Notas da autora:
Este conto foi publicado a primeira vez em 2018. Lendo este epílogo agora dez anos depois eu vejo que... de fato eu sou uma criatura muiiiiii particular.
Se deliciem com este conto e lembrem-se sempre de ir à missa.
Republicado dois mil e dezoito.
...
Se me pedissem pra fazer um epílogo sobre essa história eu não saberia dizer, nem escrever, nem decifrar.
Isso porque eu já escrevi ela um pouca bêbada...de cansaço, claro.
Eu só lembro que quis pular as partes formais porque estava entediada e precisava preencher o vazio existencial que todos nós possuímos, e alguns vão me achar extremamente absurda.
Sempre lembro dos meus quinze, e de como eu me apaixonei de cara e pelos caras nas ruas e vielas de Salvador.
De como eu amava beijar, cheirar, e poetizar.
cantar canções, e atrair desconhecidos gentis na preguiça, alegando que, eles eram especiais e só por isso que me encontraram.
brindar e blindar a vida.
Aonde aprendi a dançar tango, e a jogar capoeira, a me deliciar e me conectar com a filosofia da literatura local.
Conheci a espiritualidade e o amor.
Depois a maconha, e alguns estranhos.
Mas demorei muito tempo pra me conhecer.
E com toda essa inapropriedade que tenho sobre mim por conta dessas mudanças repentinas de dimensões.
Venho contar essa história triste ou feliz.
Vai do seu ponto de vista.
Quando a gente observa as pessoas semelhantes a nós, se incomodamos com tanta coisa.
E ela também era radiante, daquelas que não se tem como não observar.
Daquelas perigosas, doces, e mulheres, perigosas e doces mulheres.
