Estavamos sentados em volta da fogueira como acontecia durante os casamentos da Aldeia. Henrique me estendia um copo com uma bebida de frutas que não podia definir o sabor, já que haviam misturados o restante do que estava velho no armazem para festa, provei e ri do gosto, enquanto Tales reclamava da má vontade de Carmem para ocasiões especias.
Ele se levantou e andou até Sabrina, a puxando para dançar, eles riam e brincavam ao entardecer, um eco passou em minha mente meus olhos ficarem turvos por um momento, mas logo Hugo me puxou pela mão me levantando para participar da dança. Eu o segui, e fui conduzida por aquela musica que eu não poderia dizer qual era até o momento, mas parecia como uma canção de ninar. Outro vez os olhos turvos passaram por mim, e eu me encolhi. Hugo me aproximou de si, deixando que eu recostasse minha cabeça em seu ombro.
_É muito sensivel Catarina _ eu ri, ele tinha o costume de me dizer isso, se adequava a diversas ocasiões. Do abraço dele pude admirar meus amigos dançando.
Tales e Sabrina, pareciam querer romper o ritmo, enquanto Clarisse e Bernardo demonstravam um alinhamento estranho para mim. Mas uma vez a imagem se desfocou e Hugo me abraçou forte, ao ponto de me fazer chiar. Um rodopio e os casais que estavam fora da minha visão surgiram, Branca e Uriel sorrindo acenaram pra mim.
Eu retribui e o que outrora fora um eco surgiu como uma pontada na minha mente, fechei os olhos e ao reabri-los a cena parecia fundir-se a outra, me deixando confusa.
Isso não é real. Me soltei de Hugo. A musica de fundo se tornou um coral de insultos que me trouxeram a minha realidade. Me trouxeram a culpa. Olhei ao redor com raiva, já havia perdido a conta de quantos tentativas de dominar a minha forma de luz eu havia falhado. O eco voltou, era Elelion, eu havia o suplantado de novo. Eu deixei com que o eco crescesse e abri meus olhos, tendo os olhos de Richard sobre mim, aguardando a minha descrição do erro.
_Estavamos na Aldeia, aparentemente eu amei a ideia. _ disse rapidamente, me retirando da plataforma.
_A ideia não é ruim garota_ as vezes eu achava que Richard queria apenas diminuir minha frustração, por ser irmão de Carmem eu podia jurar que ele me julgava errado.
_Eu sou muito sensível
_Isso não é o que Hugo te disse da última vez?
_Sim, e é verdade. Toda vez é a mesma coisa... talvez ele esteja certo
_Queria que vocẽ tivesse a facilidade de guardar o que eu digo como tem facilidade de guardar o que aquele moleque te dizia... _ disse enquanto anotava meu desempenho em uma espécie de projeção de energia que vinha de um bracelete que ele carregava, não eram como a Base, mas tinham suas tecnologias.
_A questão é que eu não sou boa o suficiente Richard, e eu não entendo no que estou errando _ bufei frustrada _ quando eu percebi, tudo que eu ouvi foi o quanto eu sou incapaz
_Não, você é ! Não reconheceu a voz de Elelion na sua mente porque a sua cabeça dura está cheia de porcaria. Tenho certeza que quando parar de duvidar de si, vai conseguir dominar sua forma de luz. _ eu já não suportava ouvir aquilo, não depois de ter falhado tanto. Tudo que eu queria era voltar e fazer alho por eles, era livrá-los.
_Vou ver Elelion
_Isso, vai! E se prepara pro treinamento de amanhã, você vai perder essa pena de si mesma por bem ou por mal!_ ótimo, dá última vez que ele me deu um tratamento de choque ataquei ele e fugi pra barreira. Fiquei dias sem conseguir acessar minha energia, foi realmente um sucesso.
Eu me afastei rindo do homem barbudo, que teria cara de mal se não fosse tão cuidadoso, segui pelo leito do rio, avistando os demais moradores dos Externos em suas atividade. Uns treinavam como eu, outros colhiam frutos e flores, algumas crianças brincavam de saltar entre as arvores, tudo sorria em perfeita paz, inclusive os animais, todos em tranquilidade.
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Catarina II: O conto das terras
FantasyEm um novo mundo, Catarina precisa aprender a dominar sua energia, mas para isso terá de enfrentar velhos conflitos que se tornaram ainda mais incômodos com o seu retorno para as aldeias. Descrição da sua chegada dos Externos no livro I. . . . . His...
