A menina ao lado dos destroços do navio se viu num lugar bem claro e parecia ter algo ainda mais brilhante atrás daquele grande sol.
Após a mesma acordar ela olha em volta e se encontra muito ansiosa começa a suar e sentir seu corpo inteiro gelando, seus batimentos cardíacos estavam acelerados e sua pele começo a aparecer manchas vermelhas.
Confusa, machucada e cheia de hematomas, a jovem anda mancando e com um corte na cabeça, não muito fundo nem muito letal.
-Mas...Eu...Aonde estou?- A menina caminha olhando ao redor confusa e com medo.
A menina, que já não estava completamente bem acaba pisando em uma pedra que perfura o seu pé, mas ela não parece perceber e continua andando procurando por alguém que a possa ajudar.
Ela estava com fome,confusa e vulnerável a muitas doenças mas logo se depara com pequenas frutas com cheiro de carne de churrasco, como estava com fome devorou uma sem nem pensar.
-Isso realmente é muito bom- Diz pegando outra-Tem gosto de carne , são frutinhas feitas de carne? Ou carnes feitas de frutinhas?.
Após comer várias frutinhas de carne, Eleni pegou suas sementes gordurosas e as guardou em seu sutiã.
Após Muito tempo caminhando, ela encontra uma vaca, mas aparentemente só a alma dela comendo uma grama amarelada, A menina estava em choque, mas decidiu se aproximar do ser e conseguiu passar a mão.
-Senhora vaquinha, és muito gelada,
parece que dormiu de baixo da neve- A cacheada olha em volta- Bom, se dormiste em baixo da neve, então não foi por aqui.
Ela estava tão aliviada e confusa ao ver que existe vida naquele lugar bizarro que por pouco não ouviu os galhos se mecherem de forma agressiva atrás dela, ao se virar rapidamente vê um galho bastante próximo balançando e uma silhueta pulando e sumindo ao meio das árvores.
-Mas o que eres aquilo?Um animal gigante?-Ela diz acariciando o animal gélido.
Ela para de acariciar a vaca gélida, e vai na direção ao galho encontrando apenas uma trilha de sangue fresco.
Eleni olha como estivesse prestes a vomitar, ela se vira e vai até a vaca que estava deitada nas gramas
- Oh pequena vaca- Diz se sentando ao lado dela- Como o mundo pode ser tão cruel, as crianças naquele navio, os animais e até pessoas inocentes se afogaram em minha frente.
-Muu-A vaca mugi e logo deita sua cabeça.
-Tens razão- ela diz deitando sobre a grama- Ninguém merecia aquilo...-Ela se levanta assustada- Mas não tinham corpos ou sangue aonde estava. Então deves ter alguém por aqui além de mim- Ela olha para a vaca- E você querida.
Seu barraco feito de Madeiras felpudas juntas por um cabo de vento sólido, ela consegue também fazer um cercadinho para sua amiga vaca.
- Finalmente Betty, Conseguimos fazer um cantinho para a gente- Ela olha a vaca com um sorriso de orelha a orelha.
-Muu-A Betty mugi com felicidade em seu novo lar.
-Ah!- Diz se esquecendo de algo- Aonde eu puz aquelas sementes gordurosas mesmo- Diz apalpando cada parte do seu vestido branco sujo e rasgado- Oh!-Diz a procurar em seu sutiã- Estão aqui, agora é só plantar.
Ela vai até uma parede de sua casa e com as mãos ela cava a terra e logo em seguida joga as sementes no mesmo e os cobre com terra.
-Ufa!- Diz orgulhosa de si- Finalmente temos agora uma fonte de alimento,essas frutinhas, mas espera, eu não senti sede até agora...E eu ainda não bebi nada desde que eu cheguei aqui.
Ela ouve algo se mechendo atrás de você, mas quando se vira vê um balde cheio de um líquido não muito parecido com água mas também não muito diferente dela. Ela encarou o balde que apareceu ali mas logo percebe aquela mesma trilha de sangue fresco de antes.
A enrolada, após deitar em sua cama de madeira felpuda ela pensa, sobre quem havia deixado aquele balde, e o porque daquele ser ou coisa nunca ataca-la, ele está ferido?, ela se pergunta, ou só tem uma alma excruciante?, quando mais ela pensava mais indecisa ficava sobre aquela ser que a observava.
- Você consegue Eleni- Ela diz autoreferindo e se debatendo de um lado para o outro- Você sabe que essa coisa, pessoa,ser não quer te machucar então por que estás com medo?-Ela suspira - Papai tinha razão, nunca serei boa como pedreira, eu sou muito medrosa.
Enquanto Eleni tinha sua briga interna, no buraco que era para ser uma janela se materializa um ser, que a fica observando até que a mesma durma, e quando dorme este ser entra na janela e para em sua frente e diz murmúrios estáticos e com uma voz rouca parecendo que estava anos pedindo água no deserto:
-Eleni, Que esbelta és- Diz passando sua mão gelada nos cabelos cacheados dela- Vejo que puxaste o cabelo de sua mãe- O ser aparenta sorrir-Espero poder verte em breve, branca de neve.
O ser antes de sair deu um beijo em sua Buchecha que a deixa marcada de sangue e logo em seguida sai pelo mesmo lugar que havia entrado, após Eleni acordar pouco tempo depois, ela passa a mão em sua Buchecha e sente algo, molhando e com cheiro forte de carniça
-Mas o que- Ela diz indignada e aterrorizada- Isso é sangue?, mas de quem? Aí meu Deus, o aconteceu? Porque, porque, porque?!.
Ela levanta e se olha numa placa de água, vê sua Buchecha com a marca de sangue borrada, pois a mesma havia passado a mão, e continuasse a passar e não descansaria até tirar toda a marca de sangue.
-Espere um minuto- Ela vai até a janela e vê O grande sol brilhante com algo ainda mais brilhante atrás do mesmo, no mesmo lugar nem desceu nem subiu, mais ainda sim todas as árvores e recursos de madeira que ela tinha estavam escuros como se fosse noite- Nunca havia percebido isto, acho que é pelo fato de eu estivesse muito ocupada.
Ela se deita de novo em sua cama e encara a janela
- Bom janela , por favor não deixe seres entrarem aqui- Ela da uma risadinha e logo em seguida apaga.
Mas, mesmo com seu pedido uma pequena criatura entra e a encara dormir, sem encostar ou falar, apenas ficar em pé na frente da mesma.
VOUS LISEZ
Ilha das Três Dimensões
FantasyUma menina acaba de sofrer um acidente e acaba numa ilha um tanto peculiar, lá ela percebe que é um novo ambiente, ou melhor, um Novo Mundo ela quer muito ir embora, mas ela não quer deixar eles ali
