1- o começo

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Acho que as vezes o melhor a se fazer é sair de fininho, talvez o problema seja que EU fujo dos meus problemas. Mas a vida é feita de ciclos, e o meu antigo acabou. Eu morava no interior, e tinha uma vida perfeita, sempre estava cercada de amigos e tinha o "melhor namorado do mundo", isso era na visão das pessoas que estavam ao meu redor, porque para mim tudo estava muito cansativo! Eu tinha a sensação que todo mundo a minha volta parecia estar conformado em ficar naquela cidade do interior, convivendo com as mesmas pessoas e fazendo as mesmas coisas, e eu EU NÃO! Eu sempre tive planos de viajar, conhecer diversas culturas e pessoas...

E então, um colega do meu pai comentou com ele sobre uma agência de intercâmbios, e se você passasse por uma prova conseguiria um desconto de 70%. Eu fiquei obviamente super animada, e sem falar para NINGUÉM, me dediquei a passar nessa prova e ir para o intercâmbio durante 1 ano.

E cá estou eu, fugindo de toda a minha antiga vida. Acho que por todo os recentes acontecimentos (meu recente término), não quero namorar, acho que talvez no futuro, mas também não vou deixar de aproveitar as chances com os gringos gatinhos.... Quero viver, criar novas memórias, conhecer gente nova, conhecer culturas, conhecer o Havaí!

[...]

As borboletas na minha barriga davam tantas voltas que eu não consigo nem descrever, o meu coração estava quase pulando da minha boca. Mas abri um sorriso quando vi um cartaz escrito: "Maya estamos aqui!". Uma mulher loira com cara de gringa segurava no colo uma menina que tinha uns dois anos, e do seu lado, um homem bem bronzeado e que aparentava ter uns 40 anos, segurava o cartaz. Algo que me deixava muito mais segura é que eu já vinha tendo contato com minha host family durante meses, para eu conhecer eles e vice e versa, e também meus pais nunca deixariam eu vir para cá sem conhecer com quem eu ficaria.

-Bem vinda maya! Como foi a viagem?- perguntou Claire, a mãe da família e a gringa mais fofa que eu conheço (na verdade nem posso dizer isso, porque por enquanto ela é a única gringa que conheço...). 

-Foi muito boa! E como vocês estão?- quando eu comecei a falar a helena que era neném de 2 anos ficou rindo para mim, esses meses conversando realmente nos ajudaram bastante a nos conhecermos. Logo percebi que Math se aproximou e me ajudou carregando minha mala, ele é o pai da família, e foi a "razão" por eu ter escolhido essa família, ele teve país brasileiros e chegou a morar no Brasil por um tempo, e ele saber falar português me deixou mais segura de vir, mas vim para melhorar meu inglês e irei, já que ele é o único aqui que sabe falar português.

-Estamos bem, só o henry que de repente resolveu ter uma terrível dor de barriga- Math disse debochando porque pelo pouco que conheço henry sei que é mentira, mas a única que acredita é a Claire. Não demorou muito para que ela lhe desse um tapa como reprovação, e eu conheço esse tapa muito bem, é igual quando você fala besteira na frente da visita e sua mãe te bate. Henry é o filho mais velho de Claire e Math, ele é só um ano mais velho que eu. 

Continuamos conversando enquanto saíamos pelo o aeroporto e pegamos o carro para ir para casa, já que eu estava na capital Honolulu e morávamos a cerca de 1 hora e meia dali. 

Surfando nas ondas do amorWhere stories live. Discover now