capítulo 1

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Por estar um pouco agoniado com o som alto da festa, me tranco no banheiro e suspiro de alívio, por estar em um local fechado.

Estranho uma água entrando pelo meu sapato. Arrasto a cortina da banheira e me deparo com um garoto inconsciente dentro da banheira transbordando de água. Nossa! Meu Deus! O que eu faço? Rapidamente, desligo a torneira e levanto a cabeça do garoto debaixo d'água.

Dou uns tapinhas no rosto dele na esperança que ele acorde. "Por favor, abra os olhos." Peço assustada com a situação. Faço respiração boca a boca na tentativa dele jorrar água para fora. Ele desperta, tossindo a água, tentando encontrar ar para respirar.

"Quem é você?" Ele me pergunta, quase não conseguindo falar e nem abrir os olhos.

Expiro aliviada. "Que bom quê está bem." O abraço forte.

Uma lágrima escorre pelo seu rosto. "O quê você fez?! Não era para eu estar aqui..." Ele diz enquanto chora de raiva, por tê-lo salvado. "Vai embora!" Ignoro sua raiva e não o solto. Continuo o abraçando. Ajudando ele a segurar a dor, mesmo que eu não saiba qual seja ela.

É a primeira vez que o vejo, mas não pude deixá-lo cometer esse erro.

O abraço até ele parar de chorar, porém acabo apagando de sono.

Acordo de manhã com o sol clareando nossos rostos. Percebo que continuo abraçada a ele. O observo um pouco enquanto dorme, percebendo o quanto ele é bonito.

Seus olhos azuis intensos, se abrem.

Seus olhos azuis intensos, se abrem

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É observam os meus castanhos.

É observam os meus castanhos

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Alguém bate na porta e de imediato ele levanta para abrir. Enquanto ele anda até a porta, não controlo meu olhar de sua camisa molhada, transparecendo seu corpo em ondas.

"Por quê o meu banheiro está encharcado?" Pergunta o garoto. Deve ser o dono da festa. Pisoteando as poças que a água fez.

"Não sei, pergunta ela." Diz o garoto da banheira, indo embora com as mãos no bolso. O dono me encara franzino sério. Aquele cretino! Pôs a culpa em mim e foi embora.

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