1 de setembro de 2022
Prezado Rael,
É aquela menina, aquela doce menina, que todos os dias me dá “bom dia”
Aquela menina, que sempre está com aquele sorriso aberto, é aquela menina, que de longe te avista e com os braços abertos te espera na porteira… Ah, era aquela menina.
Era aquela menina, que hoje não demonstra nem o sorriso, era aquela menina, que hoje em dia nem me dá “bom dia” com toda aquela alegria, era aquela menina, que hoje não é mais a mesma menina.
Hoje em dia não a vejo tanto, nem mesmo seus pais a vêem, eu costumo vê-los chorando e se lamentando, não sei se deveria me sentir culpado por ter a jogado no lago, talvez devesse ter a enterrado, talvez deveria ter controlado minha força quando levei ela a minha casa. Eu não aguento mais ela naquela janela me olhando quando passo em frente a sua casa…
Atenciosamente,
Anthony J.
