Antes da criação do universo, eu já existia em uma dimensão além da compreensão humana. Eu era um observador atemporal, sem o poder de criar, apenas existindo em minha própria essência. Com a chegada de Deus, todo o cosmos tomou forma e os seres que ele criou foram chamados de humanos. Eles eram dotados de alma, algo que antes de mim, era desconhecido.
Assumi o papel de guardião do purgatório, onde todas as almas, boas ou más, passaram por mim. As almas vagavam pelo universo antes de mim, mas agora, eu era seu destino final. Algumas delas questionavam sua existência e eu sabia as respostas, mas preferia deixar que o grande poderoso ou mesmo o diabo respondessem a essas dúvidas.
Séculos se passaram e eu comecei a sentir um sentimento novo: o tédio. Para acabar com essa monotonia, decidi passar algum tempo entre os humanos. Foi então que assumi a identidade de Edgar, Desde o início, eu sabia de tudo e a profecia dizia que eu, no final de tudo, ceifaria até mesmo o próprio Deus e o traria para mim.
Mas, me questiono: qual é o meu propósito? Ser apenas um ceifador de almas e um observador passivo? Decidi então viver entre esses humanos falhos e imperfeitos e descobri que alguns deles valem a pena ser poupados. Eles vivem cada momento como se fosse o último e isso me faz sentir vivo novamente. Em um mundo repleto de inutilidades, a vida desses poucos humanos é uma inspiração.
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MORTE
PoetryO ser que questiona sua própria persistência inevitavelmente experimenta o sentimento de tédio. Para combater essa apatia, o ser resolve viver entre os humanos e descobre muitas curiosidades sobre a existência humana. Todas essas novas descobertas s...
