ℂ𝕒𝕡.1 Cᴀᴛʜ..

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•𝙲𝚊𝚝𝚑•>

𝔍á estava à noite. Cheguei em casa eram 20:47. Estou morta de cansaço. Ed. Física me mata. Eu realmente odeio exercícios. Nem senti fome, o que é um milagre, porque adoro comer.
Andei em direção ao armário, com Moonli se passando entre minhas pernas. Ela é a minha gatinha, toda preta exceto por uma mancha branca em suas costas, daí veio o nome, Moonlight. Eu a encontrei filhote jogada na rua, com frio, fome e a trouxe para mim. Realmente, não me preucupei em achar seu dono, pois, pelo seu estado nunca teve um. Desde este dia, ela criou um laço forte comigo. Ela me aceitou como dona, ou melhor, como mãe. O problema é que ela não descansa enquanto eu não chego. Não come e nem dorme.

Fui ao banheiro, tomei um banho, botei o meu pijama preto e cai feito pedra na cama. Me enrolei nos cobertores, estava um frio do cão, e, para piorar, estava chovendo forte. Os relâmpagos clareavam meu quarto por inteiro. Moonli se assustou e subiu em minha cama, se refugiando abaixo do meu cobertor. Quando ela se aquietou, pegou no sono e começou a ronronar. Coisa fofa de mãe. Eu ia fechar a janela do meu quarto, que estava escancarada, mas a preguiça me ganhou, e cai no sono antes de qualquer coisa.

Entrei em um sono tão pesado nem os trovões me acordaram, até um barulho extremamente alto no meu quarto. Desgrama, nem dormir posso mais. Me assustei e acordei. Não podia ser um ladrão, eu moro no nono andar. Totalmente sozinha (mesmo tendo 17 anos) então não podia ser minha mãe e nem tinha amigos para me visitarem.

Então só restava uma opção, espíritos.

Meu Deus, eu tenho pavor de espíritos! Mesmo lendo vários livros e vendo vários filmes de terror, eu tremo só em pensar nisso. Me faço de corajosa mas sou bem covarde quando se trata desse assunto. Se aparecer um eu, honestamente, vou te deixar para trás. Dane-se, você que lute, eu corro léguas para fugir.

Mas não era um espírito.

Fiquei aliviada por um curto período de tempo. Mas logo passou.

Era pior.

Comecei a desejar que fosse um espírito zombeteiro. Não queria acreditar no que eu via.

Era um garoto?!

Ele estava desacordado. Mas...como?Como disse, moro no nono andar. Como ele subiu até a minha janela?

Era jovem, pela aparência, tinha uns 18/19 anos.

Seus cabelos eram medianos, e, muito peculiarmente, divido em duas cores, metade preta e a outra metade branca. Ele era até que bonito. Sua pele bem clara entrava em contraste com seus lábios um pouquinho rosados por conta do frio. Vestia um casaco de moletom preto e calça branca rasgada nos joelhos.

Estava totalmente encharcado. Mas não só de água, havia também sangue.

Aí meu Deus.

E se ele estivesse morto?! Eu não podia ser presa!

Tinha que fazer alguma coisa. Então, me abaixei e colei meu ouvido contra seu peito.
Ufa, ele estava respirando! O estranho era que não havia sequer rasgo em sua roupa. Como ele estava sangrando?

Será que o sangue não era dele?!

Um assassino?!

Eu estava com medo.

Que logo se transformou em vergonha.

Para checar eu teria que ver o corpo dele. Talvez fosse um machucado por baixo da roupa.

Já que a poça de sangue estava só aumentando..

E se for um pedaço de corpo?

Tenho que acabar com a minha dúvida..

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⏰ Last updated: Jul 22, 2024 ⏰

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