Rapaz desconhecido.

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Em um mundo que pouco se havia conhecimento, era dito que todos deveriam odiar a música, como penitência do rei, que perdeu sua amada esposa para um maldito flautista. Digamos que nessa história terão grandes reviravoltas, descobertas de auto conhecimento e grandes surpresas. Então prazer! Eu sou o Jazy, e talvez em meio a isso tudo... Eu ainda ame a música.

Era mais um dia monótono, sem sequer uma melodia ou som aconchegante, apenas as vozes e aquele silêncio desconfortante "como sempre." Logo penso. Eu estava trabalhando na cafeteria, com pouca clientela e um tanto quanto sem vida, em si, na maioria das vezes a única existência ali dentro eram os adolescentes que iam em encontros com seu par, mesmo que sendo um lugar decadente, não duvido ser o melhor deste local. Até que algo chama minha atenção, um garoto com os cabelos tão negros quanto a noite, que possuía belos e grandes cachos, um par de olhos acinzentados e pele tão branca como a neve. Ele havia adentrado o local, logo indo em minha direção, como sou o balconista não houve tal surpresa. Ele logo faz seu pedido.
- Um café forte, por favor. - Pede o desconhecido, com sua voz tão bela quanto a melhor melodia já existente, eu necessitava escutar aquilo mais vezes.
- Claro! A caminho, o valor fica 5,00 €. - Logo respondo, com certa surpresa em quão bela era sua voz, queria o conhecer melhor, descobrir mais de si, afinal, tudo que se passava em minha cabeça era: "Como pode uma melodia tão bela?"

Ele tomou seu café sentado em um banco isolado do balcão, desenhando em um pequeno caderno em silêncio... Eu só queria saber o tempo todo o porquê de alguém como ele estar em um lugar daquele, haviam reinados muito melhores, por que logo esse? Minha curiosidade agia por si só, então eu peguei um doce pela minha conta e o entreguei.
- Qual seu nome, rapaz? - Pergunto com certa timidez, mas a ignoro por culpa de minha curiosidade.
- Lenni. - Ele me responde, penso que com certa desatenção e um tanto quanto frio.
- Ah sim, me chamo Jazy, um prazer lhe conhecer. Você é novo por aqui?
- Sou sim.
- Quando se mudou? Dificilmente vemos rostos novos por aqui, digamos que as pessoas não gostam muito desse reinado.
- Cheguei ontem pela madrugada, o rei me convocou. Realmente, esse reinado não é muito interessante... Mas pelo menos servem um bom café.
Engoli em seco aquilo em minha garganta, o rei o convocou? Significa que ele faz parte da guarda? E se fizer, por que diabos o rei iria o querer ali?
Ao ver minha expressão de surpresa, ele logo se manifesta.
- Não fique surpreso, acho que todos aqui sabem o quanto o rei quer achar o maldito flautista, sou um detetive, ele me convocou por essa causa. Não é nada em especial, apenas vou o encontrar e logo irei retornar para meu aposento. Até la ficarei na pousada dos senhores Field.
- Ah sim... São bons senhores, uma boa sorte com seu trabalho. Espero que o encontre.
Ele faz um sinal de concordância com a cabeça e logo se levanta de seu lugar, acena um tchau e desaparece ao sair pela porta. Eu retribuo o aceno e logo tento entender a causa, por que após longos anos só agora o rei quer procurar o flautista?

Meu expediente termina e logo eu retorno à minha casa, ainda sentindo minha cabeça martelar por tal detetive. Eu decido ir para a biblioteca, aquele local me salva de meus dias sombrios e duvidosos. Eu comecei a vir neste local após a proibição da música, para mim os livros eram uma bela melodia. Sentado em um espaço da velha biblioteca, eu afundo minha imaginação em um livro de fantasia. Onde contava sobre seres mágicos e música em abundância, esse era meu maior sonho. As vezes eu fantasiava como o reino retornaria a ser caso a música voltasse, eu imploro em minha cabeça para qualquer divindade que exista trazer a melodia de volta; Eu tento voltar minha atenção ao livro, mas tudo o que se passa em minha cabeça é a voz melódica do belo detetive. Eu morreria para ouvir tal som novamente, mesmo sabendo que talvez nos reencontremos eu continuava sedento por aquele bom som. Em minha cabeça, também se passa o questionamento sobre o maldito flautista, eu o odiava tanto quanto o rei. Até porque ele tirou tudo de mim, tirou minha música.

[Lenni]

Cheguei neste reino, sou um detetive e fui indicado a caçar e descobrir o paradeiro do tal flautista que tirou a vida da rainha.
Logo assim que chego na pousada, deixo minhas malas no meu aposento e sigo pelo reino em busca de algum café para que eu possa tomar ao menos um expresso. Logo encontro uma cafeteria vazia e um tanto quanto melancólica, em seu interior só havia um casal de jovens e o atendente, cujo me chamou certa atenção. Seus cabelos castanhos como mel, seus fios lisos caídos sobre seu rosto conforme ele se movimentava e seus olhos escuros que me prenderam a atenção. Logo fui em sua direção para fazer meu pedido.
- Um café forte, por favor. - Digo com certo desinteresse, tentando disfarçar meu forte fascínio por aquele garoto
- Claro! A caminho, o valor fica 5,00€. - O garoto me responde com animação, talvez seja incomum pessoas diferentes aparecerem por aqui.
Me sento em um banco ao canto do balcão, não gosto de chamar atenção mesmo que na presença de poucos, o que eu acho impossível aqui. Já que o garoto me fitava com grande curiosidade. Ele pega um doce que eu acredito ser um pedaço de torta e vem em minha direção, logo dizendo:
- Qual seu nome, rapaz?
- Lenni. - Respondo fingindo desinteresse e frieza, na verdade eu desejava muito que aquele rapaz fosse conversar comigo e isso se realizou até rápido.
- Ah sim, me chamo Jazy, um prazer lhe conhecer. Você é novo por aqui?
- Sou sim.
- Quando se mudou? Dificilmente vemos rostos novos por aqui, digamos que as pessoas não gostam muito desse reinado.
- Cheguei ontem pela madrugada, o rei me convocou. Realmente, esse reinado não é muito interessante... Mas pelo menos servem um bom café. - Digo dando um gole em meu café, logo observando o pavor tomando o rosto do garoto. Por dúvida, digo:
- Não fique surpreso, acho que todos aqui sabem o quanto o rei quer achar o maldito flautista, sou um detetive, ele me convocou por essa causa. Não é nada em especial, apenas vou o encontrar e logo irei retornar para meu aposento. Até la ficarei na pousada dos senhores Field. - Logo observo e sua feição toma certa curiosidade.
- Ah sim... São bons senhores, uma boa sorte com seu trabalho. Espero que o encontre. - Ele me responde pondo um sorriso em seu rosto.
Logo faço um movimento de concordância com a cabeça, me levanto seguindo até a porta. Me viro e dou um aceno de tchau com a mão e sigo até a antiga pousada.
Lá começo a desfazer minhas malas, logo pensando por onde posso começar a tal busca pelo maldito flautista.

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