Já havia se passado treze anos desde do dia que Isolda, viu o garoto dos cabelos negros pela a última vez. A princesa estava preste de completar seu vingéssimo primeiro aniversário, e a garota não estava muito empolgada por esse dia.
Depois que Isolda foi atacada pelo o grupo de crianças perto do castelo, e salva pelo o garoto que ela nunca mais viu desde de então, a princesa começou a treinar com a espada apesar do seu pai não aprovar no início, porém com o tempo ela mostrou uma habilidade supriendente com a espada.
-Você fica cada vez melhor! - seu pai dizia enquanto limpava o suor de seu rosto- um dia você poderá lutar comigo na guerra!
Aleixo e sua filha tinham quase os mesmos gostos, mas quando se tratavam de batalhas eles se completavam, e isso os uniam ainda mais.
-Por que eu lutaria por esse povo que me odeia?- Isolda se sentou no chão olhando as mãos cheias de calos - Você escutou os boatos?
-Há muitos boatos correndo por aí ultimamente...-Aleixo pega uma jarra com água e enche uma taça e continua a falar- Qual deles você está falando?
-Que "a bastarda do rei" é tão feia e repulsiva que nenhum homem nesse reino ou em qualquer outro se casaria com ela...
Ela se levanta e caminha até seu pai, enche uma taça e bebe lentamente.
-Me pergunto como eles falam esses rumores se há anos que eles não vêem a "princesinha bastarda"? -
De fato havia anos desde de então que o povo de Margianni, viu a princesa Isolda pela o última vez, pois não sabiam qual era a real aparência de Isolda. E a mesma andava perambulando pelas as ruas do seu reino procurando o garoto que a salvou das crianças cruéis á muito tempo atrás.
-Você não precisa se preocupar com isso, minha filha- o rei caminha poucos passos para pegar na cabeça da filha- você herdou a beleza da sua mãe. Você é quase a cópia dela...
O olhar de Aleixo era de saudades e algo á mais, que a princesa não soube identificar.
Isolda era muito parecida com sua mãe, exceto pelos os olhos castanhos claros penetrantes - que herdou de seu pai, assim como gostos de lutas- tinha cabelos castanhos escuros, que desciam sobre suas costas como uma cascata, um rosto levemente redondado, não era alta, e a garota odiava isso. Seu corpo era esquio e ela não tinha tanta curva, no entanto isso não a tornava menos bela.
Como se Aleixo acordasse de um transe ele se vira para a saída da sala.
-Tenho reuniões agora...- o rei se vira somente uma vez para olhar nos olhos de sua filha- Esse povo será seu Isolda, não importa se sua mãe é ou não uma rainha. Você é minha amada filha... e você será a rainha deles, tendo sangue puro da realeza ou não.
Com isso o rei sai com passos firmes para algum lugar do enorme castelo, deixando para trás uma garota com lágrimas nos olhos, de felicidade e tristeza.
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Isolda disparou como uma flexa para o seu quarto, chegou já estava ofegando bastante, ela trancou a porta atrás de si e se jogou na sua enorme cama. A garota tirou sua espada da cintura e ficou olhando o pequeno rubi brilhando em sua espada, era como se um olho estive olhando para ela, através daquela pequena pedra.
Ela deixou sua espada na cama e foi até a janela, o dia estava lindo para uma caminhada, o sol brilhava forte e quase não haviam nuvens no céu. Isolda sentou no batente da grande janela e ficou sentindo o vento do verão soprando em seu rosto.
A garota já estava pensando em sair para dá uma volta fora dos muros do castelo, quando uma batida em sua porta fez a pobre Isolda quase cair da janela, ela olhou para baixo e viu vários metros abaixo até o chão- por um momento ela viu sua alma sair do corpo- voltou para dentro do seu quarto onde era seguro.
-Quem é? - a princesa pergunta.
-Felipa- uma voz jovem fala atrás da porta grossa- vim ajudá-la com o seu banho, vossa alteza!
Isolda olha para a porta não querendo abrir e foi isso que ela fez. - Não preciso de ajuda para lavar meu corpo, você pode ir embora!
-Mas vossa alteza...
-Vá embora logo! -a princesa eleva mais a voz para a empregada atrás da porta fazendo a coitada ir quase correndo escada abaixo, Isolda quase teve pena dela, por subir aquele horror de escadas e dece-las novamente, mas era isso que Isolda fazia todo o santos dia.
Isolda preparou seu próprio banho e se lavou com calma, ela tinha vários hematomas em seu corpo, não queria que ninguém vissem manchas rouxas -por que uma princesa teria hematomas em si?- porém a garota via cada mancha e cicatrizes que havia ganhado como um troféu, pois isso mostrava que ela não era fraca como antes.
Quando Isolda saiu da sala de banho teve uma grande surpresa quando viu, uma mulher de meia idade parada de braços cruzados no meio de seu quarto.
-Quero vê se você me expulsar daqui!- a mulher continuava com de braços cruzados e olhando sério para a princesa.
-Nem um exército conseguiria fazer tal coisa, Amélia.- Isolda dá um sorriso.
Aquela senhora cuidou de Isolda desde que sua mãe morreu, a princesa nunca precisou mentir ou ser outra pessoa perto dela, ela se sentia segura.
-Como você conseguiu entrar?
Amélia mostra várias chaves- Você não vai se livrar de mim, vossa alteza, nem mesmo esses montes de degraus vão me impedir disso.
A princesa nota que sua cuidadora havia perdido
peso, seu vestido que usava com frequência estava mais solto em seu corpo, e sua face estava menos redonda, Isolda viu que seus cabelos já estavam prateando, então percebeu que Amélia já estava ficando velha, e seu coração apertou.
-Acho que vou ficar em um quarto que tenha menos degrais para subir- ela olhou em torno de seu quarto - isso é muito cansativo não é mesmo Amélia?
A cuidadora olha com um olhar cheio de compaixão para a sua futura rainha e caminha até ela - Princesa Isolda, você é muito boa...mesmo com aqueles que não merecem tamanha bondade...- Amélia analisa a mulher em sua frente.
-Onde você se machucou dessa vez?- a senhora caminha até uma maleta que estava em cima da cômoda e pega uma polmada e volta até Isolda.
-Como você sabia?- A garota pergunta olhando a senhora.
-Conheço você muito bem, agora mostre-me seus machucados!
Isolda dá um leve sorriso e mostra todos os hematomas para Amélia. Depois que a senhora cuidou bem dos machucados da princesa ela não perdeu tempo e ajudou a garota a vestir os vestidos que eram complicados para vesti-los sozinhos.
-Está linda, vossa alteza!
-Prefiro as calças, são mais práticas e muito, muito mais confortáveis.
-Podem ser! porém não acho muito bonito para uma princesa. -Amélia faz uma careta fazendo Isolda saltar leves risadas- Mas no final tudo fica lindo em você.
-Obrigada...
-Agora temos que descer todos os horrores de degrais...
-Se você se cansar te levo nas costas- a garota mostra suas costas para sua cuidadora- estou treinando meu corpo todos os dias, não sou mais fraca!
-Você nunca foi fraca, querida. Você é a mulher mais forte que eu já conheci- Amélia toca no rosto de sua amada criança e olha bem nos fundo de seus olhos- tenho certeza que você será uma extraordinária rainha.
-Agora está na hora do almoço, você não deve deixar vossa majestade esperando, vamos!- A senhora sai puxando sua alteza pelos os degrais abaixo, ambas felizes.
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A princesa bastada
RandomFilha do rei Aleixo MacGyver, um rei considerado muito poderoso, e é visto por muitos como um soberano bom e justo, porém muitos não acham o mesmo. Isolda considerada pelo o seu povo como "princesa bastarda" ou simplesmente "bastarda". Desde de mui...
