oii, olha quem voltou! espero que estejam bem ^^
pois é, um tempinho se passou e cá estou eu com mais um dos meus delírios cheios de melação, espero de verdade que alguém goste disso 💤
esses 2son me dominaram de um jeito que eu vou falar hein, sou totalmente dependente deles 😭
enfim, a quem for ler, boa leitura ♡
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Se iniciava o inverno na Inglaterra. Fazia um frio rigoroso na capital. Ainda assim, os jogadores do Tottenham Hotspur não deixavam o treino de lado, principalmente Richarlison. Decidiu que treinaria duro até ultrapassar seus limites, já que vinha farto de seu desempenho ultimamente. Mesmo com o frio gélido que lhe congelava até os ossos, ele continuava sua rotina intensiva de treino, sequer dando importância para o clima como deveria. Son, seu namorado, sempre "preocupado demais" segundo o brasileiro, vivia o alertando para se agasalhar devidamente pois seria pior se ele ficasse doente. Ele escutava, mas acabava entrando por um ouvido e saindo pelo outro.
E em pouquíssimo tempo ele percebeu que vinha ficando excessivamente fatigado, não conseguia se exercitar bem, sentia calafrios, seu corpo quente o tempo todo. Bem que Heung-min o havia alertado.
Quando o dia amanheceu e seu despertador tocou, era como se alguém o tivesse golpeado forte na cabeça, a sentia latejar como o inferno. Richarlison desligou o aparelho e voltou a se aconchegar em meio ao edredom quente. Son, já acordado, estranha o comportamento do namorado, já que ele sempre costumava levantar antes de si, mesmo em dias de folga. Se aproximou da cama e o chamou.
— Bom dia, Richy. Não vai levantar? — diz afastando a coberta de seu rosto.
— Sonny... Eu não 'tô bem não.
— O quê? — arqueia uma sobrancelha, confuso.
Richarlison estava tão desnorteado que por pouco não percebeu que havia falado em português acidentalmente. No entanto, tratou de se corrigir.
— Sonny, acho que 'tô doente. Não 'tô bem.
Dito isso, Heung-min leva a destra até a testa alheia para checar se havia febre.
— Meu Deus, Richy! Você 'tá queimando de febre. — percebe o mais novo se contorcer de frio na grande cama em que estava deitado — Eu não falei pra você se agasalhar direito? — estala a língua em desaprovação.
— 'Tá parecendo a minha mãe falando. — diz, dando seu meio sorriso característico.
— A sua mãe se preocupa com você, assim como eu. — bronqueia sério, mas logo abre um sorriso carinhoso. — Estava tão focado no treino que se esqueceu de cuidar de você. — acaricia o rosto do mais novo o induzindo a inclinar a cabeça para o lado como se fosse um gatinho que pedia por mais carinho.
Richarlison sequer disse algo. Sabia que deveria ter se cuidado melhor. Heung-min não estava menos que certo.
— Sorte a sua que hoje não é dia de treino. Vou ficar aqui pra cuidar de você, sim? — afirma, acariciando os fios ralos do platinado.
— Eu não poderia pedir remédio melhor, amor.
Dito isso, o coreano deposita um breve selar na testa do mais novo e deixa o cômodo por um instante, logo voltando com uma caixa de remédios em mãos. Assim que o viu, Richarlison fez uma careta, típico dele, que odiava se medicar. Son não conteve o riso, pra ele era cômico como um cara de vinte e cinco anos conseguia se portar como uma criança birrenta.
— Mas eu não quero, Heungie... Não vou tomar isso aí, é ruim pra caralho.
— Richarlison, você não quer melhorar, né?
— Por que me chamou pelo nome inteiro? Isso significa que você 'tá bravo. — o coreano viu um bico se formar nos lábios alheios instantaneamente, este que o deixava extremamente fofo.
— Eu vou ficar se você não melhorar logo. Aquele CT não é o mesmo sem você. — sorri.
Assim, depois de muito relutar, o brasileiro aceitou tomar o tal remédio, mesmo reclamando até pelos cotovelos. Não satisfeito, fez Son prometer que o recompensaria, fosse com uma caixa de chocolates ou outra coisa.
Mais tarde, depois de dormir um pouco pelo efeito do remédio que tomara, sentiu falta de Son e foi procurá-lo, o encontrando na cozinha.
— O que 'cê tá fazendo, Sonny? — disse enquanto chegava por trás do outro, enlaçando os braços em sua cintura, o trazendo para perto e enterrando o nariz na curvatura de seu pescoço, um hábito seu.
— Ah, como você parecia mal, pensei em cozinhar algo pra te deixar melhor. — Richarlison se posiciona ao lado do mais velho para averiguar o que ele fazia — É uma receita de família. Um tipo de ensopado com alguns legumes e outras coisas. É bom ingerir coisas quentes quando se está resfriado.
— Você é tão incrível, amor. Eu te amo tanto. — diz, deixando um selar em uma das bochechas e em seguida na ponta do nariz de Son.
— Eu também te amo, Richie. Muito. — o mais velho responde, acariciando seu rosto com o polegar e o fitando com seu olhar característico, profundo e brilhante, pelo qual Richarlison era perdidamente apaixonado.
O brasileiro, ainda meio extasiado, observava Heung-min voltar a mexer a panela com tanta destreza que não pôde evitar se admirar. Se sentia o cara mais sortudo do mundo por ter alguém como ele ao seu lado.
Quando provou o prato feito por Son, de alguma forma sentiu como se tivesse voltado ao Brasil, para sua terra natal. Há algum tempo não comia comidas caseiras tão bem preparadas. Fez questão de elogiar o prato a cada colherada que dava, fazendo o coreano corar envergonhado para a graça do brasileiro.
Ao fim daquele dia, Richarlison já não se sentia tão mal. Acreditava que havia melhorado principalmente pelos cuidados de Son. Se sentia extremamente grato por ele ser sempre tão atencioso consigo, porque não importava a circunstância, o coreano era sempre o primeiro a se preocupar e oferecer ajuda não só a ele, a qualquer um que precisasse. Esse era mais um dos mil motivos pelos quais ele admirava Heung-min. Por ser tão altruísta a ponto de colocar as necessidades dos outros acima das suas próprias.
À noite, o casal se encontrava fazendo o seu programa favorito: assistir a filmes de qualquer que fosse o gênero, agarradinhos um ao outro sob um edredom bem quente para protegê-los do clima severo de inverno. Richarlison ainda ingeria um chocolate quente que havia implorado a Son para fazer, este que não resistiu e acabou cedendo aos caprichos do brasileiro. Ele amava tudo aquilo, não poderia estar mais realizado. No fim das contas, ficar doente teve seus benefícios, pelo menos ao ver de Richarlison. Assim, ele teria a atenção do coreano toda para si, com direito a muitos mimos e chamegos, que ele adorava. Richarlison já não se via sem Heung-min ao seu lado, e realmente não queria saber como seria. Richarlison amava Son. E como ele amava! A cada dia que se passava, ele o amava mais. Porque ele tinha mil e um motivos para isso. Son era apaixonante. O seu porto seguro em dias de tempestade. O amava com todas as suas forças. Não poderia estar mais feliz em ter alguém como Son ao seu lado. Ele se orgulhava disso por inteiro. Para ele, seria para sempre o seu coreano, o seu Sonny.
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talvez me dê a louca e eu apague essa boiolagem alguma hora, mas eu confesso que amo isso. espero que alguém goste tanto quanto eu 😭
