completa certeza que não.

Meu Montecchio, meu Romeu. Se morro agora, morro por ti. Mas tenha certeza, que enquanto eu descanso em meu leito forjado, meu peito palpitará forte enquanto sonho em despertar e lhe encontrar ao meu lado, sereno e cativante, onde estarás ameu resgate para nossa tão almejada partida.

De sua eterna, Capuleto."

Romeu e Julieta | A carta nunca entregueStories to obsess over. Discover now