Espantalho

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"Nada pode ser obtido sem uma espécie de sacrifício. Para se obter algo é preciso oferecer algo em troca de valor equivalente. Esse é o princípio básico da alquimia, a Lei da Troca Equivalente."

-O que é isso? Ell disse.

-Se liga o que eu pedi pela internet, têm várias informações sobre alquimia e os caralhos, bem, pelo menos vai deixar agente ocupados por meia horas, talvez uma hora, enfim, eu esperei ficar a noite para te mostrar. Disse Suzie.

O livro que Suzie que está nas mãos já nos primeiras páginas diz sobre algo de medo, como as rédeas do nosso mundo pode ser facialmente mudada com o conceito de medo e apavoro, uma ideia que muitas das vezes pode ser introduzida sem nenhum sentido aparente, o livro que a suzie é bem feito, oh se é, a sua capa é feita de couro que possui um kanji estampado "恐怖", que é estranhamento é mais macio que deveria ser, as suas páginas que possuem texturas de folhas velhas faz do livro no mínimo impressionante o quão bem feito é, julgando que veio de algum lugar da internet e bem barato é no mínimo de se estranhar. Suzie vira o seu livro mostrando as paginas que fala sobre medo.

-Ell, aqui no final, você está vendo? Tem uma instrução de como fazer algo ter medo!? Sei lá vamos tentar agora naquele espantalho, se isso der certo eu vou borrar nas calças é sério. Disse Suzie sacudindo a cabeça na direção da janela.

Com a luz da lareira iluminando a sala, dando destaca para os dois sofás amplos, um grande tapete de com vermelho vibrante, em meio a uma ambiente relativamente bagunçado por embrulhos de presentes em uma cabana no meio de uma floresta qualquer com um espantalho normal que fica bem no fundo do terreno cuidando de uma pequena plantação abandonada já a algum tempo. Ell olhando para o espantalho agora, é quase como se ele estivesse olhando diretamente pra ele, o escuro faz do rosto dele uma distorção de imagem desconfortável, ele sente como se não pudesse parar de olhar, porque talvez mas só talvez, o espantalho não esteja lá quando Ell tentar se voltar a sua atenção pra ele de novo.

-Boo, caramba com quem eu falei isso, eu já estou aqui fora, enfim, se vai ficar eu vou quero ver o que acontece. Disse Suzie

-Talvez eu seja um egoísta por não quere ir? Disse Ell

-Nam, no mínimo você tem bom senso, tô indo, qualquer coisa é só dar um grito que nossos país acorda, eu acho pelo menos, é um só um livro, fica de boa. Disse Suzie

Ell coloca o rosto na janela feita de vidro, com os seus olhos vai acompanhando a trajetória da sua irmã que vestiu uma capa de chuva roxo e com sua lanterna cheio de adesivos de uma série adolescente do momento, Ell ver a chegando no espantalho, Suzie o puxa o espantalho que acaba caindo , pelo que ell conhece a sua irmã, ela está se divertindo, mesmo longe, Ell ainda consegue distinguir que Suzie puxou o seu livro. Passando alguns minutos, ela vira na sua direção e acena, logo em seguida olha para o chão e fica um tempo, sem mover, apenas paradas.

-Ei, eu acho algo se moveu. Uma voz com dificuldade de ser pronunciada disse, um pequeno barulho de algo parecido com bastão de madeira que pode ser ouvido atrás dele.

Rapidamente Ell se virou, nada lá, "o que foi isso", o pensamento passou pela sua cabeça, ao voltar atenção para a Suzie, "" o que está acontecendo ali?", Suzie está se colocando na estaca onde era para o espantalho, "espantalho? Onde est-". O seu corpo simplesmente fica gelado aquilo que está não pode ser o espantalho né? NÉ!!!

Cadê a sua voz? Ela está sendo abafada, um sentimento de sufocamento enorme, o que é isso? O QUE ESTÁ SAINDO DA MINHA BOCA! Corvos atrás de corvos não para de sair, Ell cai de joelhos com incontáveis corvos saindo da sua boa uma após o outro, bem na sua frente um par de perna palhas e com uma Caloca jeans todas rasgado, uma voz estridente.

-Eu ainda preciso afastar os corvos da minha plantação.

O corpo de Ell começa ser amassado com a força sem logica do espantalho, os seus membros estão tão distorcidos que os seus ossos estão estilhaçados, a cabeça é paga e é jogado contra o chão que agora foi pintada de vermelho com um tom vivo.

-Gostei de matar corvos. A voz quase inaudível.

O corpo de Ell começa se transformar em cabeças e pequenos membros de corvos, todos mortos, até que por fim, o lugar que havia uma pilha de resto de carne apenas estivesse um amontoado de corvos.

-EU ODEIO CORVOS!!!

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